Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO


 ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO!

Uma gata chamada Mia e um cãozinho chamado Slash roubam a cena aqui no apartamento .Correm para pedir comida, para pedir carinho. A gata fica calma e desaparece para se esconder nos roupeiros e a gente custa a descobrir os novos esconderijos que inventa. O cão fica nos meus pés ,pela manhã, pedindo para descer, e arranha a porta para se fazer notar. E fica atrás da gente e, sem querer, pisamos na sua patinha. Esquecemos de olhar para os lados ao lavar a louça, a roupa e o pobre bicho leva um susto por conta disso .Hoje sentei na poltrona e ele fugiu correndo porque estava colado na poltrona, um pouco antes de eu me dirigir para me acomodar. É um mini cão, carinhoso, fiel, cuidadoso. E não briga com a gata.
Meu netinho de três aninhos já não se assusta mais. Mas corria para cima do sofá porque Slash lambia os pés dele e pulava bem perto de sua boca para lamber o seu rosto.. Enfim, não tem como ficar triste com esses animaizinhos circulando pela casa e pedindo nossa atenção.
São mimosos e nos encantam por sua presença envolvente
Bichinhos de estimação fazem excelente companhia para pessoas que moram sozinhas, já na maturidade.
O fato de precisar dispensar os cuidados básicos a esses seres queridos, faz esquecer os males da alma e otimiza melhor o tempo,
E podem prestar socorro ,quando menos se espera!
Os nossos animaizinhos brincam com crianças, passeiam no calçadão e nos estimulam a caminhar diariamente, como convém.
Sejamos amigos dos animais, como Deus nos ensinou!
KATIA CHIAPPINI
A imagem pode conter: cão, texto que diz "Vamos ver quantos fãs de cachorros nos cumprimentam!"
Adélia Einsfeldt, Carmem Marisa e outras 27 pessoas
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A HISTÓRIA NÃO OFICIAL DA COLCHA DE RETALHOS

COLCHA DE RETALHOS


 A HISTÓRIA NAO OFICIAL DA COLCHA DE RETALHOS!

Para os bons e fiéis leitores!
Quando eu era recém casada, fui passar uns dias no interior de Santa Catarina, na casa de meu sogro, Seu Avelino e de minha sogra D.Carolina.
Percebi sobre a cama do casal um trabalho em tricô que me chamou de imediato, a atenção.
Tratava -se de uma colcha de retalhos , confeccionada em tricô, contendo 81 quadrados e as medidas de cada um eram de 8 cm por 8 cm.
O fundo preto exibia a profusão dos quadrados em lindas cores: amarelo,laranja, vermelho e marrom.
Comentei com meu sogro que havia apreciado muito o trabalho artesanal feito por minha sogra.
Ele, imediatamente gritou chamando;
- Mulher, vem cá.
E minha sogra veio conferir aquele chamado:
- O que foi Avelino!
Ah! queria te pedir que fizesses uma colcha igual para Kátia levar para Porto Alegre.
Minha sogra sorriu e prometeu que faria a colcha.
Mas, sei que esse trabalho pode levar de 15 dias a um mês, se feito lentamente, sem tanta pressa.
Não falei nada mais. Esperei para dar liberdade para a sogra tomar a iniciativa e me falar algo a esse respeito, quando bem entendesse.
Aconteceu que, um tempo depois, fui morar com ela, por um período de três anos, até que uma de suas irmãs viesse lhe fazer companhia.
Estávamos em Porto Alegre.
A sogra era uma pessoa de fácil convivência e interagiamos sem nenhum conflito: meu marido, três filhos e eu.
Deixei passar o tempo enquanto pensava numa estratégia para ganhar a minha colcha de retalhos.
Logo me veio a ideia de comprar dois carnês do baú da felicidade.
Aqueles que você tinha a incumbência de pagar uma quantia por mês.
Caso não recebesse prêmio algum, você poderia resgatar o valor pago em 12 meses, em mercadorias, na lojas do
baú. Essa ficava na rua Voluntários da Pátria.
Então, comprei os dois carnês : um no nome de minha sogra e outro em meu nome.
Mas me prontifiquei a pagar ambos.
Ao mostrar algumas parcelas pagas para ela eu falei:
- Minha sogra, aceito a colcha de crochê que seu Avelino lhe pediu para me presentear.
Em troca, no final do tempo previsto, se não ganharmos prêmio algum, vamos juntas resgatar os brindes na loja do baú, referentes a esses carnês que comprei.
Vou lhe dar todos eles, os do meu carnê e os do seu. E a senhora vai comigo na loja para escolher as mercadorias que quiser.
D. Carolina aceitou minha proposta.
Nos dias que se seguiram, cada vez que minha sogra sentava na cama e se acomodava para tricotar, eu me sentava ao lado dela.
Aproveitava para contar histórias de meus filhos, quando bem pequenos.
Ela se divertia com os relatos das travessuras infantis.
Depois, ao contrário, ela passou a falar dos filhos dela e de suas dificuldades no interior, onde precisava matar o porco, as galinhas, fazer pão, sabão em barra, requeijão linguiça caseira e doces em caldas, para oferecer às visitas.
Também me lembro de ouvi-la contar que meu sogro foi convocado para servir no exército, em tempo de guerra, e se ausentou de casa por dois anos.
Mas, tendo como pano de fundo tantas histórias mirabolantes, a sogra e eu vimos a colcha tomar forma, exibindo os quadros coloridos que teimavam em se multiplicar, como por encanto.
Enquanto a colcha era confeccionada com habilidade e destreza, eu me preocupava em pagar os carnês religiosamente.
Foram dias incríveis em que contamos muitas histórias antigas e de remota lembrança.
Ao vencer a quota de cada dia, fazíamos um lanche juntas e eu agradecia a dedicação de vovó Carolina.
Meus filhos gostavam dela, sempre atenciosa e cheia de surpresas.
Finalmente, a colcha estava pronta e eu havia acertado todas as prestações do carnê do baú da felicidade, do grupo Silvio Santos, um conhecido comunicador televisivo e empresário de renome.
Chegou o dia de visitar a loja do baú e escolher as mercadorias.
Minha sogra estava muito animada e feliz com suas escolhas.
Insistiu para que eu levasse algum objeto para mim. Mas, disse-lhe que nada queria.
D. Carolina e eu pedimos um táxi e logo chegamos em casa.
Ambas estávamos radiantes. Ela com o seu liquidificador, seu jogo de panelas, seu forno micro-ondas, pratos, copos, talheres e um enxoval de cama e mesa.
E eu com a colcha de retalhos, já colocada em minha cama, presença elegante e artesanal há tanto desejada.
Contínuo a tecer outra colcha com os retalhos da fé e esperança que não me abandonam.
É a colcha da vida que nos exige um comprometimento com os princípios cristãos, em que prevaleçam as atitudes solidárias de dedicação e amor ao próximo.
Kátia Chiappini
Nenhuma descrição de foto disponível.
Adélia Einsfeldt, Carmem Marisa e outras 40 pessoas
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PRECES

PRECES


 PRECES

PRECES!
Se não vier a paz,
Que venha o caminho para encontrá-la
Se não vier a verdade,
Que venha a nova era para preservá-la
Se o homem nada aprender,
Que venha a dor para ensinar a ver
Se não vier uma liderança.
Que venha a vontade de se reciclar
Se não vier a produtividade,
Que venha mais trabalho e nova semeadura
Se não vier a solidariedade,
Que venha a tormenta para agregar esforços
Se não vier uma nova era,
Que a esperança faça fé e chame por ela
Se não vier o entendimento,
Que os homens rezem para não sucumbir
Se não vier a trégua nas conversações,
Que as mortes prematuras ensinem a viver
Se não vier um povo altaneiro e justo,
Que as dores ensinem a não gemer para sempre
Se não vier a valorização do ser humano,
Que a humanidade aprenda com o sofrimento
Se não vier a mudança que se faz urgente,
Que nossos descendentes ainda lutem para obtê-la
Se não vier de Deus, nossa crença e proteção,
Seremos filhos de ninguém e sem salvação,
Adoraremos figuras demoníacas,
Seremos seguidores das maldades que proliferam no mundo.
Se não vier a paz de espírito,
Seremos etenos zumbis, vampiros, sonâmbulos sem o sono regenerador.
Livrai-nos de todo o mal, senhor Deus e pacificador das almas.
Só em teus braços e envoltos em teu abraço, encontraremos a vitória da razão sobre os sentidos. E a possibilidade de renascer de nós mesmos, para uma nova missão plena em solidariedade.
Ajudai-nos a amar os nossos semelhantes, tão diferentes em suas necessidades. E, justamente, por isso, dignos de um amor universal, pleno e agregador, inserido nos sentimentos profundos de justiça e liberdade.
KATIA CHIAPPINI
A imagem pode conter: 7 pessoas, mesa e área interna
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