Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

quinta-feira, 28 de março de 2013

AS DAMAS !

                   O SILÊNCIO DAS DAMAS

As damas de terceira idade costumam frequentar as aulas de hidro-ginástica porque essa modalidade não oferece riscos por não ter impacto e assim não comprometer o corpo. Ao contrário, os exercícios são adequados a todas as idades e beneficiam o sistema cardio-vascular. Um bom motivo para manter uma atividade física, além de ser saudável é o fato de propiciar o contato com um grupo de pessoas de iguais objetivos o que serve de estímulo para perseverar no trabalho. Após tantos anos de exercício de uma profissão as pessoas não devem ficar sem ocupações fora do lar. Mudar o ambiente é um meio de fazer novas amizades e garantir um lazer em sociedade. E só o fato de se sentir útil dá uma nova vida ao aposentado.
Mas voltando ao assunto, devo dizer que observei as damas na piscina preocupadas em acertar os exercícios propostos pelo professor. O ambiente é tranquilo, a música mostra o ritmo dos movimentos, as idades são diversificadas.
No vestiário não poderiam faltar as conversas sobre filhos, netos, trabalhos domésticos e sobre os bailes de terceira idade.
Em certa ocasião o professor caprichou na frequência dos exercícios que se sucediam, um logo após o outro, com muito entusiasmo e palavras de estímulo.
As damas já demonstravam cansaço e era visível o franzir da testa e os suspiros velados.
Uma delas até se dirigiu ao professor e perguntou :
- Professor, brigou com a namorada hoje ?
Ele sorriu mas não perdeu o ritmo intenso de sua aula.
Terminada a aula as damas foram para os chuveiros , como de costume. Logo estavam no vestiário se vestindo e , por incrível que possa parecer, não se ouvia nenhum som no recinto.
Então, a mesma dama que havia falado ao professor, se expressou novamente :
- Ninguém vai falar hoje ?
O silêncio se prolongou e parece que nenhuma dama ouviu a pergunta de Sara, uma das aplicadas alunas.
Durante um certo tempo ninguém abriu a boca e o silêncio só se desfez quando, na sala da recepção, as damas viram os saquinhos de pipoca, brinde da escola, que estavam ao lado da térmica de chá para o lanche da tarde. Ao se acomodarem nas cadeiras voltaram a falar do tempo e de outros assuntos triviais.
Mas aquele silêncio resultou de um cansaço físico e mental e nada era mais precioso, no momento do que usufruí-lo.
Eu já havia percebido que se um grupo de mulheres silencia, algo está fora de controle. Mas as damas reagem, descansam para cansar novamente, economizam forças para poder gastá-las.
E o silêncio das damas maduras pode ter muitas explicações mas nunca significará desistência.
Damas maduras seguram todas as oportunidades para viver com qualidade e tranquilidade. Merecem ser felizes e alongar o corpo e a alma porque são a própria alma de suas famílias e a semente da sabedoria.

KATIA  CHIAPPINI



segunda-feira, 25 de março de 2013

COMEMORANDO A PÁSCOA

                                PÁSCOA !

Antigamente Páscoa queria se referir à festa da primavera, que era consagrada à Eastra, uma divindade que era ainda a deusa da luz.
A palavra é de origem grega : Pascha.
Para os judeus significava a lembrança da passagem pelo Mar Vermelho, um acontecimento culminante na libertação de Israel.
No século oitavo  se firmou como festa cristã da Ressurreição, advinda dos Anglo-saxões. A palavra Quaresma tem origem no latim, de quadragésima, e se refere ao período de quarenta dias, iniciando na quarta-feira de cinzas e terminando no domingo de Páscoa. Esse período nem sempre foi de quarenta dias, mas a igreja ocidental se inspirou nos jejuns de Moisés para assim o determinar. O nome de quarta-feira de cinzas se deve ao costume de polvilhar cinzas sobre a cabeça dos penitentes, como ato inicial de arrependimento dos pecados. 
Costuma-se comer peixe na sexta-feira santa e não carne, segundo os preceitos da Igreja católica. Seria um dia de jejum e abstinência.
Quando eu era bem pequena, não se ouvia música na sexta-feira santa e as famílias se recolhiam em casa ou iam para a Igreja assistir as cerimônias da liturgia. Os cinemas e casas de espetáculo permaneciam fechados.
Mas importa fazer uma meditação profunda, cada um por si, no sentido de abolir os maus pensamentos, não provocar a desarmonia em família, evitar palavras ferinas e atitudes impensadas. A abstinência deve ser da inveja, do orgulho, da ambição sem medida, dos desmandos dos homens do governo. Esses, estão sem freios e sem atitudes adequadas aos princípios cristãos.
Destacamos a quinta-feira santa que é chamada''a do mandato'' referindo-se ao mandamento de  Jesus, na última ceia, ao partir o pão e beber o vinho : ''fazei isso em memória de mim''.
Sexta- feira é o dia da crucificação e é chamada de sexta-feira da paixão.
E domingo é chamado de domingo de Páscoa, onde os corações devem fazer a passagem para seu próprio interior e renascer em Cristo. E as famílias devem estar reunidas em harmonia e ensinar às crianças uma pequena oração antes que abram seus ovos de Páscoa Porque, se não interiorizarem o sentido da  Páscoa, essas crianças, nossos filhos, só irão se preocupar em esperar  pelos chocolates e vão saber, sim, abrir os pacotes com guloseimas, mas nunca o seus corações para compartilhar, como Deus ensinou, o amor ao seu próximo : um amor universal  desprovido de interesses  e benesses.


                                      Sinceros votos de feliz Páscoa !
                                                
                                    de

                                    KATIA CHIAPPINI

sábado, 23 de março de 2013

LEMBRANDO O LEITOR !

                    OI, TUDO TRANQUILO ?


                         Caro amigo leitor !

Aproveitando o desenrolar de eventos que comemoram a semana de Porto Alegre, minha cidade, quero aproveitar para dizer aos gaúchos, que entre os 17.300 acessos, em 12 meses completos de blog, aproximadamente, estão em primeiro lugar, justamente, os versos que falam do gaúcho. E logo em seguida os dois poemas que falam sobre Porto Alegre.
Dito isso, é só conferir :

O gaúcho - 28/3/2021
Porto Alegre -5/3/2012
Porto Alegre- 7/4/2012

                            Sigam comigo ! 
                            Obrigada !
                            katia chiappini
                   katia_fachinello42@hotmail.com




O AMOR COMO ILUSÃO

                       AMOR PLATÔNICO

O amor é um sentimento que, em sendo platônico, prefere amar a perfeição no mundo efêmero e não perfeito. Prefere amar a virtude, o caráter, a beleza interior, contemplar sem tocar.
É o caso, por exemplo, de um homem que vê uma mulher e tem uma atração inexplicável por ela. O homem a vê numa emissora de televisão, com impecável postura, atuando no noticiário. Passa a assistir o programa diário e não admite ser perturbado. Ao descobrir que ela fará um seminário para os profissionais de comunicação, garante seu lugar na primeira fila. E ali fica embevecido.
O homem é casado e tem filhos e netos e cumpre, religiosamente, suas obrigações com o núcleo familiar.
Descobre que a moça é casada mas ama a visão de seu rosto na tela e essa imagem não lhe deixa o pensamento e preenche uma lacuna em seu coração.
E a moça nunca lhe dirigirá a palavra e não saberá de sua existência e muito menos desse amor que nada insinua.
Outro exemplo é o da moça que encontra um moço no chat da sala de bate papo.
A comunicação é diária e já se estende por seis longos anos.  Mas , em determinada manhã, o moço não desperta para lecionar o primeiro período de aula e jamais isso tinha lhe acontecido.
Desse dia em diante passam a se falar três vezes na semana.
Parecia que tudo levava a uma continuidade. Mas a moça percebeu que, em nenhum momento, o moço falava em conhecê-la pessoalmente. Aos poucos, foi se afastando do convívio virtual até que, um dia, resolveu não conversar mais com o moço.
Mas, vez por outra, se surpreende, ao verificar em seus e-mails, a mensagem apaixonada, desse moço, o qual sofre de um amor platônico.
As razões desse procedimento podem se prender a algum trauma do passado. Ou o moço tem outro relacionamento em paralelo.
Ou tem medo de se aproximar da moça e se decepcionar. Nesse caso, não só perderia a possibilidade de amar como a de se manter conectado com ela, como um bom amigo e confidente.
Outro tipo de amor platônico é o do aluno por sua professora. Ou o de uma jovem pelo seu analista quando ela confunde a atenção que recebe do profissional, com outros sentimentos. Quem viveu essa situação acredita, naquele momento, que vive uma grande paixão.
 E  assimila esse sentimento com determinação e faz dele sua verdade maior.Quem viveu esse tipo de amor sabe que ele tem expressão, personalidade. E se torna tão intenso como se tivesse vindo à tona. A saudade da ausência é igual, o ciúme se faz presente e o sofrimento castiga.
Mário  Quintana, poeta gaúcho, de notável sensibilidade, sentiu esse amor por Bruna Lombardi, uma linda moça de olhos azuis, artista, poetisa, diretora de cinema e escritora. E muito amiga do poeta com quem esteve por diversas vezes, enquanto esse viveu.
Há o amor não correspondido, onde uma das partes jamais se declara por saber que seria infrutífero.
Outra forma de amar é a dos casais que iniciam o namoro e depois se separam e tomam, cada qual, o seu rumo, por circunstâncias imprevisíveis, sem que haja tempo de concretizar o relacionamento.
E muitos anos depois se reencontram, ambos viúvos ou separados, unindo os elos da corrente antes desfeita. O amor toma forma, renasce das cinzas e da saudade enjaulada por tanto tempo. Pois quem sabe, chegou a hora de ser feliz. E o que permaneceu no tempo foi essa energia cósmica, esse amor espiritual e a lembrança de um sonho desfeito. O amor ultrapassou o contato físico e ficou aguardando a definição e mesmo, não é preciso analisar ou compreender e sim sentir o tremor nas pernas e o acelerar do coração, quando se torna pequeno para conter a emoção.  
Há casais, cuja convivência estreita, faz com que um homem se apaixone pela mulher de seu amigo. E para não ferir essa amizade,o homem silencia e sofre.
Há os casais que se correspondem por cartas e que acumulam muitos quilos de amor e que sabem, que por algum impedimento intransponível, jamais vão se encontrar. E só as cartas trocadas vão permanecer como prova desse amor insólito.
Em todos esses amores platônicos, mesmo dentro de um quadro opaco, sem moldura e de triste paisagem, os homens preferem amar e sofrer do que não ter sonhos a vivenciar, embora etéreos.
A carência leva o homem a se contentar com arremedo de amor, com migalhas de afeto, com falsas ilusões. Ele prefere acalentar essa miragem porque não quer estar indefinidamente sozinho, que é a sua realidade. E se sua imaginação e sensibilidade forem aguçadas, sempre resta um jeito de se valer de um amor platônico.
Talvez até seja mais convincente do que os amores atuais, advindos de um casamento aberto. E que também não trazem felicidade.
O amor platônico é só seu e sua essência o acalenta e sua imagem permanece com você pelo tempo que quiser. Não podem tirar de você esse sentimento e nem arrancar do peito o seu sonho.
Não deixa de ser uma fuga do mundo real, se formos aprofundar.
Quanto mais o homem se aproxima da tecnologia que avança a passos largos e dos avanços da ciência, mais se afasta de si mesmo.
E o amor platônico,nada mais é, do que uma forma que o homem encontra de permanecer em conformidade com seus conflitos, sem correr mais riscos. Percebeu, que em sua essência, vive um momento de solidão, dentro de um mundo politicamente incorreto, aparentemente feliz e supostamente perfeito.


                                  KATIA CHIAPPINI

De que vale tanta evolução se não podemos compreender nossas angústias e se nem temos tempo de ser feliz ?

quinta-feira, 21 de março de 2013

O TEMPO DOS ROMANCES!

                O TEMPO DOS ROMANCES !

O ato de viver é um processo de crescimento contínuo na busca do conhecimento de si mesmo, dentro de um determinado tempo.
Existiu e nos trouxe muitas alegrias o tempo de viver plenamente e sem atropelos.
Nos meados do século vinte desfez-se aquela sensação de solidez do tempo que parece ter se afastado na curva de alguma esquina da vida. As vovós faziam, nas tardes longas, colchas de tricô, mantas de crochê, compotas em calda e pão caseiro. E recebiam as vizinhas para falar dos afazeres domésticos, para falar dos filhos e dos ''bons partidos'' da cidade. As famílias se reuniam ao redor da mesa, os serões se estendiam pela madrugada. Esses momentos deixaram de existir junto com a serenidade de um tempo que parecia pingar lentamente dos ponteiros dos relógios descansados. O ''ficar'' era ficar simplesmente debruçada na janela esperando a hora do namorado passar para flertar, com o olhar lânguidos e as faces rubras. ''Ficar ''era passear de mãos dadas com o noivo para falar dos preparativos do casamento, muito bem planejado com as famílias.
''Ficar'' era dançar mais de uma música com o cavalheiro escolhido e, quem sabe, toda a noite, com alguma intenção de namoro.
E depois voltar para a mesa, onde os pais esperavam, para levar as filhas para casa.
Aquele tempo sem pressa, era a atmosfera perfeita para tantos gestos românticos, mas não muito distante dos portões da casa da moça. E os perfumes, flores e bombons, o cavalheiro os ofertava a sua dama.
O tempo portou-se como prima-dona que passou da moda.Retirou-se para a obscuridade e ficou relembrando os dias de glória.Não frequenta mais o espaço na roda da juventude, que antes se reunia nos bares da faculdade, para uma conversa trivial, inclusive com os professores da turma. E com sentido de agregar e demonstrar o sentimento de amizade.
Agora, tenho a sensação de que o tempo vem para perto dos velhos e senta com eles junto à lareira. E, como eles, o tempo lamenta a passagem dos anos calmos e ternos que o progresso se encarregou de varrer. E tenho a impressão de que, a qualquer momento, vou ouvir os velhos e o tempo dizerem uns para os outros : 
-Aquele tempo é que era bom !  
As moças eram vaidosas mas as roupas se revestiam de rendas e babados combinados com os gestos românticos de uma época que se perdeu e que sepultou muitos sonhos coloridos.
E o corpo da mulher se insinuava discretamente na elegância do andar, nos gestos delicados e no olhar discreto, quase acanhado.
As vezes, na espera do amado, o tempo se fazia lento demais e as moças esmagavam os minutos com o sapato de salto de bico fino.
E o sol parecia lento e retardava a aparição da irmã lua que era dos namorados. 
Mas com o tempo, o próprio tempo se tornou artigo de luxo.
E só alguns casais privilegiados o aprisionam para prolongar as noites de um amor já profundo, construído, passo a passo, fadado a permanecer muito além dos arroubos da paixão.
Apenas a fatídica dúvida :
-Mas por quanto tempo ? 


                                      Email: katia_fachinello42@hotmail.com

                                     KATIA CHIAPPINI    

sábado, 16 de março de 2013

AMOR NA LETRA ''M''

                            O AMOR É ...

Modo de enternecer
Motivo para absorver
Mantra pra se proteger
Mágica a se refazer

Maravilha do bem-querer
Mundo a resplandecer
Maneira de sobreviver
Máxima do saber

Mola a fortalecer
Trilha a percorrer
Mão a se intrometer
Marco a estabelecer

Medo de sofrer
Mentira sem ofender
Muito para crer
Músculos a estremecer

Morte sem morrer
Mania de se prender
Momento de reviver
Movimento de enlouquecer

Malícia ao entardecer
Missa e premissa do ser
Meu templo de prazer
Meu tempo sem me arrepender

Minha sede de beber
Minha fome de viver
Melhor noite se acontecer
Mil delícias pra não esquecer 

 KATIA CHIAPPINI

E´mail: katia_fachinello42@hotmail.com






sexta-feira, 15 de março de 2013

PROCURANDO UM AMOR !

                   PROCURO POR TI EM MIM !

Fico perdida no espaço
Se não te vejo chegar
Preciso do teu abraço
Como a onda quer o mar

Procuro-te onde estiveres
Também onde não te vejo
Creio em ti -não me feres -
Quando sacias meu desejo

Não fales nunca em partir
Estou aqui - cuidadosa -
Acaricio-te - podes vir -
Serei ainda mais audaciosa

Desculpa minhas manias
Tenho outras qualidades
Faço em ti estrepolias
Pra aliviar tuas ansiedades

Percebo que já sou tua
Que tens parte em mim
Quando me vês nua
Vou colher-te em meu jardim

Sinto tua pele na minha
Sei que meu corpo te esconde
E o teu treme e se aninha
E agora vais aonde ?

Te encontro em minha emoção
Se chamo vens chegando
Procuras em mim uma região
Aquela - se estamos amando -

Ficamos qual vultos enlaçados
Enrolados só na felicidade
Somos dois corpos acelerados
Na dança que cansa - na saciedade -

Procuro por ti em mim
Como parte da jornada
Tenho uma missão sem fim :
- Ser tua eterna namorada -

                                   KATIA CHIAPPINI