PENSAMENTO:
Quanto mais fundo se mergulha
mais profundas as águas se descobrem!
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
domingo, 7 de janeiro de 2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
UMA CABANA!
UMA CABANA
Sempre me chamou atenção o fato de que as pessoas aposentadas escolhem mudar de vida para morar numa simples cabana, na praia ou no sítio.
É uma decisão que reflete o cansaço que nos causam certas circunstâncias advindas de cidades bem povoadas e ruidosas.
Na cidade vivemos aceleradamente, tentando ganhar o sustento e sob pressão contínua que nos é imposta por diretores, supervisores, chefes e superiores com os quais temos que conviver de modo civilizado.
Ao adquirir um ganho fixo, as pessoas analisam todos esses componentes que as sufocam. E que são responsáveis por direcionar a vida, diferentemente, do modo atual de se comportar, buscando mais liberdade e uma vida saudável e tranquila.
Na cabana simples, que possui o suficiente, descobrimos outros valores que não se prendem aos bens materiais que não paramos de acumular durante a vida toda. E que não mais nos satisfazem como pessoas.
Num cantinho qualquer do planeta buscamos a própria identidade, o valor da leitura, o conforto da música, a serenidade da vizinhança, o contato com a natureza pródiga, a beleza da cachoeira, o canto dos pássaros, o ruído da brisa da manhã, o encanto do pôr do Sol e da Lua emoldurada por estrelas que pontilham o céu azul.
Acordar com o canto do galo é algo que remonta a uma vida mais simples, que conhecemos nas estâncias, onde a gauchada já se levanta para iniciar o dia com a lida no campo.
Na cabana somos acolhidos pela nossa essência, pelos estímulos espirituais, pelo sentimento de solidariedade, pelo melhor de nós.
Deixamos de lado nossas máscaras, nossos vestidos antigos, nossa biografia recheada de dados que não mais nos fazem falta.
Deixamos de frequentar os Salões de Beleza porque descobrimos que a beleza maior não necessita de maquiagem: é dom de Deus.
Voltamos a viver em paz de espírito, organizamos reuniões para encontrar com os familiares mais próximos, sem a preocupação de apresentar manjares raros para exibir nossas qualidades culinárias. Aquelas que implicam em trabalhar um dia todo para depois desfrutar da exaustão enquanto os demais se fartam e se embebedam. E, não raro, nessas ocasiões, surge um clima pesado onde as desavenças e cobranças transformam o clima, como por encanto.
Na cabana há entendimento, mais diálogo, mais vida ao ar livre, mais união entre os seres.
Há roda de chimarrão, há o clube da pesca, os churrascos de domingo, o carteado, ao anoitecer e o chá das comadres, em rodízio, para não sobrecarregar ninguém.
E, pela manhã, você é convidado a cavalgar para se embriagar com a paisagem que se desenrola a sua volta, sem que nada a iguale.
Ou para andar de canoa, no riacho, cercado pelas margens rodeadas de uma vegetação exuberante, onde o canto dos pássaros se faz ouvir, onde, mais ao longe, sua visão se perturba com a impressão de que o céu parece encontrar as águas límpidas.
Algumas pessoas idosas não fazem questão de lidar com seus aparelhos eletrônicos e voltam a usar o telefone fixo, ler os jornais, e apenas, assistir os românticos filmes da televisão.
A vida na cabana é uma volta no tempo, em tempo hábil.
É uma volta a Deus a quem devemos agradecer por tudo o que conseguimos. É uma volta ao interior pela meditação, pelo louvor em forma de oração, pela continuidade da vida.
Se perguntassem para um senhor de 95 anos:
- O senhor não tem medo da morte?
Eu imagino que ele diria, e com propriedade, o seguinte:
- Tenho medo da vida, pois quero servir ao meu semelhante enquanto viver, assim como Deus ensinou.
Vivamos esse tempo de paz, em algum momento de nossas vidas!
Vivamos para nos encontrar no emaranhado desse labirinto que é a existência.
Que cada um de nós busque uma cabana para descansar da lida, numa rede ao luar de um lar feliz!
KATIA CHIAPPINI
Sempre me chamou atenção o fato de que as pessoas aposentadas escolhem mudar de vida para morar numa simples cabana, na praia ou no sítio.
É uma decisão que reflete o cansaço que nos causam certas circunstâncias advindas de cidades bem povoadas e ruidosas.
Na cidade vivemos aceleradamente, tentando ganhar o sustento e sob pressão contínua que nos é imposta por diretores, supervisores, chefes e superiores com os quais temos que conviver de modo civilizado.
Ao adquirir um ganho fixo, as pessoas analisam todos esses componentes que as sufocam. E que são responsáveis por direcionar a vida, diferentemente, do modo atual de se comportar, buscando mais liberdade e uma vida saudável e tranquila.
Na cabana simples, que possui o suficiente, descobrimos outros valores que não se prendem aos bens materiais que não paramos de acumular durante a vida toda. E que não mais nos satisfazem como pessoas.
Num cantinho qualquer do planeta buscamos a própria identidade, o valor da leitura, o conforto da música, a serenidade da vizinhança, o contato com a natureza pródiga, a beleza da cachoeira, o canto dos pássaros, o ruído da brisa da manhã, o encanto do pôr do Sol e da Lua emoldurada por estrelas que pontilham o céu azul.
Acordar com o canto do galo é algo que remonta a uma vida mais simples, que conhecemos nas estâncias, onde a gauchada já se levanta para iniciar o dia com a lida no campo.
Na cabana somos acolhidos pela nossa essência, pelos estímulos espirituais, pelo sentimento de solidariedade, pelo melhor de nós.
Deixamos de lado nossas máscaras, nossos vestidos antigos, nossa biografia recheada de dados que não mais nos fazem falta.
Deixamos de frequentar os Salões de Beleza porque descobrimos que a beleza maior não necessita de maquiagem: é dom de Deus.
Voltamos a viver em paz de espírito, organizamos reuniões para encontrar com os familiares mais próximos, sem a preocupação de apresentar manjares raros para exibir nossas qualidades culinárias. Aquelas que implicam em trabalhar um dia todo para depois desfrutar da exaustão enquanto os demais se fartam e se embebedam. E, não raro, nessas ocasiões, surge um clima pesado onde as desavenças e cobranças transformam o clima, como por encanto.
Na cabana há entendimento, mais diálogo, mais vida ao ar livre, mais união entre os seres.
Há roda de chimarrão, há o clube da pesca, os churrascos de domingo, o carteado, ao anoitecer e o chá das comadres, em rodízio, para não sobrecarregar ninguém.
E, pela manhã, você é convidado a cavalgar para se embriagar com a paisagem que se desenrola a sua volta, sem que nada a iguale.
Ou para andar de canoa, no riacho, cercado pelas margens rodeadas de uma vegetação exuberante, onde o canto dos pássaros se faz ouvir, onde, mais ao longe, sua visão se perturba com a impressão de que o céu parece encontrar as águas límpidas.
Algumas pessoas idosas não fazem questão de lidar com seus aparelhos eletrônicos e voltam a usar o telefone fixo, ler os jornais, e apenas, assistir os românticos filmes da televisão.
A vida na cabana é uma volta no tempo, em tempo hábil.
É uma volta a Deus a quem devemos agradecer por tudo o que conseguimos. É uma volta ao interior pela meditação, pelo louvor em forma de oração, pela continuidade da vida.
Se perguntassem para um senhor de 95 anos:
- O senhor não tem medo da morte?
Eu imagino que ele diria, e com propriedade, o seguinte:
- Tenho medo da vida, pois quero servir ao meu semelhante enquanto viver, assim como Deus ensinou.
Vivamos esse tempo de paz, em algum momento de nossas vidas!
Vivamos para nos encontrar no emaranhado desse labirinto que é a existência.
Que cada um de nós busque uma cabana para descansar da lida, numa rede ao luar de um lar feliz!
KATIA CHIAPPINI
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
INDECISÕES AMOROSAS
INDECISÕES AMOROSAS
Ilusões trazem tensões
Sonhos e desilusões
Brotam aos borbotões
As mágoas sem previsões
Somos como frágeis anões
Durante as quatro estações
Os amores são senões
Tristes são as recordações
Queria dançar nos salões
Com orquestras em profusões
Ouvir serenatas dos violões
Dedilhando românticas canções
Um só, entre tantos varões
Romperia, um a um, meus botões
No leito secreto das paixões
Onde os gemidos calam trovões
KATIA CHIAPPINI
Ilusões trazem tensões
Sonhos e desilusões
Brotam aos borbotões
As mágoas sem previsões
Somos como frágeis anões
Durante as quatro estações
Os amores são senões
Tristes são as recordações
Queria dançar nos salões
Com orquestras em profusões
Ouvir serenatas dos violões
Dedilhando românticas canções
Um só, entre tantos varões
Romperia, um a um, meus botões
No leito secreto das paixões
Onde os gemidos calam trovões
KATIA CHIAPPINI
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
DIVAGAÇÕES NOTURNAS
DIVAGAÇÕES NOTURNAS
A VIDA PASSA TÃO LIGEIRO
A VIDA PASSA TÃO LIGEIRO
NEM MESMO ISSO PERCEBEMOS
DEITAMOS NO NOSSO TRAVESSEIRO
SONHANDO COM O QUE NÃO TEREMOS
OUTROS PLANETAS TERÃO GUARIDA
É ERA DE EVOLUÇÃO NO MUNDO
AMORES ETERNOS DESSA VIDA
AFUNDARÃO NUM LAGO PROFUNDO
OU NUM LABIRINTO ORIUNDO
DE VÃS ESPERANÇAS PERDIDAS
NUM POÇO , NO FIM DO MUNDO
SEM QUE SE ACHE A SAÍDA
KATIA
OSCILANTE!
OSCILANTE
Fui tão íntima e tão distante
Faceira, a primeira e fulgurante
Desejada,muito amada, cativante
Fui, ora meiga, ora beligerante
Fui inesquecível, ferina, instigante
Leonina, inacessível, mutante
Fui fiel companheira, excitante
Fui ponte, fonte, cativante
Fui força motriz, fascinante
Ontem, jovem, fui insinuante
Hoje, madura, me vejo suplicante
E amanhã, frágil Dulcineia de Cervantes
KATIA CHIAPPINI
Fui tão íntima e tão distante
Faceira, a primeira e fulgurante
Desejada,muito amada, cativante
Fui, ora meiga, ora beligerante
Fui inesquecível, ferina, instigante
Leonina, inacessível, mutante
Fui fiel companheira, excitante
Fui ponte, fonte, cativante
Fui força motriz, fascinante
Ontem, jovem, fui insinuante
Hoje, madura, me vejo suplicante
E amanhã, frágil Dulcineia de Cervantes
KATIA CHIAPPINI
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
PENSANDO EM VOZ ALTA!
PENSANDO EM VOZ ALTA
Guardado num recanto
Sujo e já sem encanto
Está o livro, em espanto
E o povo em desencanto
Ora tonto, ora sem santo
Está sem luzes, sem manto
Povo que suplica, e tanto
De Deus a proteção, quanto
Pede para que ouça seu canto
Quer educação, não quebranto
Saúde e moradia e, portanto
Quer mais riso e menos pranto
KATIA CHIAPPINI
Guardado num recanto
Sujo e já sem encanto
Está o livro, em espanto
E o povo em desencanto
Ora tonto, ora sem santo
Está sem luzes, sem manto
Povo que suplica, e tanto
De Deus a proteção, quanto
Pede para que ouça seu canto
Quer educação, não quebranto
Saúde e moradia e, portanto
Quer mais riso e menos pranto
KATIA CHIAPPINI
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
DIVAGAÇÕES SINGELAS!
DIVAGAÇÕES SINGELAS
Me encanto em frente ao mar
Nele desfaço meu pranto
Renova-se o meu versejar
Mar é Sol, sal, é acalanto
Já fui uma fada e fui sereia
Fui mulher bela e já me doei
Bebemos vinho na ceia
Fui tua dama e foste o meu rei
Os anos inexoráveis passando
E ressentimentos crescendo
Foram o nosso amor minando
E os espinhos foram doendo
Mas, certos momentos da vida
Intensos, colhemos um ao outro
Logo curamos as nossas feridas
Desejamos mais um encontro
Quem não busca sua guarida
Nos dias de intensa magia
Não prova o melhor da vida
E, sem amor, qual a serventia?
KATIA CHIAPPINI
Me encanto em frente ao mar
Nele desfaço meu pranto
Renova-se o meu versejar
Mar é Sol, sal, é acalanto
Já fui uma fada e fui sereia
Fui mulher bela e já me doei
Bebemos vinho na ceia
Fui tua dama e foste o meu rei
Os anos inexoráveis passando
E ressentimentos crescendo
Foram o nosso amor minando
E os espinhos foram doendo
Mas, certos momentos da vida
Intensos, colhemos um ao outro
Logo curamos as nossas feridas
Desejamos mais um encontro
Quem não busca sua guarida
Nos dias de intensa magia
Não prova o melhor da vida
E, sem amor, qual a serventia?
KATIA CHIAPPINI
Assinar:
Postagens (Atom)






