Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

segunda-feira, 4 de março de 2024

ENQUANTO HOUVER AMOR...

               ENQUANTO HOIVER AMOR...


Senti o corpo estremecer

Veio o cansaço enluarado

Um pouco antes do alvorecer 

Renasci amanhecendo ao seu lado


Fixei seu vulto em minha mente

E a ternura do abraço sem par

E o apelo da pele envolvente

Trouxe você para o meu andar


Senti meus braços tocados

E perfumados lençóis de cetim

Nossos sentimentos desvendados

E seu calor vindo para mim


Faça-se a luz e a luz foi feita

Assim se expressou o Criador

Faça-se o amor, quero a colheita

Colherei você meu semeador


Quantas palavras vazias

Você proferiu sem pensar

Fazem parte de minha agonia

Imaginei que fosse me amar


Um pouco de ilusão, ou de sonho

Transformou a afeição de mansinho

O meu amor  nem sei onde ponho

Que o tempo me mostre o caminho


Eu quis muitas vezes o renascer

Você não me deu esse espaço

Toda a desilusão me fez ver

Que só um sentimento abraço


Você foi meu melhor momento

Deu sentido e destino ao verbo amar

Foi também  dono de meu tormento

Só fiquei com o seu corpo no olhar


KATIA CHIAPPINI

SEMANA DA MULHER

                     SEMANA DA MULHER


 Mulher que se quer mais mulher

Dengosa, sensual e faceira

Abençoada por Deus, é mulher

É mulher confiável e verdadeira


Mulher merece uma linda flor

Mulher é como uma joia preciosa

Almeja carinho e uma cena de amor

Mulher é ora é frugal, ora majestosa


Mulher é estação, tal qual primavera

Que tudo e a todos faz florescer e conduz

É ela que mais sofre porque ainda gera

E aos olhos de Deus, é a mulher que reluz


Mulher é como prece, é nosso esteio

É ela quem equilibra a vida no lar

Quem a ela não se rendeu, nem veio

Pedir colo para melhor se aconchegar?


Mulher é sua cor, seu som e seu tom

É ser fértil, sempre presente, é seara

Multiplicar é sua missão, seu maior dom

Ame sua mulher , aquela que lhe ampara


KATIA CHIAPPINI

BRAÇOS E ABRAÇOS

                    BRAÇOS E ABRAÇOS



Braços se mostram bem flexíveis 

Para envolver o ser sofrido 

Os dos amigos estão disponíveis

Para abraçar o ser oprimido


Abraços pedem firmes braços

Que sirvam de conforto na agonia

Braços se movem em largo espaço

Abraçam-nos na dor e na euforia


Há braços presos em correntes

Onde a escravidão fez morada

Há braços esquecidos de indigentes

Esquálidos e sem força para nada


Queremos ver braços gesticulando

Em luta por liberdade e igualdade

A opressão está nos estrangulando

E o abraço de urso é uma realidade



Os braços feridos de Cristo na partida

Pregados na cruz pelos males do mundo

Abraçam o ser em espírito e o convida

Para semear e colher em solo fecundo


KATIA CHIAPPINI



sábado, 2 de março de 2024

HISTORINHA EM POEMA

                HISTORINHA EM POEMA


Apagam-se as luzes

Por sugestão da dama 

Ele reclama: cruzes!

Ela refuta sem drama


Ora quer, ora não quer

Ele acende uma vela

Tenta seduzir a mulher

Deixa fresta na janela


Ela pula e se contorce

Ele brinca de gato e rato

E por mais que se esforce

A dama mantém o recato


Era dia e fez-se noite

Ainda não aconteceu nada

Ela confessa: quer açoite

Mas parece encabulada


Ele atende e bate nela

De leve, sem grosseria

Ela, de repente, se revela

E se deixa ficar na folia


Ela loba, ele cordeiro

Ela domina enlouquecida

Ele se vê num entrevero

Toca nela com mão atrevida


Ela teve a ideia: pediu, pediu

Ele pensou e não quis bater mais

A dama triste, a testa franziu

Fugiu e não voltou jamais


KATIA CHIAPPINI



NÁUFRAGOS

NAUFRÁGOS


Perdemos o prumo 

Naufragando aos poucos

Desesperados e sem rumo

Ecoamos gritos roucos


A humanidade capitula

O subnutrido chora

A injustiça pulula

Que será do povo agora?


Um pobre ajuda outro pobre

Trás lições de cidadania

O humilde tem gesto nobre

Em meio a tanta anarquia


Quem fere não ergue o irmão

Demonstra menor valia

Quem finge fazer uma oração

Não se lembra que Deus vigia


KATIA CHIAPPINI



VIVER É SUPERAR DESAFIOS

            VIVER É SUPERAR DESAFIOS



Sobreviveu sofrida

Solitária, sem guarida 

Sem teto , sem comida

Lutou e chorou, sentida


Não se deu por vencida

Só ficou estremecida

Cruzou ruas e avenidas

A fé foi sua escolhida


Entre chegadas e partidas

 E crença em si e na lida

Superou qualquer decaída

Amadureceu comovida


Por Deus foi protegida

Merecendo a acolhida

Teve uma vida dolorida

Mas soube curar as feridas


Nunca será esquecida

Porque ao bem foi conduzida

A morte nem será temida

Nunca foi uma alma caída


Sua essência é definida

Luta para não ser vencida

Quer jogar serpentina colorida

E pular carnaval antes da partida


KATIA CHIAPPINI


MULHER

                         MULHER

                                    

Mulher mais malandrinha

Mulher  linda, maravilha

Ora mulher, ora menininha

Mulher marcha mil milhas


Mulher é meiga e melindrosa

Mulher é fervorosa , maternal

Mulher é mantra, é misteriosa

Mulher é cúmplice, magistral


Mulher insinuante faz folia

Mulher intelectual tem atitude

Bênção! minha mãe Maria

Faça-me mulher de virtude


Mulher gera vidas, transforma

Mulher merece todo o respeito

Mulher verdadeira se forma

Quando ama além do leito


KATIA CHIAPPINI


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