Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

sábado, 9 de agosto de 2014

FALANDO DE MÚSICA...

                    FALANDO DE MÚSICA!

                             MÚSICA NA IDADE MÉDIA:

O canto gregoriano, com o Papa Gregório Magno, no início do século7, foi um marco da música na idade medieval.
Tratava-se da música litúrgica que ornamentava as cerimônias religiosas. Ela servia aos ritos da Igreja e devia acompanhar a sobriedade que convida à meditação. Era pano de fundo para a palavra sagrada. O canto gregoriano era à'' capela', denominação que se dava para o canto coral, sem acompanhamento instrumental.
O texto era em latim, a mesma língua que era falada durante a realização da missa e demais cerimônias religiosas.
A música era entoada por todos os cantores, ao mesmo tempo.

                                OS TROVADORES:

Essa era a música profana, ainda pertencente aos salões da nobreza medieval. Data dos séculos 11 e 12 e também foi cultivada na Idade Média. São melodias de amor em outros idiomas de línguas vernáculas emergentes: francês, castelhano, galego.
Essa música dos trovadores era acompanhada por vários instrumentos e tinha um ritmo acentuado.

                                  RENASCIMENTO

Esse pertence aos séculos 15 e 16. Já não pertencia só ao clero.
Canções populares, poemas líricos, canto madrigal, e temas românticos foram executados no período.
Usava-se o órgão, o cravo, alaúde e instrumentos de corda.
No século 15 as formas musicais mais generalizadas foram o motete, a missa e Carol, uma peça sinfônica de contribuição espanhola.
Destaca-se nessa época o compositor Joaquim Pres ( 1440-1521 )
No século16, Giovanni Pierluigida Palestrina  ( 1525-1594 ) foi um expoente e se destacou pela austeridade e religiosidade em suas melodias Claudi Giovann Monteverdi ( 1567-1643 ) foi um compositor italiano considerado o pai da ópera e seu ''L'ORFEO'' foi a primeira ópera da história da música. Compôs outras óperas, madrigais e música sacra.

                                 PERÍODO BARROCO

Data de ( 1600-1750 )
Os compositores eram solicitados por autoridades eclesiásticas e pela nobreza. Existia o sistema de patrocínio, onde o patrono pagava. Mas escolhia que tipo de música o compositor devia compor. Isso limitou a criatividade e a liberdade de expressão na arte de compor.
A música instrumental tomou forma e importância tanto quanto a música vocal. Essa última poderia ser apresentada individualmente ou em corais. Temos Antônio Vivaldi (1678-1741 ) conhecido por sua composição ''As quatro estações''.
Outros compositores:
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Demenico Scarlatti (1685-1757)
Georg Frederic Handel ( 1685-1759)
Desses destacamos Bach que se notabilizou por tocar ,no cravo, músicas litúrgicas, além de compor Toccatas e Fugas.
Bach foi compositor, organista, maestro, cravista, professor, violinista e violista, oriundo do Sacro Império Romano- Germânico, atual Alemanha.
Compôs ''A Paixão Segundo São Mateus'', Toccata e fuga em Ré menor, Jesus Alegria dos Homens entre outras tantas composições e exercícios para desenvolver a agilidade e percepção.
Não foi reconhecido após sua morte até que Félix Mendelssohn no ano de 1829 regeu ''A Paixão Segundo São Mateus', em Berlim, e resgatou o nome e a importância de Bach, considerado um dos grandes gênios da música.

                           PERÍODO CLÁSSICO ( 1750-1820)

Esse período foi vivido em épocas de grandes mudanças.
A Revolução Francesa e as guerras napoleônicas mudaram a Europa O povo teve acesso à cultura e podia participar das manifestações artísticas. Desaparecia o período do patrocinador. Os concertos eram públicos e o povo precisava pagar para assisti-los.
A música do período clássico foi marcada pela simplicidade, pelo equilíbrio e não tendo em vista o emocional. Adquiriu outras formas, outras marcações e características.
Os clássicos foram escritos não para dançar mas para serem ouvidos. Era preciso aprender a desfrutar a música pelo prazer de ouvir a beleza do som. Proliferaram as salas de concertos e recitais.
Surgiram o concerto, a sinfonia e a sonata com formas diversificadas.
As sinfonias tinham o primeiro movimento rápido, o segundo lento e o terceiro também rápido.
Nesse período temos a destacar:
Joseph Haydn (1732-1809)
Wolfgan Amadeus Mozart ( 1756-1791)
Ludwig van Beethoven ( 1770-1827 )

MOZART- foi um compositor de talento insuperável e desde os 5 anos de idade se apresentava,ao piano, para a realeza européia. Sua habilidade ao teclado era prodigiosa .Compôs óperas tais como '' A Flauta Mágica'','' Requiem'','' Dom Giovanni'', ''Bodas de Fígaro'' e muitas outras.
Foi instrumentista, professor, maestro, compositor e trabalhou na Corte, como o compositor preferido da realeza. Tocava piano, viola, teclado, violino.
Sua obra é extensa e consta de canções, arranjos para danças, música de câmara, sinfonias, serenatas, sonatas.
Para piano destaco' Alla Turca'', Sonata em Dó Maior, 545, ''Pequena Serenata à Noite'', entre tantas outras.
Compôs missas e obras sacras.
Foi um expoente músico e junto a Bach e Beethoven está entre os maiores gênios de todos os tempos.

BEETHOVEN era compositor e foi acometido de surdez o que não o fez parar de compor, tal sua virtuose e talento. Compôs a ópera Fidélio de grande renome.
Sua obra consta de sinfonias, sonatas especialmente.
Podemos destacar a Sonata Patética ( três movimentos ), Sonata ao Luar, uma das mais expressivas, de rara beleza, e considerada uma das mais tristes peças musicais, podendo levar às lágrimas.
Temos a Nona Sinfonia, essa é a peça mais tocada pelas orquestras em concerto, no mundo todo. A Quinta Sinfonia, a Sinfonia Eróica, entre as de destaque, Ode à Alegria ( um trecho da Nona Sinfonia ).
Minueto em SolM, Adeus ao Piano e Für Elise ( Para ELISE) são outras composições de Beethoven, para piano. 
Beethoven compôs 12 trios para piano violino e violoncelo.
Para piano publicou 32 sonatas. Compôs 10 sonatas para piano e violino, além de músicas para danças, fantasias e canções.
Foi um dos grandes compositores da história da música.

                         PERÍODO ROMÂNTICO (1820-1920)

Nesse período os compositores expressaram sua personalidade nas composições e desenvolveram novas formas. Seguiu-se um grande movimento em prol da liberdade criativa. Surgiram obras de valor. Obras diversificadas, instrumentais e vocais, em grande número.
São desse período a maioria dos instrumentos da orquestra como os conhecemos nos dia s de hoje. Surgem novos instrumentos, novos teclados e o acréscimo de válvulas em instrumentos de metal.
As sinfonias românticas tomaram vulto e se multiplicaram, com maior duração e novos instrumentos na composição da orquestra.
Temos os noturnos, as baladas, estudos, improvisos: temas voltados para o povo por serem melodias curtas e fáceis de lembrar, ouvir e assimilar.
Os compositores românticos unem a música com a poesia e as óperas, mostrando temas humanos e não mais mitológicos, platônico ou simbólicos.
Dentro de uma tendência dita ''nacionalista,''foi incorporado um estilo mais popular e uma musica que pudesse abranger todos os públicos de uma maneira mais direta.
A ´Rússia foi líder desse movimento com Tchaikovsky, Borodin e Rimsky Korsakov.
Antônio Dvorak da Tchecoslováquia investiu em danças populares divulgando o seu país através de sua obra.
São dessa época: Franz Schubert, Johan Strauss, Richard Strauss, Liszt ( sonho de amor), Sergei Rachmaninov, Robert Schumann, Richard Wagner, Johannes Brahms, Giuseppe Verdi( Vá Piensero-da ópera de Nabuco  Hector Berlioz e Bedrich Smetana.
A música romântica atravessou fronteiras e se tornou universal tendo sido das mais divulgadas e com amplo acesso ao público.
As valsas de Strauss encantaram os salões de baile de reis e rainhas.
Tchaikovsky, com a Valsa das flores ( tema de balé), os noturnos de Chopin e as óperas de Verdi, Brahms, fazem parte da cultura de todos os povos.

                                   COMPOSITORES:

Franz Schubert ( 1793-1828)
Gioacchino Rossini ( 1752-1868 )
Félix Mendelssohn (1803-1868 )
Robert Schumann (1810-1856)
Franz Liszt (1811-1886)
Richard Wagner (1813-1883)
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Bedrich Smetana ( 1824-1884 )
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Johan Strauss (1825-1899)
Johnnes Brahms (1833-1897)
Tchaikovsky( 1840-1893)
Edvard Grieg (1843-1907)
Antonin Dvorák (1841-1904 )
Rimsky Korsakov ( 1844-1908)
Giacomo Puccini (1858-1924) 
Richard Strauss  (1864-1949)
Sergei Rachmaninov ( 1873-1943 )

                     MÚSICA MODERNA CONTEMPORÂNEA

Bartok( 1881-1945)
Igor Stravinsky ( 1882-1971)
Sergei Prokofiev (1891-1953)
Georg GERSHWIN (1898-1937)

                                    IMPRESSIONISMO

Divide-se a música romântica sem padrões definidos.
A melodia tem forma dispersa, se repetindo, mudando a intensidade do som ou o número de instrumentos na orquestra.
Claude Debussy ( 1862-1918)
Mauric Ravel (1875- 1937 ) ''Bolero de Ravel', a música mais conhecida e uma das mais executadas mundialmente.'

                                    NEO-CLASSICISMO

Estilo semelhante ao ao do período clássico, modernizando o som dos instrumentos e o estilo,mas seguindo os ideais dos padrões clássicos em seu formato original: Igor Stravinsky, Dimitri Schostakovich e Aram Khachaturian

                                     MÚSICA ATONAL

Possui um ritmo irregular e imprevisível.
Foi desenvolvida por Arnol Schoenberg e utilizada com uma escala cromática de 12 notas.

                                    PENSAMENTOS:
A música é a revolução superior e toda a sabedoria e filosofia- Beethoven.

Onde há música não ´pode haver maldade
Miguel de Cervantes

Alivia todas as tuas mágoas com vinho e música
Horácio

Sem música a voda seria um erro
Victor Hugo

A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende
William Schakespeare
  
-Um texto traduzido do original, em inglês, pelo Google.
Dados retirados de uma pesquisa feita por Miguel - Minas Gerais - Brasil.
-Anotações pessoais feitas  em cursos de extensão universitária.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


                         KATIA CHIAPPINI


A música é o alongamento da alma; o prolongamento da melhor hora;a antítese do sofrimento e, tal qual precioso néctar, é da vida o alimento.                                              katia

A música está para mim como as penas para a asa do pássaro; como a chuva para o plantio; como o luar para o sertão.                                 katia                    












sexta-feira, 8 de agosto de 2014

VEM!

                                 VEM!

                                  Vem! não te tornes invisível
                                  Olha os pássaros e as flores
                                  Da natureza indescritível
                                  Vem pincelar tantas cores

                                  Olha para o sol e as estrelas
                                  Ou para a figueira frondosa
                                  Deus as criou-como não vê-las-
                                  E perfumou o cravo e a rosa

                                   Mergulha os pés na cachoeira
                                   Vem correr pela campina
                                   Descer de carrinho a ladeira
                                   Subir no alto da colina

                                   Estou madura mas com fervor
                                   Em meus devaneios te vejo
                                   Se ainda guardo o frescor
                                    É porque espero um beijo

                                    Vem e não demores mais
                                    Milhões de luas se passaram
                                    Eu te vejo à beira do cais
                                    Onde meus sonhos moraram

                                    Não te permitas ser ausente
                                    Nem deixar de velejar
                                    Içar as velas no presente
                                    É à vida não se negar

                                     Vou me esconder na gruta
                                     Da Senhora Aparecida
                                     De lá o mar se escuta
                                     E se percebe mais vida

                                      Ou me bronzear na areia
                                      Fazer das conchas um colar
                                      Ouvir o canto da sereia
                                      Procurar por teu verde olhar.
                  

                                     KATIA CHIAPPINI
                       e-mail:katia_fachinello42@hotmail.com

                       PENSAMENTO:

                      Ao escrever poesia descortinamos saudade!
                                                                         katia
               

                                                                                                             






quinta-feira, 7 de agosto de 2014

LABIRINTO!

  
                           LABIRINTO!

                                  O que pode ser?

                                Talismã e imã?
                                Sina e louvor?
                                Carma e dor?
                                Destino e clamor?
                                Anjo e fervor?
                                Hino e senhor?
                                Brilho e dor?
                                Troféu e valor?
                                Salmo e mentor?
                                Farol e calor?
                                Suporte e suor?
                               Amuleto? e  se for?

         São labirintos ou disfarces para definir o ''AMOR''.

                               ( E dedico ao velejador )


                                   KATIA CHIAPPINI



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LIMITES

                                 LIMITES

A falta de limites está gerando uma onda de problemas sérios comportamentais. Essa é responsável por tornar uma criança confusa e a ansiedade se torna visível. Os pais dão ordens contrárias na frente da criança, de modo que, com o tempo, um deles é o vilão e o outro, o bonzinho.
Limite é uma formação que precisa vir do berço, é constante, gradativa e indispensável para que se possa viver em sociedade.
A falta de limites inicia no lar, se estende pela escola e vem refletir no grupo social. Os instintos à mostra levam ao surto psicótico que pode terminar em homicídio. 
Os maus hábitos como a ingestão de bebidas com álcool e o uso de drogas pesadas, acabam ocasionando acidentes nas estradas, seguidos de morte.
E presenciamos o desmoronamento dos bons hábitos e costumes.
Uma recente pesquisa nos diz que oitenta por cento dos egressos de instituições de tratamento aos drogados, não consegue se curar do vício. E voltam para se internar inúmeras vezes. As instituições, por si só, não bastam para erradicar o mal. É preciso que haja uma política pública voltada para o drogado com o intuito de recuperá-lo para a sociedade. Uma política voltada para manutenção, exigindo um trabalho honesto, um acompanhamento feito por assistentes sociais e psicólogos, determinando modos de proceder, advertências.
Como permitir que voltem ao mesmo grupo social que os levou ao vício?
E esses jovens, sem controle, vão acabar nas prisões, muitas vezes, sofrendo a dominação de outros presos que os enforcam, quando não são responsáveis por induzi-los ao suicídio. 
Em nível internacional temos as operações de guerra e matanças em massa que não respeitam nem as crianças.
Basta acompanhar Israel e Palestina ( faixa de gaza), Egito, Jordânia e os conflitos. Entre os 1800 palestinos mortos estão 430 crianças e 200 mulheres.
Quem sabe a retirada das tropas israelenses de Gaza possa trazer uma esperança de negociação, durante esse período de trégua, de 72 horas, que está sendo proposto. Mas é difícil de acreditar.
Temos Síria Rússia, Ucrânia, Líbia, Africa e outros países em constantes conflitos.Atualmente, Estados Unidos estão em guerra contra os insurgentes do Iraque. E até o papa Francisco tem se manifestado para que se consiga estabelecer um diálogo definitivo que ponha fim a tantas guerras que devastam territórios e matam, sem poupar os inocentes. E povos se descobrem sem moradia, sem terra, sem nada.
E parece que as organizações, tais como O.M.S; O.N.U; UNICEF, não estão cumprindo com sua missão e se empenhando em reunir a cúpula para estabelecer medidas eficazes.
Percebe-se uma euforia lamentável de atitudes insanas e os regramentos estão sem medida.
Em meu Estado: Rio Grande do Sul, Brasil, tivemos ,recentemente, dois fatos que poderiam ser evitados se a consciência dos limites e da responsabilidade falassem mais alto.
Um pai não chamou a atenção de seu filho que corria por fora, mas perto da jaula de um tigre  e o animal arrancou seu braço que acabou sendo amputado.
Outro homem, em alta velocidade, perdeu o controle do carro ao tentar  a ultrapassagem, em plena ponte. Caiu na água e matou toda família porque ninguém conseguiu sair do carro e todos morreram afogados.
Essas fatalidades são o ápice da falta de limites.
E temos a questão do desenvolvimento da tecnologia virtual que amplia a sensação de poder do indivíduo. É uma terra de todos e de ninguém, porque o anonimato provoca atitudes descoordenadas, imprevisíveis.  E estão, a todo momento, ameaçando a sociedade.
É a era da banalização dos atos do homem. Mas o mal não está no advento da tecnologia e sim no modo de usá-la.
Parece que estamos confundindo o mundo virtual com o real e se dá a perda de identidade.
Cada um de nós está mais preocupado com seus eletrônicos do que em conviver socialmente, conversar, fazer uma caminhada, tomar um banho de mar.
Talvez a raça humana esteja precisando de um ponto de ruptura que possa estancar essa permissividade.
Estamos vendo a falta de hierarquia, de disciplina, em todas as esferas e, principalmente, no que tange aos órgãos públicos.
Apesar do homem atingir picos inimagináveis com sua inteligência, estamos sendo dominados por um poder sem cérebro, que faz muito tempo, se descuidou da racionalidade.
E estamos sendo filmados e monitorados em todo lugar. Podemos dizer que nos sentimos numa prisão . E nela temos que permanecer, porque soltos estão os ladrões, assaltantes, assassinos e psicopatas de toda ordem, como uma ameaça constante a nossa segurança.
E pensar que tudo isso iniciou com a falta de limites no lar.
Mas, não seremos nós os julgadores. Percebemos que o pai e a mãe necessitam trazer o alimento para casa e descuidam da educação de seus filhos, porque chegam cansados e com vontade de se atirar num sofá, ver televisão, tomar um banho, lanchar e se deitar.
Nesse contexto não há lugar para ouvir do filho como foi seu dia na escola, quais as dificuldades em relação às disciplinas, que materiais devem ser comprados para as aulas de arte, quando vem o boletim.
E as babás muitas vezes deseducam quando não batem nas crianças. E as escolinhas infantis ficam com essa missão de dar as primeiras orientações e as noções de civilidade.
As vezes me vejo pensando em Jesus Cristo pregado na cruz.
Provavelmente, nem quer soltar seus braços, nem quer abraçar um povo insano que não o reconheceu.
E nem quer libertar seus pés,  porque não iria caminhar ao lado de homens desvairados e devassos, tão diferentes daqueles que deveriam ter seguido seus ensinamentos.
E amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, palavras do Pai, já não são ouvidas e constam na Bíblia Sagrada só porque lá permanecem escritas. Mas as palavras bíblicas são tratadas como se fossem fábulas ou lendas, ou ''causos'' como diria o gaúcho de minha terra, ao sul do Rio Grande do Sul.

                                  KATIA CHIAPPINI 


                                          -e-mail: katia_fachinello42@hotmail.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

DESDE SEMPRE!

 
                          DESDE SEMPRE!
 
                             ( Ela pergunta e ele responde )

- Sabe quando me amou?
- Desde sempre- sim-
- Nunca disso duvidou?
- Só você o fez- de mim-

- Como aconteceu isso?
- Explicar mesmo- não sei- 
- Será que foi um feitiço?
- Eu não o encomendei

- Onde isso estava escrito?
- Nas leis invisíveis do amor
- Também estava no infinito?
- Quem sabe? seja onde for

- Sabe que agora renasci?
- Folgo muito em saber
- Quer então ficar aqui?
- Se esse for o seu querer

- Vamos experimentar?
- Tenho seu endereço
- E se alguém se magoar?
- Temos que pagar o preço

- Você tem essa certeza?
- Vivo desse meu sonho
-  E quer me ver na tristeza? 
- Sim, ali com você me ponho

- Não é só  empolgação?
- É o que lhe parece
- Sente forte emoção?
- Só ela vem e me aquece

- É, quem sabe, intuição?
- Ou simples telepatia
- Qual é essa sensação?
- De prazer e euforia

- E se eu sofrer demais?
- Sofreremos juntos
- Vai ouvir meus ''ais''?
- Farei deles meu assunto

- Será esse nosso destino?
- Ou destino ou missão
- Quer ser meu menino? 
- De fato e de coração

                                    KATIA CHIAPPINI 











A LÁGRIMA

                            LÁGRIMA

A lágrima engana
Choramos sorrindo
Esconde a dor insana
E o lamento infindo

Lágrima é um pedido
Um chamado na certa
O choro vem sentido
E  a tristeza está alerta

A lágrima é incontida
No olhar já marejado
É um andar sem guarida
É caldo derramado

Há o choro que conforta
Alivia qualquer emoção
Outro bate em minha porta
Mas de mim não abro mão

Se chorarmos baixinho
Ninguém vê nem sabe
Deitamos em nosso ninho
Até que a lágrima acabe

Os anjos choram por nós
A chuva chora na terra
A lágrima embarga a voz
E não a queira na guerra

Choramos de felicidade
Quando temos os filhos
É o momento de saudade
É a lágrima com brilho

O filho ofereceu uma rosa
É a segunda lágrima certeira
A filha dançou formosa
Trouxe a lágrima primeira

                                 KATIA CHIAPPINI



domingo, 3 de agosto de 2014

O BEIJA-MÃO!




                            O BEIJA-MÃO!

Em épocas idas o beijo na mão era um gesto usual de delicadeza ou revelador da importância de um vulto da nobreza ou do clérigo.
As famílias mais antigas ensinavam a beijar a mão do pai, ao deitar, pedindo a bênção. O padrinho de meu filho tinha o hábito de oferecer a mão estendida, esperando ouvir:''bênção, padrinho'', junto ao beijo na mão.
Beijar a mão podia se revelar um gesto de ternura ao se despedir da amada e, antes de tudo, era um gesto de respeito.
Ao entrar no elevador, ainda hoje, um senhor mais maduro, um verdadeiro cavalheiro, costuma tirar o chapéu ao ver as damas. E esse é outro gesto que vem de tempos idos e hoje menos comum.
Mas o que vou relatar agora é a história de um beijo na mão especial.
Lúcia, minha amiga, precisava vender um sofá. Procurou estabelecimentos que trabalhavam com compra e venda de móveis usados.
Telefonou , por diversas vezes, para uma casa da qual tivera uma boa recomendação. Mas o entregador não tinha conseguido marcar um horário para atendê-la. Havia apenas um funcionário para esse serviço e seu itinerário diário era sacrificado.Lúcia percebeu que para chegar em seu endereço ele teria que fazer um roteiro longo para fazer o trajeto do estabelecimento até sua casa.
Tanto ligou, que em determinado dia, ao entrar em contato, mais uma vez, observou que o caminhão estava próximo de seu endereço.
Então sugeriu ao funcionário que aproveitasse o roteiro e a atendesse, na sequência.
Chovia muito e o homem falou:
- Senhora, estou exausto, sem alimento, com a roupa molhada e louco para chegar em casa para tomar meu café.  
- Mas vou lhe dar uma alternativa.
- Qual?
- O senhor vem retirar o sofá e eu lhe preparo um café.
- Sim, obrigada, aceito.
E assim, foi só aguardar o funcionário que , finalmente, esse bateu à porta da cada de Lúcia.
Ele chegou,  foi logo olhando para o sofá e falou:
- Posso lhe oferecer uns cinquenta reais?
- Eu queria lhe pedir, no mínimo, cem reais, porque o sofá sempre esteve protegido por uma capa e se encontra em estado de novo.
- E por que quer se desfazer dele?
- Porque veio de uma casa, com ampla sala, e aqui no apartamento ocupa quase todo o espaço útil.
O homem observou ao redor e se deparou com uma mesa farta, com todos os ingredientes sobre a mesa: pão, frios, mel, manteiga e um bolo de cenoura. Foi convidado para se sentar..
Enquanto tomava seu lugar à mesa falou:
- Cento e cinquenta reais está bom para a senhora?
- Sim, acho um preço justo.
O funcionário ficou conversando  e se alimentando e o fez com gosto. Lúcia percebeu que ele conversava muito e contava fatos de sua vida sofrida, com descontração.
Ela lhe deu a devida atenção e ouviu seu desabafo.
Ao final, depois de acondicionar o sofá para removê-lo, preguntou:
- Posso beijar sua mão?
E, antes que Lúcia respondesse, fez uma flexão e pousou os lábios em sua mão comentando com surpresa e emoção:
- Durante os meus 35 anos trabalhando em entregas nunca ninguém me perguntou se eu aceitaria uma xícara de café. 
Lúcia sorriu satisfeita enquanto fazia uma ligação para combinar a entrega do sofá novo que comprara.

                                    KATIA CHIAPPINI