PROMESSAS...
Se não fizer o que diz
Fará só o que não diz
Na inércia não será feliz
É o raciocínio que fiz
O melhor da vida não peça
Só guardo sua promessa
Feita noutra vida ou nessa
Que pra cumprir não se apressa
As flores das jardineiras
Encantam alvissareiras
A natureza inteira
Tem o amor como bandeira
A andorinha traz a vontade
De voar com liberdade
A promessa não fala a verdade
Só aprisiona mais ansiedade
Promessas quando não cumpridas
Trazem mágoas indefinidas
Só se vê gente sofrida
Implorando por guarida
Promessas sem eira nem beira
Feitas desde a vez primeira
São esquecidas quer queira
Ou não queira ficar de bobeira
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
SE PRECISAR...
SE PRECISAR...
Se precisar
Posso chamar?
Se for falar
Posso escutar?
Se ficar triste
Posso chegar?
De dedo em riste
Não vai estar?
Se o sono faltar
Posso cantar?
Se a noite convidar
Posso ficar?
Se não reclamar
Posso abraçar?
Posso expressar
Posso compartilhar?
Se estiver a rolar
Sem ninguém amar
Posso solucionar
E me candidatar?
Se for frio o ar
Posso te abrigar?
Sem questionar
Sem nada explicar?
Se quiser amar
Posso experimentar?
Posso o rosto afagar
E outra vida te dar?
KATIA CHIAPPINI
-e-mail:katia_fachinello42@hotmail.com
Se precisar
Posso chamar?
Se for falar
Posso escutar?
Se ficar triste
Posso chegar?
De dedo em riste
Não vai estar?
Se o sono faltar
Posso cantar?
Se a noite convidar
Posso ficar?
Se não reclamar
Posso abraçar?
Posso expressar
Posso compartilhar?
Se estiver a rolar
Sem ninguém amar
Posso solucionar
E me candidatar?
Se for frio o ar
Posso te abrigar?
Sem questionar
Sem nada explicar?
Se quiser amar
Posso experimentar?
Posso o rosto afagar
E outra vida te dar?
KATIA CHIAPPINI
-e-mail:katia_fachinello42@hotmail.com
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
O QUE SE QUER?
O QUE SE QUER?
O que se quer não se tem
O que se tem não se quer
A vida ora vai, ora vem
Salve-se quem puder...
Mas essa insatisfação
Só gera insegurança
O que se tem é a missão
De prosseguir na andança
Se mais quiser mais virá
Na medida de sua constância
Se mais quiser mais terá
Desde que tenha esperança
Quem mais tiver compartilhe
Ajudando o semelhante
Que pela bondade brilhe
Que sorria para o cadeirante
O que se quer é segredo
Mas temos que desvendar
A vida muda de enredo
Pra nossa força testar
O que abraçou já é seu
E já é seu o essencial
Louvar o nome de Deus
É não sucumbir no mal
A vida é um grande moinho
Buscamos a direção
Até conquistar nosso ninho
Fruto de nosso quinhão
O que vem de mão beijada
Pouco ou nenhum valor tem
De sol a sol é a jornada
Passo a passo se colhe o vintém
O que se quis não se quer
O que se quer passa a ser
Aceitar o que for e vier
É não se recusar a crescer
O que se quer é ser astuto
Descobrir como bem viver
A felicidade dura um minuto
Faça-o intenso e viva pra ver
KATIA CHIAPPINI
O que se quer não se tem
O que se tem não se quer
A vida ora vai, ora vem
Salve-se quem puder...
Mas essa insatisfação
Só gera insegurança
O que se tem é a missão
De prosseguir na andança
Se mais quiser mais virá
Na medida de sua constância
Se mais quiser mais terá
Desde que tenha esperança
Quem mais tiver compartilhe
Ajudando o semelhante
Que pela bondade brilhe
Que sorria para o cadeirante
O que se quer é segredo
Mas temos que desvendar
A vida muda de enredo
Pra nossa força testar
O que abraçou já é seu
E já é seu o essencial
Louvar o nome de Deus
É não sucumbir no mal
A vida é um grande moinho
Buscamos a direção
Até conquistar nosso ninho
Fruto de nosso quinhão
O que vem de mão beijada
Pouco ou nenhum valor tem
De sol a sol é a jornada
Passo a passo se colhe o vintém
O que se quis não se quer
O que se quer passa a ser
Aceitar o que for e vier
É não se recusar a crescer
O que se quer é ser astuto
Descobrir como bem viver
A felicidade dura um minuto
Faça-o intenso e viva pra ver
KATIA CHIAPPINI
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
NOSSOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO: MIA E SLASH.
ANIMAIZINHOS
Esses são os mimosos de meus netos Mariana e Gabriel.
O cão se chama Slash e a gata se chama Mia.
Cão e gato são criados juntos desde bem pequenos e se dão muito bem.
A gata é silenciosa e não dá trabalho algum. Mas se esconde nos armários e tão bem, que se torna difícil encontrá-la. Um dia desses conseguiu se esconder dentro da poltrona de um dos quartos,porque havia um rombo considerável no tecido, o que aliás se deve às unhas afiadas dela própria. Na hora das refeições ela aparece e mia se fazendo notar, de imediato.
O cão Slash é ativo e cativante. Como sou eu quem o leva a passear durante a temporada de praia, costuma ficar sob a cama onde durmo e acompanha meus passos .De noite prefere dormir perto da cama de sua dona: minha filha. Ela atende todas as suas inerentes necessidades, tais como: banho, alimentação, tosa, medicação.
Quando ouve qualquer barulho Slesh late até que se mande parar. Brinca com o osso de plástico, com os meus netos menores, com os chinelos que encontra pela casa e com sua bola.
Pela manhã, arranha minha porta ´para que eu entenda que é hora de levá-lo a fazer suas necessidades fisiológicas. Mas antes disso, minha filha dá o alimento matinal. Se ela demorar a se levantar da cama, Slash não aceita sair para fazer as necessidades.Ele respeita uma ordem, uma rotina sempre igual. E assim, nada que seja feito fora da rotina se consegue que obedeça. Certa ocasião abrimos a porta da rua para retirar o lixo e não vimos que Slash tinha descido pelas escadas. Ele ficou parado na porta, esperando que abrissem. E logo que foi possível subiu as escadas e chegou até nossa porta.
Meu netinho de três anos ainda se assusta quando o cão lambe seu rosto, num pulo inesperado, ou quando lambe seus pés. Ele acorda e toma a mamadeira no sofá da sala e pede para que a gente cuide do Slash. Depois, aos poucos, consegue brincar com o cão e pede para levar o animal pela guia, o que lhe permitimos por pouco tempo e logo o acudimos.
Slash fica latindo quando colocamos qualquer tipo de carne na mesa. Quer ganhar um pedaço e fica aguardando os ossos que lhe são dados. Mas depois dos primeiros latidos já sabe esperar quieto.
Ao chegar em casa, após o passeio, sobe as escadas correndo e pára no andar certo e nos aguarda subir as escadas.
Esses animaizinhos domésticos fazem a alegria da criançada e também dos adultos. Qualquer de nós se preocupa ao constatar que o cão tem uma alergia de pele. Ou quando está com pulgas, que, ao coçar, lhe deixam em carne viva. Logo, providenciamos uma consulta ao veterinário e voltamos com a medicação adequada ao caso em questão.
Gatos e cães acompanham as pessoas idosas e conseguem tirá-las de um quadro depressivo. O fato de contar com um animalzinho carinhoso e sempre presente, se torna uma bênção em todos os lares.
São esses animais que nada pedem em troca, muitas vezes, os melhores amigos de seus donos. São de uma fidelidade absoluta e surpreendente.
Alguns deles são treinados para guiar cegos, para caçar, para conduzir as ovelhas do rebanho, para encontrar drogas, para descobrir cadáveres na mata, para conduzir trenós na neve.
Mas os nossos queridos Mia e Slash são levados da cidade para a praia e para todo o lugar que for escolhido para ser o nosso domicílio, no período de férias escolares. São quatro netos que têm o privilégio de tê-los por perto e todos cuidam um pouco de suas necessidades.
Antes de pensar em ter um animal doméstico, pense em cuidar dele com muito carinho .Observamos que são seres delicados e sensíveis e que parecem entender tudo com um simples olhar.
Quando estamos almoçando, por exemplo, Slash sabe que não deve permanecer na sala, e fica na sacada, com meio corpo para dentro, no meio da porta de correr, mas sem penetrar no recinto onde estamos.
Desejamos que todos descubram os benefícios de ter um animal de estimação em seus lares.
Uma senhora idosa de meu edifício costuma levar seu cão no carrinho pra passear e sobe uma lomba com o cão desse jeito, bem acomodado. E não adianta dizer a ela que o leve pela guia ao invés de empurrar o carro na lomba. O que posso dizer? Esse animal é sua única companhia e como está mais velho ela tem medo de que fique doente, se caminhar demais. E prefere que o único cansaço seja o dela.
Mas temos Mia e Slash em nosso convívio, e de certa forma, não justificamos, mas entendemos a atitude dessa senhora em relação ao seu cão amado.
Feliz convívio com seu animal doméstico, se o tiver em seu aconchego .E cuide bem dele, porque um dia, quem sabe, cuidará de você.
KATIA CHIAPPINI
DESEQUILÍBRIO
DESEQUILÍBRIO
Vivemos na corda bamba
Procurando ao chão não ir
Ou requebrando no samba
Ou na vida para prosseguir
Equilibrar os pés é preciso
A vida não é só carnaval
Depende de ter juízo
O que é fundamental
Os erros são ensinamentos
Caímos para melhor levantar
Para não ficar ao relento
Para a missão priorizar
A ambição desmedida
Que leva à queda fatal
Não terá vez nem guarida
É uma imposição do mal
As tentações do caminho
Podem minar a vontade
Retirar com fé os espinhos
É uma real necessidade
Equilibrar-se é preciso
Ser solidário também
Não sejamos como ''Narciso''
Eu,eu,eu e mais ninguém
KATIA CHIAPPINI
-EMAIL-KATIA_FACHINELLO42@HOTMAIL.COM
Vivemos na corda bamba
Procurando ao chão não ir
Ou requebrando no samba
Ou na vida para prosseguir
Equilibrar os pés é preciso
A vida não é só carnaval
Depende de ter juízo
O que é fundamental
Os erros são ensinamentos
Caímos para melhor levantar
Para não ficar ao relento
Para a missão priorizar
A ambição desmedida
Que leva à queda fatal
Não terá vez nem guarida
É uma imposição do mal
As tentações do caminho
Podem minar a vontade
Retirar com fé os espinhos
É uma real necessidade
Equilibrar-se é preciso
Ser solidário também
Não sejamos como ''Narciso''
Eu,eu,eu e mais ninguém
KATIA CHIAPPINI
-EMAIL-KATIA_FACHINELLO42@HOTMAIL.COM
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
CONVITE AO SENTIMENTO...
CONVITE AO SENTIMENTO
Amo-te e amo tanto
Nada preciso esconder
Sem ouvir escuto o canto
Entendo a carta sem ler
Só não me faço entender
Tento aparar os calos
Há desafios a vencer
Mas no amor me embalo
Cerca-me um real espanto
Amo mais a cada dia
E a razão não sei o quanto
Me procura à revelia
Amo em qualquer contexto
Distraída qual menina
Já decorei esse texto
Já tenho a chave da mina
Que o amor meu mantra seja
Que nessa missão eu não falhe
Que tudo o mais se reveja
Porque tudo o mais é um detalhe
KATIA CHIAPPINI
Amo-te e amo tanto
Nada preciso esconder
Sem ouvir escuto o canto
Entendo a carta sem ler
Só não me faço entender
Tento aparar os calos
Há desafios a vencer
Mas no amor me embalo
Cerca-me um real espanto
Amo mais a cada dia
E a razão não sei o quanto
Me procura à revelia
Amo em qualquer contexto
Distraída qual menina
Já decorei esse texto
Já tenho a chave da mina
Que o amor meu mantra seja
Que nessa missão eu não falhe
Que tudo o mais se reveja
Porque tudo o mais é um detalhe
KATIA CHIAPPINI
domingo, 1 de fevereiro de 2015
QUE SENTIMENTO É ESSE?
QUE SENTIMENTO É ESSE?
Quando conhecemos um internauta há uma confusão de sentimentos. O fato de conversarmos seguidamente parece que interfere nos sentimentos. Mas não os define com nitidez. Temos carências que se acumulam na calada da noite e que nos levam a valorizar um diálogo virtual. Isso porque todos gostamos de receber atenções. Se esse diálogo se prolonga por longos anos, é claro que cria expectativas, constrói sonhos e desequilibra as sensações e as emoções. Quando um dos parceiros promete conhecer o outro e não o faz, cria no outro uma ilusão que vai corroendo a alma.
Então, melhor é seguir conversando sem nada prometer e, quem sabe, deixar uma bela amizade fluir, sem cobranças ou promessas.
A situação é de difícil resolução quando nos deixamos levar só pelos sonhos e desejos que esse convívio virtual sugere.
Não se pode amar quem nunca vimos. Mesmo assim parece que amamos e chegamos a nos declarar. Queremos acreditar que o sonho possa tomar forma diversa e se materializar, um dia.
Alguma coisa acontece que nos liga ao outro, algo espiritual e intenso. Mas como dizer que é amor? Como dizer que é só amizade?
O fato é que não temos coragem de nos conhecer pessoalmente.
Imagine se, ao nos encontrarmos com essa pessoa, a surpresa não seja boa? E se ela esperar um namoro e não pudermos levar a esse nível esse conhecimento virtual? E se a pessoa quiser namoro e só nos propusermos a ser amigos?
O fato triste é que se não gostarmos da pessoa, ou se ela não nos apreciar, ao nos ver, pode acontecer que se perca também a amizade e o diálogo virtual. Porque se um dos dois se decepcionar, de alguma forma, pode-se perder todo o vínculo.
Por essa razão certas pessoas ficam alimentando sentimentos antagônicos e não conseguem se definir. Mas, mesmo sabendo que não querem se arriscar, prometem seguir adiante e iniciar um convívio real. E nesse caso, um fica brincando de gato e rato com o outro, fugindo, ao invés de falar com transparência o que realmente quer e sente. E o outro, por carência, aceita esperar pela decisão que não vem e que no íntimo sabe que não virá.
E nessa busca por exatamente nada, pelo menos um deles, fica se iludindo e aceitando essa indefinição.
Que sentimento é esse? Quem pode exigir tanto e não se arriscar nunca? Quem pode entender as desculpas para não se apresentar à pessoa que até diz amar, mas que na verdade de amar está longe?
E brinquedo virtual ninguém, de sã consciência, aceita ser. Bem melhor se definir e dizer o que deseja, mesmo porque ainda nem desejou, com determinação, nada. Nada de sério e consistente.
E, se ninguém se apresentar ao outro, como saber se não está colocando fora a oportunidade de sua vida? A maior delas?
Quando a indecisão persiste, essa se torna sinônimo de desamor.
Quando as promessas não são cumpridas sugerem o rompimento.
Mas que sentimento é esse que conhece a razão dos fatos mas se deixa sucumbir pelas sensações do corpo?
Só sei que virtualmente as emoções são compartilhadas, as sensações mais íntimas escapam do controle e a comunicação, milagrosamente, vai tecendo uma teia amorosa que prende e se estende, tomando rumos desconhecidos, inesperados. E teimam em acorrentar as emoções que começam na amizade e podem se transformar em paixão, mesmo que ilusórias.
Há uma energia desconhecida que não se pode compreender mas que penetra profundamente no ser humano, carente de afeição.
E essas linhas escritas, noite após noite, tatuam a alma, tornam o dia seguinte mais leve podem nos tornar personagens de uma história mirabolante que parece não se encaixar no bom senso e nem em nossos princípios. E que só faz nos confundir quando tiramos os pés do chão e parecemos viver noutra galáxia.
KATIA CHIAPPINI
Quando conhecemos um internauta há uma confusão de sentimentos. O fato de conversarmos seguidamente parece que interfere nos sentimentos. Mas não os define com nitidez. Temos carências que se acumulam na calada da noite e que nos levam a valorizar um diálogo virtual. Isso porque todos gostamos de receber atenções. Se esse diálogo se prolonga por longos anos, é claro que cria expectativas, constrói sonhos e desequilibra as sensações e as emoções. Quando um dos parceiros promete conhecer o outro e não o faz, cria no outro uma ilusão que vai corroendo a alma.
Então, melhor é seguir conversando sem nada prometer e, quem sabe, deixar uma bela amizade fluir, sem cobranças ou promessas.
A situação é de difícil resolução quando nos deixamos levar só pelos sonhos e desejos que esse convívio virtual sugere.
Não se pode amar quem nunca vimos. Mesmo assim parece que amamos e chegamos a nos declarar. Queremos acreditar que o sonho possa tomar forma diversa e se materializar, um dia.
Alguma coisa acontece que nos liga ao outro, algo espiritual e intenso. Mas como dizer que é amor? Como dizer que é só amizade?
O fato é que não temos coragem de nos conhecer pessoalmente.
Imagine se, ao nos encontrarmos com essa pessoa, a surpresa não seja boa? E se ela esperar um namoro e não pudermos levar a esse nível esse conhecimento virtual? E se a pessoa quiser namoro e só nos propusermos a ser amigos?
O fato triste é que se não gostarmos da pessoa, ou se ela não nos apreciar, ao nos ver, pode acontecer que se perca também a amizade e o diálogo virtual. Porque se um dos dois se decepcionar, de alguma forma, pode-se perder todo o vínculo.
Por essa razão certas pessoas ficam alimentando sentimentos antagônicos e não conseguem se definir. Mas, mesmo sabendo que não querem se arriscar, prometem seguir adiante e iniciar um convívio real. E nesse caso, um fica brincando de gato e rato com o outro, fugindo, ao invés de falar com transparência o que realmente quer e sente. E o outro, por carência, aceita esperar pela decisão que não vem e que no íntimo sabe que não virá.
E nessa busca por exatamente nada, pelo menos um deles, fica se iludindo e aceitando essa indefinição.
Que sentimento é esse? Quem pode exigir tanto e não se arriscar nunca? Quem pode entender as desculpas para não se apresentar à pessoa que até diz amar, mas que na verdade de amar está longe?
E brinquedo virtual ninguém, de sã consciência, aceita ser. Bem melhor se definir e dizer o que deseja, mesmo porque ainda nem desejou, com determinação, nada. Nada de sério e consistente.
E, se ninguém se apresentar ao outro, como saber se não está colocando fora a oportunidade de sua vida? A maior delas?
Quando a indecisão persiste, essa se torna sinônimo de desamor.
Quando as promessas não são cumpridas sugerem o rompimento.
Mas que sentimento é esse que conhece a razão dos fatos mas se deixa sucumbir pelas sensações do corpo?
Só sei que virtualmente as emoções são compartilhadas, as sensações mais íntimas escapam do controle e a comunicação, milagrosamente, vai tecendo uma teia amorosa que prende e se estende, tomando rumos desconhecidos, inesperados. E teimam em acorrentar as emoções que começam na amizade e podem se transformar em paixão, mesmo que ilusórias.
Há uma energia desconhecida que não se pode compreender mas que penetra profundamente no ser humano, carente de afeição.
E essas linhas escritas, noite após noite, tatuam a alma, tornam o dia seguinte mais leve podem nos tornar personagens de uma história mirabolante que parece não se encaixar no bom senso e nem em nossos princípios. E que só faz nos confundir quando tiramos os pés do chão e parecemos viver noutra galáxia.
KATIA CHIAPPINI
Assinar:
Postagens (Atom)





















