Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
domingo, 6 de maio de 2018
ENXERGAR É ALÉM DE VER.....
ENXERGAR É ALÉM DE VER...
Ao sair para minhas voltas de rua encontrei um mendigo que me pediu moedas. Como estivesse com uma mochila bem carregada falei:
- Sinto muito, mas fica difícil porque esse volume nas minhas costas restringe meus movimentos.
- Entendi, mas obrigada por sua atenção e educação e por esse sorriso lindo!
No dia seguinte fui fazer as voltas de rancho com o filho e esquecemos de um volume. Voltamos, e meu filho estacionou e só eu desci para completar as compras.
Quando voltei encontrei uma moradora de rua falando bem alto, descontrolada, falando palavrões e blasfemando.
Como ela se colocou em frente à porta do carro, do lado que eu precisava entrar, fiquei sem ação.
Arrisquei, olhando bem nos olhos dela e bati, de leve, em seu ombro:
- Com licença: poderia se afastar um pouco para que eu possa abrir a porta e entrar no carro?
Imediatamente ela parou de falar, se acalmou, deu uns passos para frente, me olhou e falou:
- Pois não, agora pode entrar.
Em outra ocasião eu encontrava um conhecido no ônibus e quando ele me olhava eu dizia:
- Bom dia!
Mas ele desviava o olhar e nem respondia. Só que sempre estava longe de mim, no lado oposto.
Um dia, vi que ia chegando na parada do ônibus, toquei em seu ombro, olhei bem nos olhos dele e falei, mais uma vez:
- Bom dia!
Ele sorriu e me respondeu:
- Bom dia pra você também
Desse dia em diante, sempre que nos encontrávamos, em direção à parada do ônibus, e antes que eu percebesse sua presença, ele já se antecipava, sorria e me cumprimentava naturalmente.
Em certa ocasião, fui fazer algumas compras para a semana e desci uma lomba íngreme em direção ao supermercado.
Quando já havia subido quase toda a rua, de volta, deparei-me com um rapaz mal vestido e caminhando de pés descalços.
Eu levava no pescoço uma medalha de Nossa Senhora e ´percebi que o rapaz ficou olhando para ela, após parar bem na minha frente
Antes que tentasse levar meus pacotes, tirei, rapidamente, uma bebida e um pão para dar ao rapaz.
Ele recebeu, algo surpreso, e me ouviu falar:
- Que Nossa Senhora lance os olhos para o seu coração e o proteja das tentações.
O rapaz desceu aquela lomba em disparada e não me assaltou.
Ao olhar em sua direção, percebi que batia com a cabeça na parede por diversas vezes.
Interpretei esse gesto como o resultado de um conflito interior, um arrependimento, talvez, por não ter levado meus pacotes.
Mas eu levei comigo a expressão dele e seu olhar transformado, naquele momento em que se deparou com a imagem de Nossa Senhora.
Nesses breves relatos de minha trajetória, os quais servem de inspiração para os meus contos, aprendi e vivenciei a importância de um olhar direto, olho a olho, de um sorriso, de um gesto cordial.
Qualquer cidadão, mesmo o maltrapilho, e principalmente esse, quando não o tornamos invisível, é capaz de mudar o seu proceder e demonstrar um gesto de gratidão.
Uma palavra, um sorriso, um toque no ombro, valem mais do que o gesto de atirar algumas moedas ao desvalido, sem notar que ali bate um coração tão vivo e carente de afeto como o nosso próprio.
Só o amor ao semelhante justifica a nossa caminhada nessa existência. porque fazer o bem é seguir a palavra de Cristo.
Do contrário, morreremos nós, ainda em vida, ou ficaremos sós.
KATIA CHIAPPINI
Ao sair para minhas voltas de rua encontrei um mendigo que me pediu moedas. Como estivesse com uma mochila bem carregada falei:
- Sinto muito, mas fica difícil porque esse volume nas minhas costas restringe meus movimentos.
- Entendi, mas obrigada por sua atenção e educação e por esse sorriso lindo!
No dia seguinte fui fazer as voltas de rancho com o filho e esquecemos de um volume. Voltamos, e meu filho estacionou e só eu desci para completar as compras.
Quando voltei encontrei uma moradora de rua falando bem alto, descontrolada, falando palavrões e blasfemando.
Como ela se colocou em frente à porta do carro, do lado que eu precisava entrar, fiquei sem ação.
Arrisquei, olhando bem nos olhos dela e bati, de leve, em seu ombro:
- Com licença: poderia se afastar um pouco para que eu possa abrir a porta e entrar no carro?
Imediatamente ela parou de falar, se acalmou, deu uns passos para frente, me olhou e falou:
- Pois não, agora pode entrar.
Em outra ocasião eu encontrava um conhecido no ônibus e quando ele me olhava eu dizia:
- Bom dia!
Mas ele desviava o olhar e nem respondia. Só que sempre estava longe de mim, no lado oposto.
Um dia, vi que ia chegando na parada do ônibus, toquei em seu ombro, olhei bem nos olhos dele e falei, mais uma vez:
- Bom dia!
Ele sorriu e me respondeu:
- Bom dia pra você também
Desse dia em diante, sempre que nos encontrávamos, em direção à parada do ônibus, e antes que eu percebesse sua presença, ele já se antecipava, sorria e me cumprimentava naturalmente.
Em certa ocasião, fui fazer algumas compras para a semana e desci uma lomba íngreme em direção ao supermercado.
Quando já havia subido quase toda a rua, de volta, deparei-me com um rapaz mal vestido e caminhando de pés descalços.
Eu levava no pescoço uma medalha de Nossa Senhora e ´percebi que o rapaz ficou olhando para ela, após parar bem na minha frente
Antes que tentasse levar meus pacotes, tirei, rapidamente, uma bebida e um pão para dar ao rapaz.
Ele recebeu, algo surpreso, e me ouviu falar:
- Que Nossa Senhora lance os olhos para o seu coração e o proteja das tentações.
O rapaz desceu aquela lomba em disparada e não me assaltou.
Ao olhar em sua direção, percebi que batia com a cabeça na parede por diversas vezes.
Interpretei esse gesto como o resultado de um conflito interior, um arrependimento, talvez, por não ter levado meus pacotes.
Mas eu levei comigo a expressão dele e seu olhar transformado, naquele momento em que se deparou com a imagem de Nossa Senhora.
Nesses breves relatos de minha trajetória, os quais servem de inspiração para os meus contos, aprendi e vivenciei a importância de um olhar direto, olho a olho, de um sorriso, de um gesto cordial.
Qualquer cidadão, mesmo o maltrapilho, e principalmente esse, quando não o tornamos invisível, é capaz de mudar o seu proceder e demonstrar um gesto de gratidão.
Uma palavra, um sorriso, um toque no ombro, valem mais do que o gesto de atirar algumas moedas ao desvalido, sem notar que ali bate um coração tão vivo e carente de afeto como o nosso próprio.
Só o amor ao semelhante justifica a nossa caminhada nessa existência. porque fazer o bem é seguir a palavra de Cristo.
Do contrário, morreremos nós, ainda em vida, ou ficaremos sós.
KATIA CHIAPPINI
sábado, 5 de maio de 2018
TRAIÇÃO
TRAIÇÃO
Falar de traição é falar de uma triste realidade. que nos rodeia. A
traição nos relacionamentos ocasiona falta de confiança e tristeza. Desilusão, insegurança e angústia aceleram a perda da autoestima. A dor parece apertar as entranhas e sufocar.
Alguns comportamentos diferem e causam surpresa diante dessa realidade.
Há traições provenientes de uma bebedeira. Outras traições são ocasionadas quando um grupo de amigos sai para uma balada e faz uma aposta para ver quem ''pega '' mais, na noite.
Há casos onde o marido tem vida dupla, mas age com cuidado para não ser descoberto.
Há mulheres que perdoam e seguem com o relacionamento
Há mulheres que pagam com a mesma moeda.
Há mulheres que não perdoam mas que passam a se esconder do mundo ´porque não sabem superar seu desespero e solidão.
Há mulheres que ameaçam deixar o marido e esse desiste da amante para não perder seu lar e o amor dos seus filhos.
Há mulheres que traem em pensamento e escrevem cartas para seus amados, ou poemas em seu diário com cadeado. E esse amor platônico é o que as sustenta e impulsiona por uma vida toda.
Essa esperança do nada consegue ser um pouco melhor do que o nada.
Assisti a um diálogo, um dia desses, no vestiário da academia esportiva que frequento. Praticamos hidro, natação e musculação em dias alternados. As idades variam entre 50 e 70 anos.
Uma amiga minha, entre 60 e 65 anos entrou bem braba e falou:
- Bá, me colocaram'' enfeite'' e estou com uma dor de cabeça que remédio algum resolve.
- Mas é um relacionamento recente?
- Não, já estamos juntos por 10 anos.
- O que pensas fazer?
- Bem, hoje não atendi ao telefone e ele me ligou 18 vezes.
- Não vais conversar e ver o que ele vai dizer?
- Creio que vou desistir, fiquei magoada demais!
- Bem, eu, no teu lugar, não deixaria o meu homem para qualquer ''rabo de saia'', ainda mais se a piriguete fosse mais jovem.
- Mas como?
- É que o homem é predador e quando mais velho, justifica suas escapadas em nome da masculinidade. Quer provar seu vigor sexual .E costuma dizer para sua mulher que não é nada: só sexo.
- Não vou concordar e nem discordar de ti: é um assunto polêmico e terei que analisar os prós e contras.
Nesse momento, deixei as duas falando e fui para a piscina porque já estava no horário da aula.
Mas deu para perceber que uma delas tinha um pensamento tradicional, já pronto e bem definido.
A outra, um pouco mais jovem ,com seus 40 anos, possuía ideias mais avançadas e parecia disposta a perdoar e a conquistar seu lugar, sem desistir da luta, tão rapidamente.
Mas por que não conversar e tentar uma solução, antes de trair?
Talvez porque o homem não queira perder as comodidades e o conforto de um lar. E tenha uma compulsão,talvez, de viver com matriz e filial ou filiai, concomitantemente.
Não é fácil atribuir a um só fator esse comportamento.
Existem, hoje em dia, facilidades e oportunidades para a traição masculina e feminina.
Podemos dizer que faltaram os bons princípios morais no lar, que o homem segue o comportamento dos amigos para não perdê-los, ou que a relação se desgastou.
Motivos parecem proliferar livremente para justificar a traição.
Difícil é enfrentar as desavenças, encarar de frente o diálogo, resolver os conflitos sem ofensas, sem ódios.
Difícil é preservar os filhos e não jogar o pai contra a mãe e vice-versa.
O trabalho diário é exaustivo. Sendo assim, o casal precisa aprender a deixar os problemas no escritório ou na firma, ao retornar ao lar.
Se o ambiente se tornar viciado, a solidão a dois levará ao rompimento.
É pena que não haja maturidade para entender a si próprio e ao outro. É pena que a rotina se faça indissolúvel por falta de reação.
É uma lástima que não haja paciência e cumplicidade suficiente para que os casais possam ouvir um ao outro.
As famílias tendem a desaparecer, num futuro próximo.
Outras formas de relacionamento já se estabelecem e são aceitas.
Mas onde houver traição, em qualquer circunstância, é inevitável a perda do respeito e da confiança.
É feito cristal quebrado que quebrado permanecerá.
E onde ficam as juras de amor?
Melhor nem aceitá-las mais, nem ouvi-las.
Quem sabe, sem compromisso formal, sem promessas, sem apego, a vida se desenrole sem traições.
Mas, na idade avançada não haverá ninguém para oferecer um ombro amigo.
Não temos a palavra final. Longe disso: somos todos parte de um teorema sem solução para a incógnita.
Mas lamentamos essa promiscuidade que se multiplica e da qual ninguém sai ileso.
Lamentamos a era do egocentrismo que acaba por tornar as pessoas cativas de amores virtuais, de falsas ilusões, de alienação total, cuja perda de identidade, se fará a única verdade e uma triste fatalidade.
KATIA CHIAPPINI
Falar de traição é falar de uma triste realidade. que nos rodeia. A
traição nos relacionamentos ocasiona falta de confiança e tristeza. Desilusão, insegurança e angústia aceleram a perda da autoestima. A dor parece apertar as entranhas e sufocar.
Alguns comportamentos diferem e causam surpresa diante dessa realidade.
Há traições provenientes de uma bebedeira. Outras traições são ocasionadas quando um grupo de amigos sai para uma balada e faz uma aposta para ver quem ''pega '' mais, na noite.
Há casos onde o marido tem vida dupla, mas age com cuidado para não ser descoberto.
Há mulheres que perdoam e seguem com o relacionamento
Há mulheres que pagam com a mesma moeda.
Há mulheres que não perdoam mas que passam a se esconder do mundo ´porque não sabem superar seu desespero e solidão.
Há mulheres que ameaçam deixar o marido e esse desiste da amante para não perder seu lar e o amor dos seus filhos.
Há mulheres que traem em pensamento e escrevem cartas para seus amados, ou poemas em seu diário com cadeado. E esse amor platônico é o que as sustenta e impulsiona por uma vida toda.
Essa esperança do nada consegue ser um pouco melhor do que o nada.
Assisti a um diálogo, um dia desses, no vestiário da academia esportiva que frequento. Praticamos hidro, natação e musculação em dias alternados. As idades variam entre 50 e 70 anos.
Uma amiga minha, entre 60 e 65 anos entrou bem braba e falou:
- Bá, me colocaram'' enfeite'' e estou com uma dor de cabeça que remédio algum resolve.
- Mas é um relacionamento recente?
- Não, já estamos juntos por 10 anos.
- O que pensas fazer?
- Bem, hoje não atendi ao telefone e ele me ligou 18 vezes.
- Não vais conversar e ver o que ele vai dizer?
- Creio que vou desistir, fiquei magoada demais!
- Bem, eu, no teu lugar, não deixaria o meu homem para qualquer ''rabo de saia'', ainda mais se a piriguete fosse mais jovem.
- Mas como?
- É que o homem é predador e quando mais velho, justifica suas escapadas em nome da masculinidade. Quer provar seu vigor sexual .E costuma dizer para sua mulher que não é nada: só sexo.
- Não vou concordar e nem discordar de ti: é um assunto polêmico e terei que analisar os prós e contras.
Nesse momento, deixei as duas falando e fui para a piscina porque já estava no horário da aula.
Mas deu para perceber que uma delas tinha um pensamento tradicional, já pronto e bem definido.
A outra, um pouco mais jovem ,com seus 40 anos, possuía ideias mais avançadas e parecia disposta a perdoar e a conquistar seu lugar, sem desistir da luta, tão rapidamente.
Mas por que não conversar e tentar uma solução, antes de trair?
Talvez porque o homem não queira perder as comodidades e o conforto de um lar. E tenha uma compulsão,talvez, de viver com matriz e filial ou filiai, concomitantemente.
Não é fácil atribuir a um só fator esse comportamento.
Existem, hoje em dia, facilidades e oportunidades para a traição masculina e feminina.
Podemos dizer que faltaram os bons princípios morais no lar, que o homem segue o comportamento dos amigos para não perdê-los, ou que a relação se desgastou.
Motivos parecem proliferar livremente para justificar a traição.
Difícil é enfrentar as desavenças, encarar de frente o diálogo, resolver os conflitos sem ofensas, sem ódios.
Difícil é preservar os filhos e não jogar o pai contra a mãe e vice-versa.
O trabalho diário é exaustivo. Sendo assim, o casal precisa aprender a deixar os problemas no escritório ou na firma, ao retornar ao lar.
Se o ambiente se tornar viciado, a solidão a dois levará ao rompimento.
É pena que não haja maturidade para entender a si próprio e ao outro. É pena que a rotina se faça indissolúvel por falta de reação.
É uma lástima que não haja paciência e cumplicidade suficiente para que os casais possam ouvir um ao outro.
As famílias tendem a desaparecer, num futuro próximo.
Outras formas de relacionamento já se estabelecem e são aceitas.
Mas onde houver traição, em qualquer circunstância, é inevitável a perda do respeito e da confiança.
É feito cristal quebrado que quebrado permanecerá.
E onde ficam as juras de amor?
Melhor nem aceitá-las mais, nem ouvi-las.
Quem sabe, sem compromisso formal, sem promessas, sem apego, a vida se desenrole sem traições.
Mas, na idade avançada não haverá ninguém para oferecer um ombro amigo.
Não temos a palavra final. Longe disso: somos todos parte de um teorema sem solução para a incógnita.
Mas lamentamos essa promiscuidade que se multiplica e da qual ninguém sai ileso.
Lamentamos a era do egocentrismo que acaba por tornar as pessoas cativas de amores virtuais, de falsas ilusões, de alienação total, cuja perda de identidade, se fará a única verdade e uma triste fatalidade.
KATIA CHIAPPINI
sexta-feira, 4 de maio de 2018
POEMAS!
POEMAS PUBLICADOS E EMOLDURADOS COM ARTE PELOS ADMINISTRADORES DE GRUPOS DE POESIAS AOS QUAIS PERTENÇO.
DO QUE PRECISAMOS...
DO QUE PRECISAMOS...
Precisamos pouco para sermos felizes .Um pouco de loucura, ou da alegria da infância, ou de inquietude juvenil,ou de indecifrável curiosidade. Mas no núcleo central, visceral, precisamos de racionalidade.
KATIA CHIAPPINI
PENSAMENTO DO DIA!
PENSAMENTO DO DIA
Se tiver orgulho pelas suas realizações, que seja merecido.
Se tiver inveja, que ainda seja de você mesmo, por tudo o que quer e pode alcançar. E, permita-se lutar pelo melhor resultado!
KATIA CHIAPPINI
quinta-feira, 3 de maio de 2018
O QUE PENSO DO AMOR...
O QUE PENSO DO AMOR...
AMOR: ILUSÃO OU VERDADE?
Se me bastasse uma aventura de amor eu me aventuraria; mas como não me basta ser nuvem passageira, não me aventurarei.
Se o amor fosse e viesse eu iria; como o amor vai mas não vem, eu não irei.
Se o amor fosse e viesse eu iria; como o amor vai mas não vem, eu não irei.
KATIA CHIAPPINI
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