Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

quinta-feira, 11 de junho de 2020

PRECISAMOS CRER

                      PRECISAMOS CRER

Precisamos que o amanhã
Ensine novo modo de viver
A esperança não será vã
Compete-nos, pois, crescer

A humanidade está sofrida
E isso talvez nos aproxime
Porque o sentido da vida
É praticar o que nos redime

Todo o conflito é um alerta
E nos convida a refletir
A jornada estará repleta
De reflexões no porvir

Urge amar o semelhante
Sem discriminar ninguém
Se o bem levarmos adiante
Do mal não seremos refém

KATIA CHIAPPINI 


NAMORADOS!

                                  NAMORADOS!

Namorados!

A arte da conquista
Requer conciliação
Ações terão em vista
Conflitos e oscilações

Se um se desgostar
Quebra-se a harmonia
É preciso priorizar
O que for de mais valia

O sentimento é real
Quando supera a paixão
Ser cúmplice é bom sinal
Amar é estar em união

Feliz dia aos namorados
Passeando de mãos dadas
Enquanto forem aliados
Descobrirão rosas nas estradas

Sentirão no rosto a carícia
No corpo um pálido tremor
Descortinando malícia
No céu do leito de amor
Kátia Chiappini

quarta-feira, 10 de junho de 2020

HOMENAGEM PÓSTUMA

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                HOMENAGEM PÓSTUMA

Dedicatória do livro de Gerci Oliveira Godoy: Minha amada amiga Kátia, que possamos nos encontrar outras vezes.
Te admiro muito.
Gerci Godoy
Homenagem:

Gerci, dama querida, gentil, frágil
Apenas em relacao à aparência
Figura, ora pensativa ora ágil
Na escrita, se tornou referência

Gerci, incansável colaboradora
De tantos eventos literários
Dos versos, ferrenha defensora
Como dos cristãos, os templários

Somos seguidores de tua arte
Dela fizeste tua prece e devoção
Dos filhos amados foste baluarte
Dos novos poetas, uma inspiração

Tua luz permanecerá acesa
Vivenciada por filhos e netos
Entre os escritores és certeza:
- Saudade de teu brilho discreto
Kátia Chiappini

QUINTA POÉTICA

A imagem pode conter: água
                      QUINTA POÉTICA

QUINTA POÉTICA
não desanimar
requer coragem
nada temer
depois da tormenta:
- estiagem
KATIA CHIAPPINI

terça-feira, 9 de junho de 2020

RENASCER É RECOMEÇAR

                    RENASCER É RECOMEÇAR

RENASCER É RECOMEÇAR
Conheci uma senhora com brilho próprio e cuja idade foi um mistério nunca descoberto.
Poderia ter 50 anos, 60 ou mais de 70, porque o bom humor retrocedia aos primórdios dos 20 anos de idade.
Ficou viúva já aos 40 anos e, mesmo assim, criou seus cinco filhos com sacrifício e determinação. E todos estudaram e se formaram para adquirir um trabalho digno que possibilitasse a manutenção das necessidades das suas famílias.
Não houve chance para um novo amor porque a vida com os filhos já lhe tomava todo o tempo e as preocupações com a subsistência e a educação, também.
Lulu ,esse é seu apelido, venceu a si mesma com fé e esperança e o trabalho árduo passou a ser a marca de sua personalidade.
Hoje, com os filhos independentes e bem criados, orgulha-se de seus netos e bisnetos.
Agora se dedica ao que gosta: viagens, sessões de cinema, chá com as amigas, aulas de hidro-ginástica e musculação.
Lulu sempre gostou de tirar fotos das ocasiões festivas e se intitulou a fotógrafa oficial do grupo de amigas.
Entre tantas conversas , por ocasião de suas idas aos encontros na academia esportiva, para participar das aulas de hidro-ginástica, acabamos descobrindo que ela não tivera uma boneca em sua infância.
Célia, uma das amigas, observou seu fascínio por bonecas, bem antes de nós. Isso porque quando Célia passeava com Lulu, percebia que os olhos de nossa amiga não se desgrudavam das vitrines de bonecas, principalmente dos bebês grandes que vinham com mamadeira, bicos, fraldas e outros acessórios.
Talvez, a boneca fosse um jeito de lembrar dos filhos pequenos, além do fato de nunca ter ganho a sua, quando pequena.
Por ocasião do aniversário de Lulu, a amiga Célia teve a ideia de reunir uns trocados para que pudéssemos presenteá-la com uma boneca. Parecia ter surgido a ocasião adequada para ver um especial sorriso nos semblante de Lulu.
Imaginamos que a boneca seria um amuleto, uma companhia, um símbolo da família e a satisfação de um desejo reprimido.
Tendo reunido a importância em dinheiro, coube a Célia a tarefa de escolher a boneca. Eu deveria escolher um lindo cartão de aniversário e escrever uma dedicatória em nome das colegas da Hidro-ginástica, coletando, logo após, a assinatura de todas elas.
Nossa colega Eunice, artista plástica, ficou responsável pela ilustração personalizada do cartão.
Convidamos Lulu para nos acompanhar ao Shopping, onde tomaríamos um chá com ela, como sempre fazíamos após a aula.
Estávamos conversando e já fazendo o nosso lanche quando Célia solicitou um momento de silêncio e se levantou. Abraçou Lulu, disse algumas palavras e entregou-lhe uma caixa grande cor de rosa, lindamente decorada, e contendo a boneca dos seus sonhos.
A aniversariante olhou para o pacote, entendeu logo, começou a chorar, mesmo antes de abri-lo. Ao ver a boneca deu um grito de felicidade, agradeceu o presente e disse que jamais pensou ser lembrada de um modo tão especial.
Lulu retirou a boneca da caixa e fez questão de passar de mão em mão, para depois colocá-la em seu colo.
Célia tirou algumas fotos para registrar o momento, bem como a alegria de Lulu. Fotografou a boneca e todos os sorrisos que se seguiram ao de nossa amiga aniversariante.
A boneca passou a se chamar Celinha, para homenagear a mentora da ideia.
Começamos a divagar e a imaginar a data do batizado da boneca, o bolo do primeiro aniversário, as roupas que Lulu compraria para vestir a nova filha.
Só não festejaríamos os 15 anos da boneca porque não mais estaríamos nesse plano.
Mas Celinha e Lulu brincavam, ocupavam a mesma cama. A boneca virou até confidente e uma boa ouvinte para as horas solitárias de sua dona. Lulu dava banho e trocava as fraldinhas de sua boneca-bebê, passava talco e vestia roupas que ela mesma fazia, usando sua já esquecida máquina de costura.
É como se estivesse acontecendo o recomeçar de Lulu.
A boneca e sua dona ora se confundiam ora pareciam uma só.
Lulu tinha em Celinha um motivo a mais para viver, ou uma sessão de terapia que se repetia, diariamente. E um novo olhar brilhava nos cansados olhos de nossa amiga querida e tão simples.
Lulu e a boneca se tornaram inseparáveis e insuperáveis.
Realmente, esse foi o recomeçar de Lulu, após seus quase 80 anos de vida. Certamente, a boneca preencheu o espaço vazio de seu sofrido coração, em noites escuras.
Continuamos a presentear Lulu com nossa amizade.
Quando fomos visitá-la, percebemos que Lulu fizera uma linda colcha de cetim, ornamentada com almofadas soltas, bordadas com o nome ''Celinha','em ponto cheio. E a boneca ficava deitada ou sentada entre as almofadas, exibindo roupas escolhidas com carinho e um perfume que exalava por todo o quarto.
Lulu não teve outro companheiro desde a época de sua viuvez. Mas sempre gostou de dançar nos bailões, á tarde, promovidos pelos clubes que valorizavam o lazer da terceira idade.
Certa ocasião conheceu um senhor muito gentil que passou a lhe fazer companhia durante as tardes, em alguns dias da semana.
Tomou-se de amores por esse homem e passou a nutrir por ele, um sentimento platônico, mas profundo, daqueles que abalam as estruturas de qualquer mortal sobre a face da terra.
O tempo foi passando e Lulu esperava pelos dias da visita costumeira. Após um ano, mais ou menos, um certo dia, o homem não apareceu. Soube-se, depois, que ele havia viajado sem data para retornar.
Lulu ficou com mais essa lembrança. E relembrando um carinho feito em seu rosto, um abraço, um sorriso deixado na alma e algumas palavras amigas, foi se conformando com mais essa perda. Como havia uma diferença de idade considerável entre Lulu e esse amigo que se tornara especial, ela jamais pensou em declarar seu amor. Jamais quis ser mal interpretada porque a consequência poderia ser a ausência do amigo, seu afastamento causado, possivelmente, por um certo espanto, ou temor.
Assim como Lulu, também precisamos de novos estímulos para seguir em frente, com um largo sorriso na fisionomia.
Temos que perceber a hora de abrir novos espaços, buscar novos ideais e limpar o coração das sombras que nos deprimem.
Só um recomeço nos trará fôlego para aperfeiçoar a trajetória, arcar com os desafios, assimilar novas situações de vida.
Mais importante do que trocar os móveis de lugar, pintar as pardes de nossa casa, comprar o último equipamento tecnológico, é descobrir a nós mesmas,( os ) em todo o tempo e lugar. E jamais esquecer que temos nossa essência interior a preservar, bem como nossa centelha divina ,nosso bem maior.
Recomeçar é renascer a cada dia, junto ao Sol da manhã, junto ao orvalho da aurora.
Recomeçar é louvar a Deus ao acordar. É viver mais um dia com intensidade de sentimentos. É desejar que todas as esperanças se renovem e que a fé na humanidades ainda faça sentido.
E se essa história que fala do ''recomeçar'' de Lulu for quase uma lenda, que seja a mais significativa de sua maturidade.
E se for uma fábula, que deixe para todos nós a seguinte mensagem:
- O que seria da realidade se não existisse a possibilidade de sonhar os sonhos mais lindos?
Dedico esse texto para Maria Luiza Fraga, Maria Rocha ou Lulu.
KATIA CHIAPPINI

PENSAMENTO DA SEMANA

                                   PENSAMENTO

Ser poeta é ser transformista e deixar o sorriso espiar entre as lágrimas

katia chiappini

terça-feira, 2 de junho de 2020

SELETA EM PROSA E VERSO

              SELETA EM PROSA E VERSO


Quem se lembra da Seleta em Prosa e Verso de

 Ciemente Pinto? Com textos dos melhores autores

 portugueses e brasileiros?

Essa obra não só traz o conhecimento literário, bem

 como interfere na formação do caráter do aluno, desde

 que se propôs a se tornar uma obra indispensável nas

 Escolas. Desde os anos de 1930, o livro vem sendo

 citado nas Escolas como formador de opinião

, possuindo, inclusive, trechos do Padre António Vieira
.
Possui parábolas,apologos, fábulas e anedotas
.
Quando se refere às maravilhas da natureza se refere ao

 sol, lua, mar, terremotos, aurora boreal, tremores de

 terra, vulcões, mata virgem e cachoeiras
.
Há um capítulo sobre animais
.
Há trechos sobre o descobrimento da América e do Brasil

 e relatos da história e geografia.

Fala sobre fauna e flora.

Há temas como, o amor, a fortuna, a peste, a

 necessidade, a autoridade
.
Os temas são interessantes e a obra é diversificada. E a

 escrita é bem construída e de agradável leitura
.
A obra define a preocupação com a formação sólida do

 aluno, num tempo em que se aprendia a pensar e

 erguer um alicerce seguro para um bom desempenho

 profissional futuro.

Quem leu a Seleta foi privilegiado e teve oportunidade de

 comungar com uma obra exemplar e única
.
Entre os poemas podemos lembrar de Meus 8 anos de

 Casimiro de Abreu e de Anjinhos de Álvares de Azevedo.

Raimundo Correia e Olavo Bilac estão entre os eruditos

 com seus temas rimados.

Luis de Camões dispensa comentários.

Ao final do livro encontramos a letra do Hino Nacional 

Brasileiro, com a transcrição da partitura
.
Quantos estudantes, hoje em dia, sabem entoar o hino-

pátrio?

Até hoje a Seleta é procurada por muitos leitores que

 desejam presentear seus amigos, tal o interesse que seu

 ressurgimento despertou
.
E se, hoje em dia, algumas Escolas recomendarem ,essa

 obra, podemos ter certeza de que há uma pálida

 esperança de que as futuras gerações descubram a

 motivação e o interesse por voltar a frequentar

 bibliotecas. E despertar o hábito de ler os bons autores

 da língua, tanto os nacionais como os expoentes da

 literatura universal.


.
                                Kátia Chiappini
ta
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