Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ABRACE ESSA IDEIA !

A dança dos sete véus !


Faça a dança dos sete véus para aquela pessoa especial.Assista o filme Salomé e aprenda os passos do amor.
Pare um pouco de pensar em trabalho versus dinheiro. Pense em você de vez em quando e em primeiro lugar. Dê essa prioridade a seus anseios contidos. Solte-se, dance com alegria e tenha só seu amor como platéia.
Agite seu mundo interior e dê prazer ao prazer de viver e amar com intensidade e qualidade.
Leia a dança dos sete véus e aprenda a relaxar e a se entregar aos seus mais profundos sentimentos e desejos.
                             Com carinho !
                          Katia  Chiappini

  Em tempo :

 Sempre com você nesse recanto de meu encanto.

A dança dos sete véus !

                           OS SETE VÉUS

Cada véu tem um nome
Bordado no lindo tecido
Retire-os se tem fome
Se for um pouco atrevido

Serei a única odalisca sua
Vou dançar com sete véus
Retire-os e me verá nua
Verá estrelas em meu céu

Danço porque você me quer
Requebro e quebro com molejo
Não resista -sou sua mulher -
Retire os véus -espero seu beijo -

O primeiro se chama alegria
Danço leve e deliciosamente
Retire-o com simpatia
Venha e se faça presente

O segundo se chama folia
Deixa perfume onde piso
Retire-o sem alegoria
Dele não mais preciso

O terceiro se chama magia
Retire-o bem docemente
Sou cadência e sintonia
Num movimento crescente

O quarto se chama nostalgia
É o véu próximo da solidão
Remova-o com sabedoria
Quero-o rastejando ao chão

O quinto se chama melodia
E agita essa dança envolvente
Retire-o com toda a maestria
E respire profundamente

O sexto se chama timidez
Penúltimo véu dessa dança
Retire-o -assim  Deus me fez -
E sua mão já me alcança

O sétimo se chama vergonha
Eu o retiro até aos pés descer
Não resista -sou eu quem sonha -
Faça-me, suavemente, desfalecer



                                         Katia Chiappini
                        Email : katia_fachinello42@hotmail.com




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DESPOJANDO-SE...

                            DESPOJO-ME...

Despojo-me da inverdade
Da insaciedade
Da adversidade
Da insanidade

Despojo-me das medalhas
De minhas tralhas
De minhas malhas
De minhas falhas

Despojo-me dos vícios
De meus precipícios
Deixo os comícios
Volto ao início

Despojo-me das riquezas
Das avarezas 
De tantas certezas
Das asperezas

Despojo-me da agonia
De sentir nostalgia
De ser dama sem via
Sem identidade ou magia

Despojo-me para renascer
Para te conhecer
Para me achar em teu ser
Pra me aninhar e viver

Despojo-me e assim consentes
Vou sentir o que sentes
Para feliz ou infelizmente
Ser tua foz e nascente

Despejo-me com clareza
Despojo-me com destreza
Sou fêmea por natureza
Fino manjar , tua sobremesa

Despojo-me -nem me conhecia -
Desculpe-me a ousadia
Está chegando a hora e o dia
De despojar-me da agonia

Despojo-me e volto a viver
Sem nunca me arrepender
Escolho-te para colher
Do meu corpo o teu prazer



                                      KATIA CHIAPPINI

domingo, 27 de janeiro de 2013

16.000 ACESSOS : MUITO OBRIGADA !


MEU AGRADECIMENTO :


        Obrigada por 16.000 acesso à inspirações
        É um  prazer chegar até aqui, com os leitores
        Cantinho de muitas e reais emoções
        Que embalam meus sonhos de muitas cores.

        Agradeço com sinceridade e satisfação
        Porque percebo que a palavra transforma
        Dos corações aflora toda a emoção
        Com mil nuances e mil formas


        Só posso dizer  : sigam comigo
        Estou aqui na noites calmas
        No silêncio escrever eu consigo
        Meu interior, sem querer, bate palmas


    MEUS AGRADECIMENTOS POR QUASE

                            katia Chiappini               
                            Email : 
                            katia_fachinello42@hotmail.com                            






DESEJOS EM CONFLITO !

                     DESEJO & CONFLITO

Quem sabe!
Sinto arpejos
Ainda aceito
O cortejo

Nada entrevejo
Nem sei
Pois o desejo
Te entreguei

Meu molejo
Não mais dei
Não há ensejo
Decepcionei

E sem ensejo
Entendi
Não quero beijo
Me esqueci

Hoje vejo
Com nova visão
Não tenho o queijo
Nem a faca na mão

Não tenho pejo
Tenho tristeza
Não te farejo
Perdi a destreza

Nem sou tua cama
Nem mais gaguejo
Fui tua dama
Fui teu desejo

Como o sertanejo
Ficarei''bebum''
Não mais rastejo
Estou de jejum

                                        KATIA CHIAPPINI
                       Email :katia_fachinello42@hotmail.com



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

SOZINHA !

     SOZINHA ? UM ESTADO DE ESPÍRITO

Interessante saber como isso aconteceu. Não foi planejado, nem comentado.Mas uma certa manhã, minha filha e meus dois netinhos, bem pequenos,voltaram da praia de Torres para Porto Alegre. Ajudei com as malas, dei a mão para os netos até ficarem bem acomodados, em suas respectivas cadeirinhas, no banco de trás do carro. Subi ao apartamento, olhei para a sala vazia sem o D.V.D, sem os vídeos infantis, sem as bonecas, sem os bichos de pelúcia. Respirei fundo e após lavar a última louça da pia,vesti minha roupa de banho e tratei de aproveitar o resto daquela linda manhã de sol. Caminhei do calçadão até o Mampituba, voltei, tomei um banho de mar, pedi meu suco de abacaxi com morango, deitei na cadeira da preguiça e fiquei olhando, extasiada, a paisagem que se descortinava a minha frente. No céu, vi os praticantes de esportes radicais, olhei para o mar e os vi também. Percebi a alegria dos idosos, brincando com seus netos, dentro das águas do mar. Vi a intimidade dos casais e aquele riso que ilumina a face. Olhei para o meu interior e confesso que , em momento algum, me vi sozinha.
Impossível me sentir só com tanta vida acontecendo, se meus amigos me oferecem uma cuia de mate amargo, se param para conversar comigo. Como me sentir só se me perdi do calendário ?
Ao chegar de volta ao apartamento uma amiga me convidou para almoçar fora com ela. A zeladora do prédio bateu a minha porta para me entregar as cadeiras e esteiras já limpas e secas.
Depois de almoçar com minha amiga fui à Prefeitura pedir informações sobre o I.P.T.U do apartamento, comprei roupa de banho, roupas íntimas, lençol de solteiro e uma cama box para meu filho se ajeitar melhor. Parei na sorveteria e pedi um sorvete de chocolate e morango e uma garrafa de água. A seguir marquei hora no salão de beleza. Fui ao supermercado, para esperar os filhos com tudo o que fosse necessário, tanto para a família como para o gato de estimação de minha neta e o cachorro festeiro que não para de lamber os dedos das pessoas com chinelos. Já em casa, fiz um rápido intervalo para assistir a novela, tomei outro banho e fui ouvir música no bar do calçadão e lanchar uma torrada com ovos.
Quando percebi, estava com as pernas cansadas, pelo fato de ter caminhado o dia todo.
Nessa pseudo-solidão, encontrei tempo para escrever algumas crônicas e poesias a meus leitores do blog. Quem se detém a observar as belezas da natureza, a atenção dos amigos, a si mesmo em compasso de espera, vê as oportunidades que a vida oferece para atingir a evolução do espírito.
Fiquei só na praia por mais 5 dias até receber minha outra filha com 2 netinhos e meu filho.
Fiquei livre de horários, contemplativa, tranquila, fiz três pedidos a uma estrela cadente, senti as ondas do mar, verdes como meus olhos. ( Gosto de brincar com isso. ) Li um livro deitada na rede da sacada, não sem fazer, uma ou outra pausa, para me erguer da rede e anotar as inspirações que tenho, constantemente, para escrever a próxima poesia ou um simples relato. Fiz uma faxina no apartamento, cozinhei para esperar os filhos. O fato de tê-los na lembrança não me deixava ficar triste.
Apenas, enquanto só, povoei minha mente com fadas e duendes, com sonhos românticos e com temas relativos aos próximos textos.
E com tantos leitores do blog, como poderia ficar me sentindo só ?
Desenvolvo, após ter me aposentado das letras, um trabalho com música e literatura que se torna estimulante e instigante. Pois os resultados são inesperados e eivados de surpresas. Leciono piano para a terceira idade, em especial, me apresento em eventos com piano solo e escrevo para coletâneas, em forma de cooperativa, onde cada autor procura revelar seu talento e criatividade.
Então, posso dizer que nunca estou só.
Ah !antes que me esqueça, aceitei o convite de um dedicado e especial amigo, para passear de barco até a Ilha dos Lobos, em Torres.
E, nesse momento, já em meu ocaso, peço que o acaso me ajude a deixar Deus distraído.
Amém !

                                     KATIA  CHIAPPINI




Email :katia_fachinello42@hotmail.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MEU VÍCIO

               POESIA : MEU VÍCIO É VOCÊ !



Estou veraneando na praia de Torres com meus netos. E inúmeras são as atividades diárias para manter uma casa em bom funcionamento, o que me impede de escrever, como de costume. Quando me encontro em Porto Alegre procuro esboçar um rascunho, na primeira hora da manhã, para postar à noite. Pode ser uma poesia, crônica,um breve pensamento ou uma conversa com o leitor.
Certa manhã, enquanto escrevia, ouvi o toque da campainha. Era minha neta que descia as escadas, vinda do apartamento dos avós paternos, que fica no mesmo edifício onde moro. Ao abrir a porta já escutei sua voz infantil e encantadora me dizendo :
-Vovó, vamos tomar um café juntas ?
-Com certeza, é só entrar e esperar um pouco.
Ao entrar na sala minha neta se surpreendeu ao ver meu caderno de notas e disse:
-Até na praia,vovó, será que isso é um vício ?
Fiquei rindo e, num primeiro momento, nem respondi nada.
Tomamos o café da manhã, fomos à praia, caminhamos e tomamos banho de mar. Depois ela voltou para a casa dos avós paternos.
Quando me vi só, novamente, tratei de escrever uma poesia, cujo tema já estava povoando minha mente para se projetar, já pronto  na folha. Foi só começar a escrever que as letras deslizaram e as ideias foram ordenadas em ritmo, rima e métrica, adquirindo forma e  alinhamento que requer uma poesia. Sempre, ao escrever, vem a libertação do cotidiano e a alma transmigra em todas as dimensões, sem fronteiras.
Penso que escrever poesia é realmente um vício, mas é muito mais que isso. É terapia que se escolhe, um modo único de partilhar os sentimentos. Uma maneira de responder aos anseios de tantos que procuram no texto poético um bálsamo para seus desamores e conflitos íntimos. É um modo de redescobrir a própria essência, de deixar de lado certos papéis assumidos compulsoriamente para substitui-los por outros de livre arbítrio. É um jeito de perceber as belezas da natureza, dos seres inanimados e dos seres animados.
Escrever poesia é transbordar o interior na busca da própria essência dos valores como : O Bem, o Belo e  o Verdadeiro.
Ser poeta é transformar a areia em dunas; o orvalho em semeadura; a árvore em abrigo; o banco da praça em cama; o homem humilde em sábio e o sábio em homem humilde .Bendito vício que leva a esperança, o conforto e a paz aos espíritos inquietos.
Quem escreve poesia tem sensibilidade aguçada e se impõe a tarefa de fazê-lo. Quem faz rimas extrai o melhor de si.
As poesias são como filhas cultas, nobres e merecedoras de louvores. Mas embora se apresentem com altivez alcançam os corações menos nobres, os necessitados, os exilados, os esquecidos.
Alcança a todos quantos desejam se beneficiar com ela e com o seu conteúdo solidário. Atende aos que desejam um aconselhamento, uma nova luz e um momento tranquilo ao final de um dia exaustivo.
Desse modo, quem escreve assim o faz para desempenhar uma missão que é a sua. Se não o fizer o ar não se rarefaz, a alma aperta o peito, o coração fica pálido e o sentido da vida se esvai, sem dúvida ,definitivamente. E o amor não será anunciado como o ato mais perfeito da humanidade e o de maior prazer. E, em nome do amor, tudo acontece: a procriação, os inventos e a própria evolução da espécie.
Então, minha querida netinha, respondendo agora a sua pergunta sobre o vício de escrever, tenho a dizer o seguinte:
-A poesia é um vício que me faz viver, que levo onde vou, que está em meu livro e da qual não me livro jamais.

                                          KATIA CHIAPPINI
                                                  katia_fachinello42@hotmail.