Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

LABIRINTO!

  
                           LABIRINTO!

                                  O que pode ser?

                                Talismã e imã?
                                Sina e louvor?
                                Carma e dor?
                                Destino e clamor?
                                Anjo e fervor?
                                Hino e senhor?
                                Brilho e dor?
                                Troféu e valor?
                                Salmo e mentor?
                                Farol e calor?
                                Suporte e suor?
                               Amuleto? e  se for?

         São labirintos ou disfarces para definir o ''AMOR''.

                               ( E dedico ao velejador )


                                   KATIA CHIAPPINI



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LIMITES

                                 LIMITES

A falta de limites está gerando uma onda de problemas sérios comportamentais. Essa é responsável por tornar uma criança confusa e a ansiedade se torna visível. Os pais dão ordens contrárias na frente da criança, de modo que, com o tempo, um deles é o vilão e o outro, o bonzinho.
Limite é uma formação que precisa vir do berço, é constante, gradativa e indispensável para que se possa viver em sociedade.
A falta de limites inicia no lar, se estende pela escola e vem refletir no grupo social. Os instintos à mostra levam ao surto psicótico que pode terminar em homicídio. 
Os maus hábitos como a ingestão de bebidas com álcool e o uso de drogas pesadas, acabam ocasionando acidentes nas estradas, seguidos de morte.
E presenciamos o desmoronamento dos bons hábitos e costumes.
Uma recente pesquisa nos diz que oitenta por cento dos egressos de instituições de tratamento aos drogados, não consegue se curar do vício. E voltam para se internar inúmeras vezes. As instituições, por si só, não bastam para erradicar o mal. É preciso que haja uma política pública voltada para o drogado com o intuito de recuperá-lo para a sociedade. Uma política voltada para manutenção, exigindo um trabalho honesto, um acompanhamento feito por assistentes sociais e psicólogos, determinando modos de proceder, advertências.
Como permitir que voltem ao mesmo grupo social que os levou ao vício?
E esses jovens, sem controle, vão acabar nas prisões, muitas vezes, sofrendo a dominação de outros presos que os enforcam, quando não são responsáveis por induzi-los ao suicídio. 
Em nível internacional temos as operações de guerra e matanças em massa que não respeitam nem as crianças.
Basta acompanhar Israel e Palestina ( faixa de gaza), Egito, Jordânia e os conflitos. Entre os 1800 palestinos mortos estão 430 crianças e 200 mulheres.
Quem sabe a retirada das tropas israelenses de Gaza possa trazer uma esperança de negociação, durante esse período de trégua, de 72 horas, que está sendo proposto. Mas é difícil de acreditar.
Temos Síria Rússia, Ucrânia, Líbia, Africa e outros países em constantes conflitos.Atualmente, Estados Unidos estão em guerra contra os insurgentes do Iraque. E até o papa Francisco tem se manifestado para que se consiga estabelecer um diálogo definitivo que ponha fim a tantas guerras que devastam territórios e matam, sem poupar os inocentes. E povos se descobrem sem moradia, sem terra, sem nada.
E parece que as organizações, tais como O.M.S; O.N.U; UNICEF, não estão cumprindo com sua missão e se empenhando em reunir a cúpula para estabelecer medidas eficazes.
Percebe-se uma euforia lamentável de atitudes insanas e os regramentos estão sem medida.
Em meu Estado: Rio Grande do Sul, Brasil, tivemos ,recentemente, dois fatos que poderiam ser evitados se a consciência dos limites e da responsabilidade falassem mais alto.
Um pai não chamou a atenção de seu filho que corria por fora, mas perto da jaula de um tigre  e o animal arrancou seu braço que acabou sendo amputado.
Outro homem, em alta velocidade, perdeu o controle do carro ao tentar  a ultrapassagem, em plena ponte. Caiu na água e matou toda família porque ninguém conseguiu sair do carro e todos morreram afogados.
Essas fatalidades são o ápice da falta de limites.
E temos a questão do desenvolvimento da tecnologia virtual que amplia a sensação de poder do indivíduo. É uma terra de todos e de ninguém, porque o anonimato provoca atitudes descoordenadas, imprevisíveis.  E estão, a todo momento, ameaçando a sociedade.
É a era da banalização dos atos do homem. Mas o mal não está no advento da tecnologia e sim no modo de usá-la.
Parece que estamos confundindo o mundo virtual com o real e se dá a perda de identidade.
Cada um de nós está mais preocupado com seus eletrônicos do que em conviver socialmente, conversar, fazer uma caminhada, tomar um banho de mar.
Talvez a raça humana esteja precisando de um ponto de ruptura que possa estancar essa permissividade.
Estamos vendo a falta de hierarquia, de disciplina, em todas as esferas e, principalmente, no que tange aos órgãos públicos.
Apesar do homem atingir picos inimagináveis com sua inteligência, estamos sendo dominados por um poder sem cérebro, que faz muito tempo, se descuidou da racionalidade.
E estamos sendo filmados e monitorados em todo lugar. Podemos dizer que nos sentimos numa prisão . E nela temos que permanecer, porque soltos estão os ladrões, assaltantes, assassinos e psicopatas de toda ordem, como uma ameaça constante a nossa segurança.
E pensar que tudo isso iniciou com a falta de limites no lar.
Mas, não seremos nós os julgadores. Percebemos que o pai e a mãe necessitam trazer o alimento para casa e descuidam da educação de seus filhos, porque chegam cansados e com vontade de se atirar num sofá, ver televisão, tomar um banho, lanchar e se deitar.
Nesse contexto não há lugar para ouvir do filho como foi seu dia na escola, quais as dificuldades em relação às disciplinas, que materiais devem ser comprados para as aulas de arte, quando vem o boletim.
E as babás muitas vezes deseducam quando não batem nas crianças. E as escolinhas infantis ficam com essa missão de dar as primeiras orientações e as noções de civilidade.
As vezes me vejo pensando em Jesus Cristo pregado na cruz.
Provavelmente, nem quer soltar seus braços, nem quer abraçar um povo insano que não o reconheceu.
E nem quer libertar seus pés,  porque não iria caminhar ao lado de homens desvairados e devassos, tão diferentes daqueles que deveriam ter seguido seus ensinamentos.
E amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, palavras do Pai, já não são ouvidas e constam na Bíblia Sagrada só porque lá permanecem escritas. Mas as palavras bíblicas são tratadas como se fossem fábulas ou lendas, ou ''causos'' como diria o gaúcho de minha terra, ao sul do Rio Grande do Sul.

                                  KATIA CHIAPPINI 


                                          -e-mail: katia_fachinello42@hotmail.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

DESDE SEMPRE!

 
                          DESDE SEMPRE!
 
                             ( Ela pergunta e ele responde )

- Sabe quando me amou?
- Desde sempre- sim-
- Nunca disso duvidou?
- Só você o fez- de mim-

- Como aconteceu isso?
- Explicar mesmo- não sei- 
- Será que foi um feitiço?
- Eu não o encomendei

- Onde isso estava escrito?
- Nas leis invisíveis do amor
- Também estava no infinito?
- Quem sabe? seja onde for

- Sabe que agora renasci?
- Folgo muito em saber
- Quer então ficar aqui?
- Se esse for o seu querer

- Vamos experimentar?
- Tenho seu endereço
- E se alguém se magoar?
- Temos que pagar o preço

- Você tem essa certeza?
- Vivo desse meu sonho
-  E quer me ver na tristeza? 
- Sim, ali com você me ponho

- Não é só  empolgação?
- É o que lhe parece
- Sente forte emoção?
- Só ela vem e me aquece

- É, quem sabe, intuição?
- Ou simples telepatia
- Qual é essa sensação?
- De prazer e euforia

- E se eu sofrer demais?
- Sofreremos juntos
- Vai ouvir meus ''ais''?
- Farei deles meu assunto

- Será esse nosso destino?
- Ou destino ou missão
- Quer ser meu menino? 
- De fato e de coração

                                    KATIA CHIAPPINI 











A LÁGRIMA

                            LÁGRIMA

A lágrima engana
Choramos sorrindo
Esconde a dor insana
E o lamento infindo

Lágrima é um pedido
Um chamado na certa
O choro vem sentido
E  a tristeza está alerta

A lágrima é incontida
No olhar já marejado
É um andar sem guarida
É caldo derramado

Há o choro que conforta
Alivia qualquer emoção
Outro bate em minha porta
Mas de mim não abro mão

Se chorarmos baixinho
Ninguém vê nem sabe
Deitamos em nosso ninho
Até que a lágrima acabe

Os anjos choram por nós
A chuva chora na terra
A lágrima embarga a voz
E não a queira na guerra

Choramos de felicidade
Quando temos os filhos
É o momento de saudade
É a lágrima com brilho

O filho ofereceu uma rosa
É a segunda lágrima certeira
A filha dançou formosa
Trouxe a lágrima primeira

                                 KATIA CHIAPPINI



domingo, 3 de agosto de 2014

O BEIJA-MÃO!




                            O BEIJA-MÃO!

Em épocas idas o beijo na mão era um gesto usual de delicadeza ou revelador da importância de um vulto da nobreza ou do clérigo.
As famílias mais antigas ensinavam a beijar a mão do pai, ao deitar, pedindo a bênção. O padrinho de meu filho tinha o hábito de oferecer a mão estendida, esperando ouvir:''bênção, padrinho'', junto ao beijo na mão.
Beijar a mão podia se revelar um gesto de ternura ao se despedir da amada e, antes de tudo, era um gesto de respeito.
Ao entrar no elevador, ainda hoje, um senhor mais maduro, um verdadeiro cavalheiro, costuma tirar o chapéu ao ver as damas. E esse é outro gesto que vem de tempos idos e hoje menos comum.
Mas o que vou relatar agora é a história de um beijo na mão especial.
Lúcia, minha amiga, precisava vender um sofá. Procurou estabelecimentos que trabalhavam com compra e venda de móveis usados.
Telefonou , por diversas vezes, para uma casa da qual tivera uma boa recomendação. Mas o entregador não tinha conseguido marcar um horário para atendê-la. Havia apenas um funcionário para esse serviço e seu itinerário diário era sacrificado.Lúcia percebeu que para chegar em seu endereço ele teria que fazer um roteiro longo para fazer o trajeto do estabelecimento até sua casa.
Tanto ligou, que em determinado dia, ao entrar em contato, mais uma vez, observou que o caminhão estava próximo de seu endereço.
Então sugeriu ao funcionário que aproveitasse o roteiro e a atendesse, na sequência.
Chovia muito e o homem falou:
- Senhora, estou exausto, sem alimento, com a roupa molhada e louco para chegar em casa para tomar meu café.  
- Mas vou lhe dar uma alternativa.
- Qual?
- O senhor vem retirar o sofá e eu lhe preparo um café.
- Sim, obrigada, aceito.
E assim, foi só aguardar o funcionário que , finalmente, esse bateu à porta da cada de Lúcia.
Ele chegou,  foi logo olhando para o sofá e falou:
- Posso lhe oferecer uns cinquenta reais?
- Eu queria lhe pedir, no mínimo, cem reais, porque o sofá sempre esteve protegido por uma capa e se encontra em estado de novo.
- E por que quer se desfazer dele?
- Porque veio de uma casa, com ampla sala, e aqui no apartamento ocupa quase todo o espaço útil.
O homem observou ao redor e se deparou com uma mesa farta, com todos os ingredientes sobre a mesa: pão, frios, mel, manteiga e um bolo de cenoura. Foi convidado para se sentar..
Enquanto tomava seu lugar à mesa falou:
- Cento e cinquenta reais está bom para a senhora?
- Sim, acho um preço justo.
O funcionário ficou conversando  e se alimentando e o fez com gosto. Lúcia percebeu que ele conversava muito e contava fatos de sua vida sofrida, com descontração.
Ela lhe deu a devida atenção e ouviu seu desabafo.
Ao final, depois de acondicionar o sofá para removê-lo, preguntou:
- Posso beijar sua mão?
E, antes que Lúcia respondesse, fez uma flexão e pousou os lábios em sua mão comentando com surpresa e emoção:
- Durante os meus 35 anos trabalhando em entregas nunca ninguém me perguntou se eu aceitaria uma xícara de café. 
Lúcia sorriu satisfeita enquanto fazia uma ligação para combinar a entrega do sofá novo que comprara.

                                    KATIA CHIAPPINI

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

AOS PAPAIS DE MAIOR IDADE!

                 AOS PAPAIS EXPERIENTES!

A vida exige paciência para que se possa alongar os passos sem lamúrias.  
E os papais trabalhadores  ganham o sustento para seus rebentos e pretendem deixar algum bem ou poupança para as primeiras necessidades de seus filhotes. Essas providências podem servir para fins culturais, ornamentais ou de qualquer ordem de preferência.
O pai de família sabe que só a esperança de construir um patrimônio sólido lhe dará a certeza do dever cumprido. E, por essa razão, se dedica ao trabalho com tenacidade. E os pais sabem que a idade é um percurso do tempo que corre para todos e não deve ser temida.
Antes bem aproveitada para se tornar produtiva e significativa.
Aos 70 anos papais são mais sábios, menos exigentes, mais sensíveis aos apelos da família. E já assimilaram experiências e o necessário conhecimentos que lhes habilita a ser um bom conselheiro ou orientador honorário. 
Papais podem comemorar seu aniversário e sua saúde. Podem ainda, após os 70 anos, viajar, aproveitar um banho de mar, andar de barco, caminhar ao ar livre.
Homens de meia idade ainda são literatas, musicistas, pintores, professores catedráticos, cientistas, médicos e pesquisadores.
São pessoas que atingiram um grau de evolução, progrediram e prosseguiram em seus estudos dando continuidade à vida produtiva.
Há senhores idosos, nas praças públicas, que se reúnem com amigos, ao entardecer, para jogar xadrez, damas ou um carteado.
E, quase ao anoitecer, se dirigem à cafeteria para um lanche.
Isso significa que todas as idades devem ser vividas com alegria, com alguma tarefa a ser cumprida e boas relações de amizade.
Todos os pais precisam seguir uma ocupação que lhe sirva de estímulo e razão de viver. O importante é seguir crescendo e procurando seguir alguns preceitos na alimentação e evitar uma vida sedentária e solitária. Conservar os amigos é essencial para a harmonia do espírito.
Os papais que se tornarem vovôs ainda terão como missão ajudar na orientação dos netos, brincar de montar quebra-cabeça, brincar de autorama, levar na sorveteria. E só isso já é um modo de renascer. Nada é tão gratificante do que ver um neto correr para abraçar seu avô e dar-lhe um beijo no rosto.
Nada é melhor do que ser papai duas vezes e voltar o pensamento para a época em que os filhos eram pequenos e transbordavam em carinhos.
Os netos vão gostar de ouvir as mesmas histórias que eram contadas aos filhos e novas histórias de vida que só eles, os avós, sabem contar.
E se o papai achar que perdeu o trem da vida, em determinado momento, basta pegar um avião e percorrer novos caminhos, porque o trajeto não findou e muito menos a esperança e as possibilidades.
Quanto maior for a esperança em algum projeto de vida, maior será o distanciamento da preocupação de morrer.
Mas não cansem os seus papais mais idosos com lamúrias sobre o custo de vida, sobre a corrupção, sobre a violência, sobre o enriquecimento ilícito.
Prefiram locar filmes antigos com Greta Garbo, Bette Davis, John Crawford, Marlene Dietrich, Ingrid Bergman.
Ou filmes clássicos que eles tenham vontade de rever.
E no dia dos pais levem seus papais mais idosos a dar um lindo passeio, ou a visitar um parente do qual se afastou e que tenha mencionado.
E agradeçam os conselhos desses papais experientes que merecem nossa atenção e respeito enquanto estiverem entre nós.
E reúnam-se no dia dos pais todas as gerações numa só comemoração familiar. 
E que a união seja o exemplo que frutifique para que os descendentes tenham bons motivos para seguir no bom caminho.
E que a saudade seja fruto do amor cultivado em família.
Feliz dia dos pais para aqueles que já apagaram mais velas e comeram mais fatias de torta em família e em total harmonia.

                                    KATIA CHIAPPINI


PENSAMENTOS!

                          PENSAMENTOS

-É mais produtivo acordar saudando a manhã, conversando com as plantas, com os animais de estimação e abrindo a janela para saudar o sol. Mas isso deve ser feito em todas as etapas da vida e principalmente na maturidade, porque no outono também se colhe flores.

-A minha visão de paraíso seria observar um casal unido em cumplicidade perfeita. E essa visão se ampliando e atravessando o quarto. E vendo-os passear de mãos dadas até a praça, ou caminhando à beira mar, ou dançando aos sábados, tomando chá com os amigos, brincando com os netos, rindo das piadas do vizinho, assistindo televisão e voltando, carinhosamente, ao quarto de casal para se recolherem juntinhos.

O amor tem algo de insano e, as vezes, nos engana. E a paixão se irmana, mas segue seu itinerário cigano, sem paradeiro.

-O amor é um labirinto onde custamos a chegar ao lugar certo. Mas valem as tentativas que fazemos para aceitar o desafio.

- Cuida do teu pensamento porque traz palavras e atos. Os atos trazem usos e costumes. Os costumes direcionam teu caráter e esse é responsável por tuas escolhas.
Procura semear em campo fértil e colher os melhores frutos que a vida puder te oferecer.

-Viver supõe assumir as responsabilidades e assumir as consequências dos atos praticados. E ser suficientemente idôneo para não culpar o semelhante.

- A água do parto gerou minha vida; a água da fonte ouviu meus  lamentos; a água da chuva  lavou minha alma e pediu ao sol para secar minhas feridas.

- Perdi o trem de minha vida. Mas vou embarcar no primeiro avião para juntar os frangalhos e recomeçar.

-O verdadeiro amigo vem muito antes que o chames e permanece ao teu lado nas vicissitudes.

-E quando choramos sorrindo é porque precisamos fazer um exercício para controlar as emoções. 

- Em qualquer circunstância não percas a fé em ti mesma e a vida te sorrirá, antes que percebas, trazendo novas esperanças.

                                     KATIA CHIAPPINI

TENHAM UM LINDO DIA E GUARDEM UM TEMPO PARA MEDITAR E REDESCOBRIR A SI MESMO!