O QUE É UM MAESTRO?
miniconto
Minha filha Tatiana ouvia música comigo, desde bem pequena.
Aprendeu a tocar piano e só interrompeu seus estudos de música quando se tornou universitária. Conhecia os clássicos e interpretava alguma peças ao piano, as quais estudava com afinco.
Certo dia me perguntou, ao redor dos 8 anos de idade, sem que eu esperasse nada parecido:
- Mãe, o que é um maestro?
Eu respondi:
- Filha, maestro é quem faz som com as mãos.
Não reparei, ao falar, o absurdo da resposta e a abstração que havia feito. Mas Tati deixou passar e nem perguntou mais nada.
Só que passou a brincar de reger, com as mãos delicadas ,como tinha visto num programa de televisão que não mostrou uma orquestra e sim, em primeiro plano, a figura do maestro.
Tati ficava andando pela casa e lembrando do maestro .E seus bracinhos e mãos se balançavam pela casa: manhã, tarde e noite
Depois de algum tempo me perguntou:
- Como o maestro consegue isso?
- Treinando muito minha filha e todos os dias.
Respondi sem pensar na lógica infantil e Tati tinha feito uma cópia literal das palavras que ouvira.
E, assim Tati continuou a balançar as mãos pela casa.
Um certo dia tive uma intuição:
- Filha, preste a atenção
- O que foi, mãe?
- É sobre o maestro, filha!
- Sim, explique-se
- O maestro levanta as mãos e comanda o espetáculo até soar a última nota .Cada instrumento tem a hora de entrar. O maestro mostra a afinação e dá o comando e todos precisam acompanhar o trabalho e a harmonia: - é o esperado.
-Agora sim, mamãe,
- Que bom, filha!
- Sabe? agora vou descansar, que boa notícia!
- Sim, faça isso
- É que cansei de balançar os braços e não sair som nenhum,
Desse modo tudo se esclareceu. Eu fiquei, muitas vezes, parada e pensando de onde posso ter tirado aquela resposta que dei a minha filha como definição:
- Maestro é quem faz o som com as mãos.
Hoje, pensando bem, não há outra pessoa que, ao levantar as mãos para reger uma orquestra, tenha o dom de ouvi-la executar as músicas dos grandes mestres.
Abençoados sejam todos os maestros com suas mãos mágicas!
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
O QUE É MAESTRO: miniconto
O QUE É UM MAESTRO?
miniconto
Minha filha Tatiana ouvia música comigo, desde bem pequena.
Aprendeu a tocar piano e só interrompeu seus estudos de música quando se tornou universitária. Conhecia os clássicos e interpretava alguma peças ao piano, as quais estudava com afinco.
Certo dia me perguntou, ao redor dos 8 anos de idade, sem que eu esperasse nada parecido:
- Mãe, o que é um maestro?
Eu respondi:
- Filha, maestro é quem faz som com as mãos.
Não reparei, ao falar, o absurdo da resposta e a abstração que havia feito. Mas Tati deixou passar e nem perguntou mais nada.
Só que passou a brincar de reger, com as mãos delicadas ,como tinha visto num programa de televisão que não mostrou uma orquestra e sim, em primeiro plano, a figura do maestro.
Tati ficava andando pela casa e lembrando do maestro .E seus bracinhos e mãos se balançavam pela casa: manhã, tarde e noite
Depois de algum tempo me perguntou:
- Como o maestro consegue isso?
- Treinando muito minha filha e todos os dias.
Respondi sem pensar na lógica infantil e Tati tinha feito uma cópia literal das palavras que ouvira.
E, assim Tati continuou a balançar as mãos pela casa.
Um certo dia tive uma intuição:
- Filha, preste a atenção
- O que foi, mãe?
- É sobre o maestro, filha!
- Sim, explique-se
- O maestro levanta as mãos e comanda o espetáculo até soar a última nota .Cada instrumento tem a hora de entrar. O maestro mostra a afinação e dá o comando e todos precisam acompanhar o trabalho e a harmonia: - é o esperado.
-Agora sim, mamãe,
- Que bom, filha!
- Sabe? agora vou descansar, que boa notícia!
- Sim, faça isso
- É que cansei de balançar os braços e não sair som nenhum,
Desse modo tudo se esclareceu. Eu fiquei, muitas vezes, parada e pensando de onde posso ter tirado aquela resposta que dei a minha filha como definição:
- Maestro é quem faz o som com as mãos.
Hoje, pensando bem, não há outra pessoa que, ao levantar as mãos para reger uma orquestra, tenha o dom de ouvi-la executar as músicas dos grandes mestres.
Abençoados sejam todos os maestros com suas mãos mágicas!
KATIA CHIAPPINI
miniconto
Minha filha Tatiana ouvia música comigo, desde bem pequena.
Aprendeu a tocar piano e só interrompeu seus estudos de música quando se tornou universitária. Conhecia os clássicos e interpretava alguma peças ao piano, as quais estudava com afinco.
Certo dia me perguntou, ao redor dos 8 anos de idade, sem que eu esperasse nada parecido:
- Mãe, o que é um maestro?
Eu respondi:
- Filha, maestro é quem faz som com as mãos.
Não reparei, ao falar, o absurdo da resposta e a abstração que havia feito. Mas Tati deixou passar e nem perguntou mais nada.
Só que passou a brincar de reger, com as mãos delicadas ,como tinha visto num programa de televisão que não mostrou uma orquestra e sim, em primeiro plano, a figura do maestro.
Tati ficava andando pela casa e lembrando do maestro .E seus bracinhos e mãos se balançavam pela casa: manhã, tarde e noite
Depois de algum tempo me perguntou:
- Como o maestro consegue isso?
- Treinando muito minha filha e todos os dias.
Respondi sem pensar na lógica infantil e Tati tinha feito uma cópia literal das palavras que ouvira.
E, assim Tati continuou a balançar as mãos pela casa.
Um certo dia tive uma intuição:
- Filha, preste a atenção
- O que foi, mãe?
- É sobre o maestro, filha!
- Sim, explique-se
- O maestro levanta as mãos e comanda o espetáculo até soar a última nota .Cada instrumento tem a hora de entrar. O maestro mostra a afinação e dá o comando e todos precisam acompanhar o trabalho e a harmonia: - é o esperado.
-Agora sim, mamãe,
- Que bom, filha!
- Sabe? agora vou descansar, que boa notícia!
- Sim, faça isso
- É que cansei de balançar os braços e não sair som nenhum,
Desse modo tudo se esclareceu. Eu fiquei, muitas vezes, parada e pensando de onde posso ter tirado aquela resposta que dei a minha filha como definição:
- Maestro é quem faz o som com as mãos.
Hoje, pensando bem, não há outra pessoa que, ao levantar as mãos para reger uma orquestra, tenha o dom de ouvi-la executar as músicas dos grandes mestres.
Abençoados sejam todos os maestros com suas mãos mágicas!
KATIA CHIAPPINI
O QUE É MAESTRO: miniconto
O QUE É UM MAESTRO?
miniconto
Minha filha Tatiana ouvia música comigo, desde bem pequena.
Aprendeu a tocar piano e só interrompeu seus estudos de música quando se tornou universitária. Conhecia os clássicos e interpretava alguma peças ao piano, as quais estudava com afinco.
Certo dia me perguntou, ao redor dos 8 anos de idade, sem que eu esperasse nada parecido:
- Mãe, o que é um maestro?
Eu respondi:
- Filha, maestro é quem faz som com as mãos.
Não reparei, ao falar, o absurdo da resposta e a abstração que havia feito. Mas Tati deixou passar e nem perguntou mais nada.
Só que passou a brincar de reger, com as mãos delicadas ,como tinha visto num programa de televisão que não mostrou uma orquestra e sim, em primeiro plano, a figura do maestro.
Tati ficava andando pela casa e lembrando do maestro .E seus bracinhos e mãos se balançavam pela casa: manhã, tarde e noite
Depois de algum tempo me perguntou:
- Como o maestro consegue isso?
- Treinando muito minha filha e todos os dias.
Respondi sem pensar na lógica infantil e Tati tinha feito uma cópia literal das palavras que ouvira.
E, assim Tati continuou a balançar as mãos pela casa.
Um certo dia tive uma intuição:
- Filha, preste a atenção
- O que foi, mãe?
- É sobre o maestro, filha!
- Sim, explique-se
- O maestro levanta as mãos e comanda o espetáculo até soar a última nota .Cada instrumento tem a hora de entrar. O maestro mostra a afinação e dá o comando e todos precisam acompanhar o trabalho e a harmonia: - é o esperado.
-Agora sim, mamãe,
- Que bom, filha!
- Sabe? agora vou descansar, que boa notícia!
- Sim, faça isso
- É que cansei de balançar os braços e não sair som nenhum,
Desse modo tudo se esclareceu. Eu fiquei, muitas vezes, parada e pensando de onde posso ter tirado aquela resposta que dei a minha filha como definição:
- Maestro é quem faz o som com as mãos.
Hoje, pensando bem, não há outra pessoa que, ao levantar as mãos para reger uma orquestra, tenha o dom de ouvi-la executar as músicas dos grandes mestres.
Abençoados sejam todos os maestros com suas mãos mágicas!
KATIA CHIAPPINI
miniconto
Minha filha Tatiana ouvia música comigo, desde bem pequena.
Aprendeu a tocar piano e só interrompeu seus estudos de música quando se tornou universitária. Conhecia os clássicos e interpretava alguma peças ao piano, as quais estudava com afinco.
Certo dia me perguntou, ao redor dos 8 anos de idade, sem que eu esperasse nada parecido:
- Mãe, o que é um maestro?
Eu respondi:
- Filha, maestro é quem faz som com as mãos.
Não reparei, ao falar, o absurdo da resposta e a abstração que havia feito. Mas Tati deixou passar e nem perguntou mais nada.
Só que passou a brincar de reger, com as mãos delicadas ,como tinha visto num programa de televisão que não mostrou uma orquestra e sim, em primeiro plano, a figura do maestro.
Tati ficava andando pela casa e lembrando do maestro .E seus bracinhos e mãos se balançavam pela casa: manhã, tarde e noite
Depois de algum tempo me perguntou:
- Como o maestro consegue isso?
- Treinando muito minha filha e todos os dias.
Respondi sem pensar na lógica infantil e Tati tinha feito uma cópia literal das palavras que ouvira.
E, assim Tati continuou a balançar as mãos pela casa.
Um certo dia tive uma intuição:
- Filha, preste a atenção
- O que foi, mãe?
- É sobre o maestro, filha!
- Sim, explique-se
- O maestro levanta as mãos e comanda o espetáculo até soar a última nota .Cada instrumento tem a hora de entrar. O maestro mostra a afinação e dá o comando e todos precisam acompanhar o trabalho e a harmonia: - é o esperado.
-Agora sim, mamãe,
- Que bom, filha!
- Sabe? agora vou descansar, que boa notícia!
- Sim, faça isso
- É que cansei de balançar os braços e não sair som nenhum,
Desse modo tudo se esclareceu. Eu fiquei, muitas vezes, parada e pensando de onde posso ter tirado aquela resposta que dei a minha filha como definição:
- Maestro é quem faz o som com as mãos.
Hoje, pensando bem, não há outra pessoa que, ao levantar as mãos para reger uma orquestra, tenha o dom de ouvi-la executar as músicas dos grandes mestres.
Abençoados sejam todos os maestros com suas mãos mágicas!
KATIA CHIAPPINI
sábado, 8 de fevereiro de 2014
O ESPETÁCULO DA NATUREZA!
O ESPETÁCULO DA NATUREZA
Um guarda-sol foi levado pelos ares Camisetas, óculos e bolsas levantaram voo. A retirada foi a pedida da hora. O vento precipitou vasos de flores para o chão. A areia em movimento cegava as pessoas e a ventania atrapalhava a volta à casa. De um momento para outro as ruas ficaram desertas. As pessoas corriam para se abrigar em lugares fechados. Era quase hora de almoço e, por esse motivo, os restaurantes lotaram. O movimento do vento nas palmeiras jogou parte de algumas delas em plena rua. Em poucos minutos as ruas ficaram desertas.
Quem voltava da praia com os filhos teve dificuldade de carregar todas aquelas tralhas que costumamos levar. Uma senhora atravessou a rua correndo para buscar seu chapéu voador e quase foi atropelada. Uma criança perdeu sua bola porque a deixou cair e o vento carregou para longe de nossa vista.
Só o céu continuava claro, sem nenhum sinal de tempestade. Um contraste muito interessante. Algumas telhas se desprenderam nos telhados.
Observei todo esse movimento pela fresta da porta de correr da sacada do apartamento . Recebi um vento forte no rosto e meu cabelo se embaraçou e alguns fios bateram em meus olhos.
Agora vislumbro uma faixas caindo nas calçadas com a inscrição: ''vende-se''. A erva do chimarrão esverdeou o chão e se perdeu da cuia que a continha.
Vi um saco de plástico saindo de uma janela, de um andar alto, voando pelo céu aberto e se recusando a cair no chão, como se acompanhasse o movimento do vento.
O jornal Zero-hora ainda estava na sacada, onde é jogado todas as manhãs, num saco plástico. Retirei-o, limpinho. Uma turma jovem passou fazendo algazarra num carro esporte, com o som a todo volume, já que não seria possível tomar banho de mar.
Alguns vizinhos desceram agora para resgatar algumas peças de roupa caídas do varal.
E quem volta da praia avisa aos outros da fúria do mar, da força do vento e aconselha que não se dirijam aos locais de banho.
O vento diminui de intensidade e tomara que não falte luz, pois percebo que temos que contar com a televisão para distrair as crianças, presas no apartamento.
Sigo observando a natureza, de minha sacada e me balanço na rede, agora.
O embalo da rede é o mesmo que balança meus sonhos e, de repente, fico nostálgica com minhas lembranças.
Então, canto baixinho uma canção de Fernando Mendes, interpretada por Dorival Caymmi que termina com os seguintes versos:
''Hoje estou sozinho e tu também
Triste me lembrando de meu bem
Vento diga por favor
Aonde se escondeu o meu amor ''
Chama-se : Prece ao vento.
Faço também uma prece pedindo ao homem que não destrua o planeta ou que não torne a vida na terra insustentável com sua cobiça e ambição desmedidas.
Porque em nome do lucro desmedido todos os valores caem por terra e o capital é o senhor absoluto.
Tenho a sensação de que o vento varreu a dignidade humana, com uma força bem maior do que aquela com a qual varreu algumas árvores da avenida onde moro.
KATIA CHIAPPINI
Um guarda-sol foi levado pelos ares Camisetas, óculos e bolsas levantaram voo. A retirada foi a pedida da hora. O vento precipitou vasos de flores para o chão. A areia em movimento cegava as pessoas e a ventania atrapalhava a volta à casa. De um momento para outro as ruas ficaram desertas. As pessoas corriam para se abrigar em lugares fechados. Era quase hora de almoço e, por esse motivo, os restaurantes lotaram. O movimento do vento nas palmeiras jogou parte de algumas delas em plena rua. Em poucos minutos as ruas ficaram desertas.
Quem voltava da praia com os filhos teve dificuldade de carregar todas aquelas tralhas que costumamos levar. Uma senhora atravessou a rua correndo para buscar seu chapéu voador e quase foi atropelada. Uma criança perdeu sua bola porque a deixou cair e o vento carregou para longe de nossa vista.
Só o céu continuava claro, sem nenhum sinal de tempestade. Um contraste muito interessante. Algumas telhas se desprenderam nos telhados.
Observei todo esse movimento pela fresta da porta de correr da sacada do apartamento . Recebi um vento forte no rosto e meu cabelo se embaraçou e alguns fios bateram em meus olhos.
Agora vislumbro uma faixas caindo nas calçadas com a inscrição: ''vende-se''. A erva do chimarrão esverdeou o chão e se perdeu da cuia que a continha.
Vi um saco de plástico saindo de uma janela, de um andar alto, voando pelo céu aberto e se recusando a cair no chão, como se acompanhasse o movimento do vento.
O jornal Zero-hora ainda estava na sacada, onde é jogado todas as manhãs, num saco plástico. Retirei-o, limpinho. Uma turma jovem passou fazendo algazarra num carro esporte, com o som a todo volume, já que não seria possível tomar banho de mar.
Alguns vizinhos desceram agora para resgatar algumas peças de roupa caídas do varal.
E quem volta da praia avisa aos outros da fúria do mar, da força do vento e aconselha que não se dirijam aos locais de banho.
O vento diminui de intensidade e tomara que não falte luz, pois percebo que temos que contar com a televisão para distrair as crianças, presas no apartamento.
Sigo observando a natureza, de minha sacada e me balanço na rede, agora.
O embalo da rede é o mesmo que balança meus sonhos e, de repente, fico nostálgica com minhas lembranças.
Então, canto baixinho uma canção de Fernando Mendes, interpretada por Dorival Caymmi que termina com os seguintes versos:
''Hoje estou sozinho e tu também
Triste me lembrando de meu bem
Vento diga por favor
Aonde se escondeu o meu amor ''
Chama-se : Prece ao vento.
Faço também uma prece pedindo ao homem que não destrua o planeta ou que não torne a vida na terra insustentável com sua cobiça e ambição desmedidas.
Porque em nome do lucro desmedido todos os valores caem por terra e o capital é o senhor absoluto.
Tenho a sensação de que o vento varreu a dignidade humana, com uma força bem maior do que aquela com a qual varreu algumas árvores da avenida onde moro.
KATIA CHIAPPINI
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A GELADEIRA!
A GELADEIRA ANTIGA!
Já se foi o tempo em que a casa paroquial da igreja católica aceitava qualquer tipo de doação. Hoje está seletiva: acredita que se modernizou.
Na praia de torres, onde me encontro, há uma igreja moderna , de linhas simples e interior despojado de grandes enfeites ou estátuas de santos .Percebe-se um moderno equipamento de som, montado ao lado do altar central e um violão apoiado na parede .
Os frequentadores se vestem bem e não se vê ninguém com aparência desleixada. Flores frescas adornam o altar.
Certa ocasião, fui falar com o assistente dos trabalhos paroquiais.
Expliquei que tinha uma geladeira da marca FRIGIDAIRE: uma relíquia, com a mesma potência no motor do que outra qualquer.
Disse-lhe que poderia disponibilizá-la para a casa paroquial.
Conversamos e o rapaz se mostrou interessado em retirá-la. Logo pediu meu endereço, nome e telefone para contato.
Mas tenho uma mania de explicar, seja qual for o assunto, os detalhes que nem seriam necessários. Então, comentei que a geladeira, por ser uma peça antiga, necessitava de um descongelamento manual e sistemático.
O assistente paroquial me agradeceu. Aproveitei para tomar conhecimento do horário das missas, rezei pedindo bênçãos para a família e uma saudável temporada de praia. Voltei para o apartamento e dei como cumprida a missão do dia. Ao sair ainda gritei:
- Ah! o prédio não tem elevador e mande dois homens para vencer os 40 degraus da escada, sim?
Então esperei um dia, dois ,três...nada do telefonema do padre!
Percebi que recusara minha oferta, sem se dar conta de que poderia, ao menos, estar ajudando algum de seus fiéis.
Comprei uma nova geladeira para o apartamento da praia mas conservei a antiga como auxiliar.
E pensei, muitas vezes, no gesto do padre que, provavelmente, aceitaria a geladeira se tivesse auto-degelo.
Enquanto aguardo que uma pessoa queira levá-la, fico utilizando seus serviços, aos finais de semana, quando filhos e netos despontam, algariados, vindos de Porto Alegre.
E quando minha Consul ''frost free''for insuficiente, caso cresça a família, talvez o padre a queira, se eu precisar trocá-la por outra maior.
No ano anterior eu havia disponibilizado uma cama de casal, com colchão de crina e lã e um estrado feito de ferro torcido, com alguns espaços entre um e outro ferro. Bem diferente de um estrado comum de madeira com reforço nas transversais.
O padre mandou retirar a cama, normalmente.
Mas será que ao ler o meu endereço, por ocasião da oferta da geladeira, se deu conta de que era a mesma pessoa que queria doar uma geladeira antiga?
Talvez o padre deva repetir em ato de contrição, 100 vezes, o seguinte:
- Senhor resgatai a minha humildade, amém!
KATIA CHIAPPINI
E-MAIL:katia_fachinello42@hotmail.com
Já se foi o tempo em que a casa paroquial da igreja católica aceitava qualquer tipo de doação. Hoje está seletiva: acredita que se modernizou.
Na praia de torres, onde me encontro, há uma igreja moderna , de linhas simples e interior despojado de grandes enfeites ou estátuas de santos .Percebe-se um moderno equipamento de som, montado ao lado do altar central e um violão apoiado na parede .
Os frequentadores se vestem bem e não se vê ninguém com aparência desleixada. Flores frescas adornam o altar.
Certa ocasião, fui falar com o assistente dos trabalhos paroquiais.
Expliquei que tinha uma geladeira da marca FRIGIDAIRE: uma relíquia, com a mesma potência no motor do que outra qualquer.
Disse-lhe que poderia disponibilizá-la para a casa paroquial.
Conversamos e o rapaz se mostrou interessado em retirá-la. Logo pediu meu endereço, nome e telefone para contato.
Mas tenho uma mania de explicar, seja qual for o assunto, os detalhes que nem seriam necessários. Então, comentei que a geladeira, por ser uma peça antiga, necessitava de um descongelamento manual e sistemático.
O assistente paroquial me agradeceu. Aproveitei para tomar conhecimento do horário das missas, rezei pedindo bênçãos para a família e uma saudável temporada de praia. Voltei para o apartamento e dei como cumprida a missão do dia. Ao sair ainda gritei:
- Ah! o prédio não tem elevador e mande dois homens para vencer os 40 degraus da escada, sim?
Então esperei um dia, dois ,três...nada do telefonema do padre!
Percebi que recusara minha oferta, sem se dar conta de que poderia, ao menos, estar ajudando algum de seus fiéis.
Comprei uma nova geladeira para o apartamento da praia mas conservei a antiga como auxiliar.
E pensei, muitas vezes, no gesto do padre que, provavelmente, aceitaria a geladeira se tivesse auto-degelo.
Enquanto aguardo que uma pessoa queira levá-la, fico utilizando seus serviços, aos finais de semana, quando filhos e netos despontam, algariados, vindos de Porto Alegre.
E quando minha Consul ''frost free''for insuficiente, caso cresça a família, talvez o padre a queira, se eu precisar trocá-la por outra maior.
No ano anterior eu havia disponibilizado uma cama de casal, com colchão de crina e lã e um estrado feito de ferro torcido, com alguns espaços entre um e outro ferro. Bem diferente de um estrado comum de madeira com reforço nas transversais.
O padre mandou retirar a cama, normalmente.
Mas será que ao ler o meu endereço, por ocasião da oferta da geladeira, se deu conta de que era a mesma pessoa que queria doar uma geladeira antiga?
Talvez o padre deva repetir em ato de contrição, 100 vezes, o seguinte:
- Senhor resgatai a minha humildade, amém!
KATIA CHIAPPINI
E-MAIL:katia_fachinello42@hotmail.com
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
HÁ ALGO MELHOR ?
HÁ ALGO MELHOR NA VIDA?
Quando vejo esses casais apaixonados a se deliciar, um no corpo do outro, penso nessa pergunta:
- Há algo melhor nessa vida?
Então, lembro-me de que temos alguns momentos tão especiais e significativos, que a esses se equiparam.
Vejamos:
- Assistir à formatura de um filho e vê-lo receber um troféu especial por ter sido escolhido ''o melhor amigo''
- Perceber um intenso brilho nos olhos de um pequenino, apenas de três aninhos, ao ver que seus pais, um pouco atrasados, acabam de entrar no recinto, para assisti-lo em sua apresentação de final de ano letivo.
- Assistir ao próprio parto e receber uma filha com peso de prematura, mas que após um mês de vida, conseguiu com o milagre das mamadas no peito, chegar ao peso ideal. E, por isso, receber os cumprimentos calorosos e o abraço do médico pediatra.
- Concentrar-se numa melodia ligada ao seu momento e ouvi-la com lágrimas no rosto a descerem sem rumo, inundando tudo.
- Receber um abraço e um beijo, do filho saudoso, ao voltar de uma breve viagem e ouvir dele:
- Mamãe ,eu estava com muita saudade de você porque a amo muito.
- Cuidar de sua mãe, acometida de uma doença degenerativa, por longos sete anos. E perceber, quase no final, um forte aperto de mão, quando não mais falava e nem conhecia pessoa alguma. E ver que fixou os olhos em você, tirando forças para sorrir, como se quisesse dizer:
- Obrigada, filha, sei que fez o melhor por mim.
- Conhecer um novo amor, mesmo pela internet, sentir a energia que transmitem as palavras deixadas e, com surpresa,ver que voltou, com mais decisão e vontade de assumir o relacionamento interrompido.
E, na melhor hora, frente frente, agora, viver esse momento a sós:
- Você está chegando?
- Quase, meu amor!
- Posso?
- Aguarde uns três minutos e vá falando comigo o que só você sabe.
- Sim, estou sussurrando coisas as seu ouvido.
- Estou pronta,venha que seremos um só vulto a vagar pelo mundo dos sonhos de amor.
Eis mais um ato de amor consumido e consumado...
Então volto a perguntar:
- Há algo melhor nessa vida?
Vou responder com as palavras de Cristo:
- Crescei e multiplicai-vos.
E complementando:
- Amai , uns aos outros, como eu vos amei.
Sei que Cristo pensou no amor universal e na procriação, como um fim, quando proferiu essas palavras.
Caso Ele não tenha pensado no prazer, vou afirmar para que ninguém duvide da veracidade de um simples ato, mas o mais brilhante. Vem um fogo que queima, uma energia que se traduz em paixão:
- Não há nada melhor do que o ato de amar e nada supera o prazer de se deixar amar pela pessoa a quem se ama.
É essa fome e essa sede de amor que movem o mundo, não só gerando vidas como provocando uma euforia que fascina, cria, constrói e dignifica o ser humano.
E, você, lembrou de algo melhor?
KATIA CHIAPPINI
Quando vejo esses casais apaixonados a se deliciar, um no corpo do outro, penso nessa pergunta:
- Há algo melhor nessa vida?
Então, lembro-me de que temos alguns momentos tão especiais e significativos, que a esses se equiparam.
Vejamos:
- Assistir à formatura de um filho e vê-lo receber um troféu especial por ter sido escolhido ''o melhor amigo''
- Perceber um intenso brilho nos olhos de um pequenino, apenas de três aninhos, ao ver que seus pais, um pouco atrasados, acabam de entrar no recinto, para assisti-lo em sua apresentação de final de ano letivo.
- Assistir ao próprio parto e receber uma filha com peso de prematura, mas que após um mês de vida, conseguiu com o milagre das mamadas no peito, chegar ao peso ideal. E, por isso, receber os cumprimentos calorosos e o abraço do médico pediatra.
- Concentrar-se numa melodia ligada ao seu momento e ouvi-la com lágrimas no rosto a descerem sem rumo, inundando tudo.
- Receber um abraço e um beijo, do filho saudoso, ao voltar de uma breve viagem e ouvir dele:
- Mamãe ,eu estava com muita saudade de você porque a amo muito.
- Cuidar de sua mãe, acometida de uma doença degenerativa, por longos sete anos. E perceber, quase no final, um forte aperto de mão, quando não mais falava e nem conhecia pessoa alguma. E ver que fixou os olhos em você, tirando forças para sorrir, como se quisesse dizer:
- Obrigada, filha, sei que fez o melhor por mim.
- Conhecer um novo amor, mesmo pela internet, sentir a energia que transmitem as palavras deixadas e, com surpresa,ver que voltou, com mais decisão e vontade de assumir o relacionamento interrompido.
E, na melhor hora, frente frente, agora, viver esse momento a sós:
- Você está chegando?
- Quase, meu amor!
- Posso?
- Aguarde uns três minutos e vá falando comigo o que só você sabe.
- Sim, estou sussurrando coisas as seu ouvido.
- Estou pronta,venha que seremos um só vulto a vagar pelo mundo dos sonhos de amor.
Eis mais um ato de amor consumido e consumado...
Então volto a perguntar:
- Há algo melhor nessa vida?
Vou responder com as palavras de Cristo:
- Crescei e multiplicai-vos.
E complementando:
- Amai , uns aos outros, como eu vos amei.
Sei que Cristo pensou no amor universal e na procriação, como um fim, quando proferiu essas palavras.
Caso Ele não tenha pensado no prazer, vou afirmar para que ninguém duvide da veracidade de um simples ato, mas o mais brilhante. Vem um fogo que queima, uma energia que se traduz em paixão:
- Não há nada melhor do que o ato de amar e nada supera o prazer de se deixar amar pela pessoa a quem se ama.
É essa fome e essa sede de amor que movem o mundo, não só gerando vidas como provocando uma euforia que fascina, cria, constrói e dignifica o ser humano.
E, você, lembrou de algo melhor?
KATIA CHIAPPINI
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
NÃO PERTURBE O MEU SONO!
NÃO PERTURBE O MEU SONO!
Karina, minha filha, é farmacêutica e dona de casa E ainda faz as voltas de carro com os filhos.
Estamos na praia de Torres e a algazarra faz parte das férias de verão. Filhos e netos circulam pelo apartamento e a agitação é contínua. Os netos menores querem suco, torradas, pão com doce de leite ou mel.
A rotina das crianças inclui o banhos de mar, brincadeira na praça, ida ao parque de diversões e passeio pelos pontos turísticos da cidade. A noite convida à tomar um sorvete, frequentar bons restaurantes, percorrer as bancas dos camelôs.
Minha filha Karina é responsável pela limpeza do apartamento e por manter, limpas e passadas a ferro, as roupas das crianças.
Mas com toda essa agitação, Karina aguarda o horário de se retirar para o quarto, quando aproveita para ler alguns capítulos de seu livro, antes de se deitar.
Certa manhã, ao acordar, Mariana, minha neta, foi ver em qual dos quartos sua mãe estava. Encontrou-a no quarto dos fundos, bem acomodada e tranquila.
Mariana entrou no quarto justamente no momento em que uma barata voava da cama de Karina para o chão. Levou um susto e pediu que a mãe saísse do quarto para que pudesse passar um spray de insetos, embaixo da cama.
- Karina, visivelmente contrariada perguntou:
- Mas filha, a barata já não pulou ?
- Sim, mãe, mas não conseguimos matá-la, porque se escondeu.
- Então está tudo bem, vou continuar a dormir e depois se vê isso.
E Mari, sem insistir, saiu do quarto impressionada e veio me falar:
- Vó, acredite se quiser, mas a mãe não quis sair do quarto e nem se levantou quando eu disse que tinha uma barata na cama dela.
- Sim, Mari, mas deixe a mãe dormir.
Expliquei que a prioridade de Karina era descansar e que tinha necessidade de sossego porque o seu dia era agitado.
E nem falei para minha neta que no mesmo quarto havia uma lagartixa de estimação que passeava pelas paredes do teto.
Karina prolongou seu sono e veio a acordar no meio da manhã.
Como diz o ditado: cada um sabe de si.
E o mundo continua sendo um mistério porque sabemos quase nada a respeito das pessoas, mesmo das que amamos.
E, afinal, nada justifica interromper o sono reparador, nem os sonhos preciosos que nos povoam a mente e as noites.
Segundo minha filha Karina, ninguém tem esse direito :nem uma barata voadora
KATIA CHIAPPINI
Karina, minha filha, é farmacêutica e dona de casa E ainda faz as voltas de carro com os filhos.
Estamos na praia de Torres e a algazarra faz parte das férias de verão. Filhos e netos circulam pelo apartamento e a agitação é contínua. Os netos menores querem suco, torradas, pão com doce de leite ou mel.
A rotina das crianças inclui o banhos de mar, brincadeira na praça, ida ao parque de diversões e passeio pelos pontos turísticos da cidade. A noite convida à tomar um sorvete, frequentar bons restaurantes, percorrer as bancas dos camelôs.
Minha filha Karina é responsável pela limpeza do apartamento e por manter, limpas e passadas a ferro, as roupas das crianças.
Mas com toda essa agitação, Karina aguarda o horário de se retirar para o quarto, quando aproveita para ler alguns capítulos de seu livro, antes de se deitar.
Certa manhã, ao acordar, Mariana, minha neta, foi ver em qual dos quartos sua mãe estava. Encontrou-a no quarto dos fundos, bem acomodada e tranquila.
Mariana entrou no quarto justamente no momento em que uma barata voava da cama de Karina para o chão. Levou um susto e pediu que a mãe saísse do quarto para que pudesse passar um spray de insetos, embaixo da cama.
- Karina, visivelmente contrariada perguntou:
- Mas filha, a barata já não pulou ?
- Sim, mãe, mas não conseguimos matá-la, porque se escondeu.
- Então está tudo bem, vou continuar a dormir e depois se vê isso.
E Mari, sem insistir, saiu do quarto impressionada e veio me falar:
- Vó, acredite se quiser, mas a mãe não quis sair do quarto e nem se levantou quando eu disse que tinha uma barata na cama dela.
- Sim, Mari, mas deixe a mãe dormir.
Expliquei que a prioridade de Karina era descansar e que tinha necessidade de sossego porque o seu dia era agitado.
E nem falei para minha neta que no mesmo quarto havia uma lagartixa de estimação que passeava pelas paredes do teto.
Karina prolongou seu sono e veio a acordar no meio da manhã.
Como diz o ditado: cada um sabe de si.
E o mundo continua sendo um mistério porque sabemos quase nada a respeito das pessoas, mesmo das que amamos.
E, afinal, nada justifica interromper o sono reparador, nem os sonhos preciosos que nos povoam a mente e as noites.
Segundo minha filha Karina, ninguém tem esse direito :nem uma barata voadora
KATIA CHIAPPINI
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