Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

quarta-feira, 30 de março de 2022

ORAÇÃO

ORAÇÃO


 VAMOS ORAR MAIS...

Há pessoas queridas precisando de orações!
Sempre é tempo de louvor a Deus
Há crianças e idosos suplicando por nossa atenção!
Há fartura para uns e falta para outros
Há necessidade de olhar para os lados e criar laços humanitários para amenizar o sofrimento que aniquila e ceifa vidas.
Há instituições empenhadas em acolher os necessitados, como também as nossas doações.
Há guerras no planeta, vulcões em explosão, matança em massa, prepotência que domina e dissemina o mal.
Vamos rezar mais e fazer da oração um hábito diário para irmanar e fortalecer a fé, a esperança e a caridade.
Vamos ajoelhar, nos templos e em nossos lares e pedir perdão pelas nossas falhas. E vamos perdoar quem nos procurou para implorar misericórdia.
Vamos orar mais....
As pessoas que nos cercam com tanto carinho, estão suplicando um olhar, uma palavra, e principalmente um gesto de cumplicidade e empatia.
Vamos elevar nosso espírito e abraçar todos os irmãos em Cristo.
Há pessoas esperando um pouco de conforto e auxílio, e bem perto de nós. Deus seja louvado!
Kátia Chiappini
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Nelly de Almeida, Célia Tuler e outras 10 pessoas
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CONFUSA

CONFUSA


 Ontem brincava em paz.

Hoje estou confusa.
Ontem brincava de vestir bonecas, de dar mamadeira, de embalar no berço
Ontem brincava de jogar 5 Marias, de ioiô, de pular corda, de saltitar na calçada, onde desenhava o jogo da amarelinha.
Brincava de andar de patinete e de carrinho de mão.
Ontem brincava de fazer tranças e colocar fitas no cabelo.
Ontem brincava na praça de esportes e dava miolo de pão aos passarinhos e milho para as pombas saltitantes.
Ontem brincava de pega-ladrao, de esconder, de cirandinha, de passar anel e de telefone sem fio.
Brincava de jogar peteca e de rodopiar o pião.
E havia as brincadeiras de bola que reuniam os times de futebol ou de volei, entre outros jogos, na vizinhança.
Ontem brincava de casinha de boneca e montava todos os cômodos, ajeitando o mobiliário de plástico.
Ou montava o "ferrorama" para brincar com meu pai.
Ontem brincava de contar histórias para meus pais e irmãos. E ouvia as histórias de aventuras, os contos de fadas, fabulas e lendas quando me acomodava para dormir.
Ontem fazia uma oração com meus pais ao me deitar e antes das refeições.
Hoje vou visitar as amigas e me deparo com os brinquedos eletrônicos espalhados por todos os cômodos.
As famílias nem conversam mais porque precisam avançar nas fases dos jogos.
As crianças bem pequenas já estão no celular porque assim não perturbam o sossego dos adultos.
Os adolescentes invadem as telas do computador sem limites. E se expõem aos riscos que se multiplicam, aos golpes de toda ordem, aos internautas de caráter duvidoso.
E deixam de estudar, de terminar seus deveres, pois estão sozinhos em casa, por muitas horas.
Os pais esquecem de verificar as notas obtidas em cada mês e depois se surpreendem com a repetência do filho.
A tecnologia veio para auxiliar a civilização, para trazer avanços em todas as áreas do conhecimento.
Ela não é culpada pelo mau uso.
Ainda consigo jogar Banco Imobiliário com os netos, ou interagir nas palavras cruzadas. Consigo montar quebra-cabeças ou jogar pega vareta.
Mas se não tivessem uma orientação adequada poderiam estar com o desempenho escolar prejudicado.
Percebo que os eletrônicos isolam o adolescente no quarto por horas a fio.
Prejudicam a sociabilidade e possibilitam a permanência do egocentrismo.
Quem sabe, os pedagogos e psicólogos descobrem um modo de voltar no tempo, no sentido de um chamamento para melhor aproveitamento do mesmp e para a percepção de condutas nocivas à formação da personalidade.
Se o ser humano evolui para involuir , na prática, algo está fugindo do controle.
A agressividade está tomando proporções descabidas, nunca imaginadas, porque não precisa mais haver um motivo para matar. Esses horrores estão virando lugar comum.
Não há um único culpado.
O mundo adoeceu E a era das pragas está tomando conta dos hábitos e costumes, antes ensinados.
O materialismo está contaminando o planeta e minando a espiritualidade, o respeito à cidadania e a essência que nosso interior deveria preservar.
No meio desse moinho assustador estamos nós, ainda acreditando nos homens de boa vontade.
E o que seria de nós se não vivêssemos de nossa fé e esperança?
Que Deus tenha piedade da civilização ora sombria e mergulhada em águas turvas.
Kátia Chiappini
Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto
Adélia Einsfeldt, Aura Burlamaque e outras 17 pessoas
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MAMÃE E EU

MÃE E EU

Mamãe! o que você diria?
Se eu dissesse que sinto sua falta em meus dias
Se confessasse que eu poderia ter sido mais presente
Se entendesse a razão de seus conselhos porque tive meus filhos
Se tivesse dito que a admiro porque ainda é parte de meus dias
Se a convidasse para um passeio no parque para ouvir suas lembranças da casa paterna
Se agradecesse pelo café da tarde levado ao meu local de estudos
Se ainda lembrasse dos cuidados especiais enquanto eu estive febril
Se agradecesse, mais uma vez, pela beleza das rosas que me enviou em minha primeira apresentação de piano
E pela taça de champanhe por ocasião de minha formatura
E pela mesa posta para a ceia de Natal em grande estilo
Se eu confirmasse que valorizei cada gesto de dedicação e especial zelo
Se falasse que apesar de uma educação formal suas ações eram mais importantes do que abraços e e beijos que desejei receber
Se eu comentasse que meus filhos souberam louvar sua honestidade, sua palavra sincera e seu envolvimento nas dificuldades
E se eu complementasse dizendo um muito obrigada pelo apoio financeiro derivado de suas economias em prol das nossas necessidades extras.
Mamãe, o que você diria?
Mamãe, nada precisa dizer que não me tenha dito com seu exemplo de vida
Mas, eu diria que minha
gratidão
é eterna
E que meu amor filial é imensurável.
Kátia Chiappini
Na foto: mamãe e eu.
Pode ser uma imagem de pessoa, criança e em pé
Adélia Einsfeldt, Aura Burlamaque e outras 32 pessoas
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