A PRODUTIVIDADE & HUMANIDADE
PRODUTIVIDADE E HUMANIDADE
Produzir mais e mais com metas rígidas semanais parece ser um fato. Mas há alguns estudos que mostram que não se pode só exigir tanto e descuidar do espírito humanitário que nos ensina a respeitar os limites do bom senso.Vamos nos referir a empresas que se ocupam com a alimentação mas em sentido figurado, todo o empresário pode tomar para si essas normas.
As empresas multinacionais de grande porte podem seguir três linhas de ação : Slow Food (com vagar ) ); o Fast Food ( com pressa) e o Do it Now ( faça já ).Vou me ater aos dois primeiros nessa explanação. Mas o sentido de Do it now (faça já ), quer dizer não deixar para o amanhã, fazer logo e não demonstrar preguiça, não desagregar. Na atualidade o procedimento Slow Food ( com vagar ) parece tomar a iniciativa. Tratam-se de pratos mais artesanais, preparados com calma, com cuidado no tempero e respeitando o tempo necessário para que se faça uma boa refeição. Preocupam-se com a qualidade, produtividade e perfeição, desde que atentos aos detalhes para tornar menos estressante as tarefas a cumprir. O sentido é retomar os valores, tais quais, os que se referem ao aconchego familiar e ao lazer junto aos amigos. É preciso haver tempo para o convívio, para criar e fortalecer os laços afetivos. Trata-de de um movimento internacional feito pelos amantes da gastronomia e pela volta da qualidade e do prazer na alimentação.
Quando o funcionário é considerado antes como ser humano tendo suas necessidades primordiais atendidas, torna-se menos atrelado, menos pressionado, passando a se ver como um ser individual e não massificado, não apenas contabilizado.
Uma cena do filme perfume de mulher ilustra o que estamos querendo salientar :
-Vamos dançar ?
-Não posso ,espero meu noivo.
Venha, é num momento que se vive a vida.
E ambos deslizaram pelo salão levados pelos passos do tango e pela magia dos acordes vibrantes.
E isso, independente do fato de saber que não iriam se ver mais.
O cavalheiro agradece e despede-se da moça e leva dela o perfume que será a ponte e a fonte do encantamento desse instante único e não premeditado.
Um exemplo de Fast Food ( com pressa ) se percebe nas empresas Mac Donnal'd, uma cadeia internacional de alimentação.Pelo próprio nome, percebe-se que se trata de um atendimento rápido visando a satisfação do cliente e uma produtividade baseada em metas a cumprir. Os pratos estão praticamente prontos para servir. São os sanduíches, pizzas, pastéis, batata frita e toda sorte de salgadinhos.
Em Londres, próximo ao Big Band, uma funcionária do Mac Donnal'd, queimou a mão na chapa quente porque o tempo de atendimento a cumprir era cronometrado e deixava as atendentes ansiosas, com os nervos à flor da pele. Não demorou muito para que fosse premiada com uma placa de bronze com a frase salientando seu empenho e dizendo ser a melhor funcionária do mês. Ao saber do fato me veio a ideia de que se tratasse de uma estratégia, uma compensação. Esse tipo de procedimento tirou a alegria da moça que fora aperfeiçoar seu Inglês, e assim o fez, pagando seus estudos com o dinheiro do próprio trabalho. O sacrifício tornou-se elevado a uma potência tal que a moça não teve tempo de conversar e conhecer novas pessoas, tomar um aperitivo, assistir a uma peça teatral. A preocupação em cumprir metas , a qualquer custo, para que não a dispensassem, se tornou impactante e prejudicial à saúde emocional.
Isso, sem falar nos trabalhos básicos, domésticos, para manter em dia o apartamento alugado. Era de uma italiana exigente e presente para verificar se tudo estava de acordo com o contratado. O único dia feliz em seis longos meses foi quando o sol apareceu, muitíssimo raro em Londres, e a moça não resistiu, alugou uma bicicleta e passeou, toda a tarde, se deliciando com a natureza, com o banco da praça e com os idosos com quem conversou para que fazê-los sorrir. E, numa época em que já as cartas eram raras, pelo advento do computador, ela as escrevia, quase todos os dias, antes de deitar. Deixava registrado no papel, um pouco de seu desabafo e sabia que a família iria confortá-la.
Então, não é suficiente propiciar uma hora de alongamento antes do expediente, nem uns minutos de descanso, após o almoço, nas cadeiras confortáveis, colocadas numa sala ambiente.
Falamos de espírito humanitário, de empatia, de uma filosofia preocupada com o individual antes do coletivo.Porque o coletivo será o primeiro beneficiado se o indivíduo merecer atenção, consideração e respeito. E,se toda a empresa puder se transformar numa família, onde a competição e o jogo de interesses não privilegiem os apaniguados e sim, os mais capazes, aí sim, quem sabe, os índices de violência serão bem menores.
Estamos só engatinhando e muito há para ser feito.Mas precisamos cuidar melhor do ser humano enquanto humano e não exigir uma performance de super-herói, lendário e fictício.
Quanto menos atenção dedicarmos aos cidadãos que produzem e pagam seus impostos, mais perdidos os tornaremos. E os instintos selvagens, a grosseria gratuita, a permissividade e toda alteração de conduta irão se transformar em sucumbência total dos valores que permeiam uma civilização que se julga madura e que se diz em busca da tão esperada evolução.
E quantas pessoas no mundo não estão na mesma situação, quando reivindicam seus direitos e ouvem constantemente as frases ?
-É pegar ou largar. Ou :
-Manda quem pode e obedece quem precisa.Ou:
-A porta é a serventia da casa.
Prefiro acreditar num outro ditado popular que nos traz um pequeno fragmento de esperança e um novo núcleo ,numa pequena célula:
-Devagar e sempre se vai ao longe.
Ou como diria meu pai de origem italiana :
-Piano piano se va lontano
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
MATURIDADE !
A PRIMAVERA DAS DAMAS
A primavera das damas
Agrega essas flores belas
É hora do almoço que chama
Está esperando todas elas
Parece que vai cantar
Levantou-se da cadeira
Mas vai só circular
Vai pela vez primeira
Cantar é a proposição
A terceira idade se reúne
Remonta a uma ocasião
Dos bailes e do perfume
As jovens eram vistas
Recatadas e bem vestidas
Os rapazes iam para a pista
Procurar a sua escolhida
Mas hoje ainda é possível
Reunir a maturidade
Todos em alto nível
Também deixarão saudade
Há vozes afinadas
Que dão o seu recado
Há damas perfiladas
Ensaiando algum bailado
Uns recitam poemas
Outros dizem mensagens
Valem todos os temas
Venham com sua bagagem
O almoço é a pedida
A reunião se prolonga
A terceira idade unida
Sente que a alegria alonga
Quando dobram a esquina
Deixam suas mágoas em casa
Brincam como meninas
Cavalheiros arrastam a asa
Para os animadores um viva
Atentos fazem a ponte
Tem Elvis, tem Túlio Piva
Fafá de Belém, Marisa Monte
A maturidade está na moda
São rosas e cravos faceiros
Que pulam e brincam de roda
Que se divertem por inteiro
O grupo iniciou num almoço
Há vinte anos ou pouco mais
Conserva o mesmo alvoroço
E revela a felicidade que apraz
Vovós, vovôs e titios
Escutem o meu aviso
Caia chuva ou faça frio
Venham trazer seu sorriso
Deus quero seguir e me entenda
Todas as primaveras formosas
Que venham todas as prendas
Como as flores mais preciosas
E que os encontros a fluir
Sejam horas deliciosas
Pra novas amizades permitir
Entre petiscos e prosas
KATIA CHIAPPINI
A maturidade é a grande oportunidade de polir a alma, é a época de procurar a própria felicidade, atenuar sua impaciência, cultivar a família, as suas amizades e, na primavera, respirar amores.
A primavera das damas
Agrega essas flores belas
É hora do almoço que chama
Está esperando todas elas
Parece que vai cantar
Levantou-se da cadeira
Mas vai só circular
Vai pela vez primeira
Cantar é a proposição
A terceira idade se reúne
Remonta a uma ocasião
Dos bailes e do perfume
As jovens eram vistas
Recatadas e bem vestidas
Os rapazes iam para a pista
Procurar a sua escolhida
Mas hoje ainda é possível
Reunir a maturidade
Todos em alto nível
Também deixarão saudade
Há vozes afinadas
Que dão o seu recado
Há damas perfiladas
Ensaiando algum bailado
Uns recitam poemas
Outros dizem mensagens
Valem todos os temas
Venham com sua bagagem
O almoço é a pedida
A reunião se prolonga
A terceira idade unida
Sente que a alegria alonga
Quando dobram a esquina
Deixam suas mágoas em casa
Brincam como meninas
Cavalheiros arrastam a asa
Para os animadores um viva
Atentos fazem a ponte
Tem Elvis, tem Túlio Piva
Fafá de Belém, Marisa Monte
A maturidade está na moda
São rosas e cravos faceiros
Que pulam e brincam de roda
Que se divertem por inteiro
O grupo iniciou num almoço
Há vinte anos ou pouco mais
Conserva o mesmo alvoroço
E revela a felicidade que apraz
Vovós, vovôs e titios
Escutem o meu aviso
Caia chuva ou faça frio
Venham trazer seu sorriso
Deus quero seguir e me entenda
Todas as primaveras formosas
Que venham todas as prendas
Como as flores mais preciosas
E que os encontros a fluir
Sejam horas deliciosas
Pra novas amizades permitir
Entre petiscos e prosas
KATIA CHIAPPINI
A maturidade é a grande oportunidade de polir a alma, é a época de procurar a própria felicidade, atenuar sua impaciência, cultivar a família, as suas amizades e, na primavera, respirar amores.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
IDOSO !
PEDIDO DE UM IDOSO :
Se eu cambalear,ampare-me
Se eu perguntar o que acabei de dizer, repita para mim.
Se eu não cuidar a sinaleira, avise-me.
Se eu deixar cair os pacotes, ajude-me.
Se meu entendimento estiver lento, tenha paciência.
Se eu derrubar o prato servido, sirva-me outro.
Se logo após eu derrubar também a bebida, tenha paciência.
Se eu for beijá-la ou abraçá-la, não me afaste com impertinência.
Se for passear comigo, dê-me o seu braço.
Se eu demorar a beber o café, pegue seu bordado e permaneça em minha companhia.
Se eu solicitar, leve-me ao médico e não pense que é bobagem minha.
Se eu contar a mesma história pela décima vez, tenha como certo que vou repeti-la mais vezes ainda.Mas faça de conta que está ouvindo pela primeira vez.
Se falar demais não me dispense dizendo que precisa arrumar a casa.
Se me mandar para o quarto, vou esperar por você.Estou acostumado a deitar só quando se deita também.
Se eu a procurar pela casa e perguntar porque está demorando, sinta como uma forma de amor e não fique irritada comigo.
Se eu ficar nervoso, não use palavras ásperas que meu coração vai reclamar e alterar os batimentos.
Se estamos juntos faz mais de 50 anos, como não vou gostar de você?
Se você não me ama e está comigo por pena, por favor, guarde essa informação com você. Ela não me faz falta.
Se o dissesse eu nem iria me queixar, mas a dor seria profunda, como um açoite em minha alma frágil.
Se me dissesse, não conseguiria fazer eu deixar de gostar de você.
Se eu tiver você terei a mim, do contrário, não me reconhecerei.
Se, por acaso, eu ainda não disse hoje, ou disse e já esqueci, saiba, mais uma vez :
-Eu amo você.
KATIA CHIAPPINI
Se eu cambalear,ampare-me
Se eu perguntar o que acabei de dizer, repita para mim.
Se eu não cuidar a sinaleira, avise-me.
Se eu deixar cair os pacotes, ajude-me.
Se meu entendimento estiver lento, tenha paciência.
Se eu derrubar o prato servido, sirva-me outro.
Se logo após eu derrubar também a bebida, tenha paciência.
Se eu for beijá-la ou abraçá-la, não me afaste com impertinência.
Se for passear comigo, dê-me o seu braço.
Se eu demorar a beber o café, pegue seu bordado e permaneça em minha companhia.
Se eu solicitar, leve-me ao médico e não pense que é bobagem minha.
Se eu contar a mesma história pela décima vez, tenha como certo que vou repeti-la mais vezes ainda.Mas faça de conta que está ouvindo pela primeira vez.
Se falar demais não me dispense dizendo que precisa arrumar a casa.
Se me mandar para o quarto, vou esperar por você.Estou acostumado a deitar só quando se deita também.
Se eu a procurar pela casa e perguntar porque está demorando, sinta como uma forma de amor e não fique irritada comigo.
Se eu ficar nervoso, não use palavras ásperas que meu coração vai reclamar e alterar os batimentos.
Se estamos juntos faz mais de 50 anos, como não vou gostar de você?
Se você não me ama e está comigo por pena, por favor, guarde essa informação com você. Ela não me faz falta.
Se o dissesse eu nem iria me queixar, mas a dor seria profunda, como um açoite em minha alma frágil.
Se me dissesse, não conseguiria fazer eu deixar de gostar de você.
Se eu tiver você terei a mim, do contrário, não me reconhecerei.
Se, por acaso, eu ainda não disse hoje, ou disse e já esqueci, saiba, mais uma vez :
-Eu amo você.
KATIA CHIAPPINI
SEXO SEM AMPLEXO !
SEXO !
O meu
O teu
O seu
Hei
Haverei
Bem sei
De entender
Rever
Reverter
Sexo
Sem nexo
Complexo
Necessidade
Inverdade
Insanidade
No outro dia
Cama vazia
Agonia
Doente
Irreverente
Sem lente
Bula
Nula
Sem leitura
Ilusão
Compensação
Imitação
Nada bom
Sem som
Sem dom
Loteria
Sem via
Nem serventia
Itinerante
Ambulante
Dissonante
Sem suporte
Sem norte
Sem sorte
Sendo hino
Não opino
É seu destino
Se for onda
Responda
Não se esconda
Se for errado
Não programado
Deixe de lado
Ou sem função
Sem razão
Sem direção
Inconsequente
Incoerente
Vertente
Sexo -recuso-
É multiuso
Confuso
Sem rosto
Virtual -exposto -
Um tira gosto
É pena
Estou serena
De quarentena
Quando o conheci
Estrelas vi
Desfaleci
Falei ao colibri
Ouvi o bem -te-vi
Enriqueci
Era especial
Não só carnal
Nem carnaval
Colhi mais flores
Recolhi as dores
Liguei os sensores
Senti os odores
Vivi os amores
Senti os calores
Devia ser eterno
Virou inferno
Nele não hiberno
KATIA CHIAPPINI
O meu
O teu
O seu
Hei
Haverei
Bem sei
De entender
Rever
Reverter
Sexo
Sem nexo
Complexo
Necessidade
Inverdade
Insanidade
No outro dia
Cama vazia
Agonia
Doente
Irreverente
Sem lente
Bula
Nula
Sem leitura
Ilusão
Compensação
Imitação
Nada bom
Sem som
Sem dom
Loteria
Sem via
Nem serventia
Itinerante
Ambulante
Dissonante
Sem suporte
Sem norte
Sem sorte
Sendo hino
Não opino
É seu destino
Se for onda
Responda
Não se esconda
Se for errado
Não programado
Deixe de lado
Ou sem função
Sem razão
Sem direção
Inconsequente
Incoerente
Vertente
Sexo -recuso-
É multiuso
Confuso
Sem rosto
Virtual -exposto -
Um tira gosto
É pena
Estou serena
De quarentena
Quando o conheci
Estrelas vi
Desfaleci
Falei ao colibri
Ouvi o bem -te-vi
Enriqueci
Era especial
Não só carnal
Nem carnaval
Colhi mais flores
Recolhi as dores
Liguei os sensores
Senti os odores
Vivi os amores
Senti os calores
Devia ser eterno
Virou inferno
Nele não hiberno
KATIA CHIAPPINI
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
CONFISSÕES !
CONFESSO A VOCÊ !
EU TE AMO...
Quando me beija a pele
Deixo que ela revele
O que antes não vivi
Quando vejo que me quer
Sou lua cheia e mais mulher
Entre beija-flor e bem-te-vi
Se me abraça com ardor
Toca nas ondas do amor
Mostra o desejo no olhar
E se o amor não tem fim
Repita o arremesso em mim
Cale a voz e tire o ar
Quando se diz amante
Torna-me um ser mutante
Mais fêmea, menos mulher
Que teu amor em mim habite
Sempre ultrapassando limite
E venha quando vier
Sou menina-mulher travessa
Quero que o amor aconteça
E me deixar não permitirei
Você use o cravo na lapela
Eu jogarei pétalas na janela
De rosas que desfolharei
Vou lhe presentear com lavanda
Também com o ursinho Panda
Eu Colombina,você Arlequim
Quero sua efervescência
Mostre sua competência
Na intimidade e em mim
KATIA CHIAPPINI
EU TE AMO...
Quando me beija a pele
Deixo que ela revele
O que antes não vivi
Quando vejo que me quer
Sou lua cheia e mais mulher
Entre beija-flor e bem-te-vi
Se me abraça com ardor
Toca nas ondas do amor
Mostra o desejo no olhar
E se o amor não tem fim
Repita o arremesso em mim
Cale a voz e tire o ar
Quando se diz amante
Torna-me um ser mutante
Mais fêmea, menos mulher
Que teu amor em mim habite
Sempre ultrapassando limite
E venha quando vier
Sou menina-mulher travessa
Quero que o amor aconteça
E me deixar não permitirei
Você use o cravo na lapela
Eu jogarei pétalas na janela
De rosas que desfolharei
Vou lhe presentear com lavanda
Também com o ursinho Panda
Eu Colombina,você Arlequim
Quero sua efervescência
Mostre sua competência
Na intimidade e em mim
KATIA CHIAPPINI
DIA DO IDOSO.
O IDOSO : ESSE DESCONHECIDO
CONSTATAÇÕES A DECLARAR
Ficamos nós e nossas lembranças
Lembrando vitórias e fracassos
Não abandonamos nossas andanças
Embora sem o consolo do abraço
O beijo e o carinho -mais raro -
Palavras ásperas vivenciamos
A presença não é bem-vinda
Nem entre aqueles que amamos
Só nosso salário é bem-vindo
É quando somos bajulados
Chegam-se o amor fingindo
Formalmente e perfilados
Ocupam a casa que moramos
Enviuvamos e rumo ao asilo
Isso é crime -convenhamos -
E ainda guardamos sigilo
Sigilo porque somos obrigados
Para não perder a família
Para não ficarmos isolados
Abraçando a boneca Emília
O cheque está na secretaria
Mas ninguém bate a nossa porta
Deixamos as ilusões em banho-maria
Vamos definhando e ninguém conforta
O tempo se torna um aliado
A hora marca bobeira
Entristecidos e fragilizados
Retemos resquícios de cegueira
O corpo então enroscado
Em posição fetal despenca
Não há o cuidado esperado
Só gestos bruscos em penca
Idosos sofrem sequestro
Atribuem-se-lhe conquistas
Não são seus próprios maestros
São alvo de oportunistas
Um dia seremos enfermos
Isso assusta infelizmente
Cuidar dos pais a bom termo
É plantar boa semente
A retribuição virá no carinho
Reconsiderar nos enobrece
Se estiverem conosco no ninho
Deus fará por nós uma prece
KATIA CHIAPPINI
COMEMORAMOS O DIA DO IDOSO
NO DIA 1 DE OUTUBRO.
QUANTOS IDOSOS NO MUNDO TODO RECEBERAM UM ABRAÇO DOS FILHOS ?
CONSTATAÇÕES A DECLARAR
Ficamos nós e nossas lembranças
Lembrando vitórias e fracassos
Não abandonamos nossas andanças
Embora sem o consolo do abraço
O beijo e o carinho -mais raro -
Palavras ásperas vivenciamos
A presença não é bem-vinda
Nem entre aqueles que amamos
Só nosso salário é bem-vindo
É quando somos bajulados
Chegam-se o amor fingindo
Formalmente e perfilados
Ocupam a casa que moramos
Enviuvamos e rumo ao asilo
Isso é crime -convenhamos -
E ainda guardamos sigilo
Sigilo porque somos obrigados
Para não perder a família
Para não ficarmos isolados
Abraçando a boneca Emília
O cheque está na secretaria
Mas ninguém bate a nossa porta
Deixamos as ilusões em banho-maria
Vamos definhando e ninguém conforta
O tempo se torna um aliado
A hora marca bobeira
Entristecidos e fragilizados
Retemos resquícios de cegueira
O corpo então enroscado
Em posição fetal despenca
Não há o cuidado esperado
Só gestos bruscos em penca
Idosos sofrem sequestro
Atribuem-se-lhe conquistas
Não são seus próprios maestros
São alvo de oportunistas
Um dia seremos enfermos
Isso assusta infelizmente
Cuidar dos pais a bom termo
É plantar boa semente
A retribuição virá no carinho
Reconsiderar nos enobrece
Se estiverem conosco no ninho
Deus fará por nós uma prece
KATIA CHIAPPINI
COMEMORAMOS O DIA DO IDOSO
NO DIA 1 DE OUTUBRO.
QUANTOS IDOSOS NO MUNDO TODO RECEBERAM UM ABRAÇO DOS FILHOS ?
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
PARA REFLETIR. ( NO DIA DA CRIANÇA )
CENAS DE UM INTERNATO !
Era um colégio de freiras
Em São Paulo vê-se a cena.
Era uma menina faceira
Com seus 7 anos apenas
Foi levada pelos pais
Sem saber desse segredo
A freira a distraiu demais
E os pais a deixaram, sem medo
Quando chorou assustada
Embaixo de uma mesa
A freira ficou zangada
E lhe falou com frieza
-Precisa parar de chorar
E continuou como convém :
-A madre vai lhe encaixotar
E jogar no vagão do trem
No início houve um impasse
Seu pai fora transferido
Não havia escola que ficasse
Próxima ao local estabelecido
Então internaram a filha
Numa escola modelo
Depois sentiu-se uma ilha
Mas continuaram a fazê-lo
Os costumes falaram alto
A menina tinha berço
E até a hora de usar salto
Teria bons hábitos, bom senso
Ainda pequena -coisa rara -
Encantava socialmente
Com garfo e faca retirava
Das frutas todas as sementes
Mas custou-lhe caro o fino trato
As colegas saiam com seus pais
Ela ficava a lustrar os sapatos
E nem abraços tinha mais
E a cada sexta-feira a agonia
Abria-se novamente a ferida
O carro das famílias sumia
E ela ficava retida
Horários rígidos a cumprir
Nos temas de aula e nas orações
Tarefas caseiras a dividir
E nos recreios nem canções
As punições anunciadas
Constavam no regimento
E as mensalidades atrasadas
Eram lidas em público -que tormento -
Mas nunca julgou seus pais
Aceitou deles a decisão
E quando triste demais
Refugiava-se na oração
Devido aos anos de internato
Se criou bem introvertida
Preferia esconder-se no quarto
E tentar entender sua vida
Criou- se sem dar um abraço
Sempre distante a princesa
A desilusão virou cansaço
Almoçava sozinha na mesa
Sempre dócil compreendeu
E aos pais nem se queixou
Mas sem carinho sofreu
O internato lhe castrou
É educada e honesta -sim -
Mas na infância se frustrou
Sem regar da casa o jardim
Sem afagar o cão que desejou
Hoje se sabe a importância
Do convívio familiar
Dos contos de fada na infância
Do amigo para brincar
A criança de internato
Pode até estudar mais
Mas resta a mágoa, o hiato
E a face revela os sinais
Mais tarde pouco conquista
Permanece vivendo do passado
Não arranca a venda da vista
É mero ensaio - ser inacabado -
KATIA CHIAPPINI
CARÍSSIMOS PAIS.
TENHAM SEUS FILHOS JUNTO DE SI E O CARINHO SERÁ O GANHO MAIOR DELES AO LONGO DA VIDA. POIS SÓ O AMOR DOS PAIS PODERÁ TRANSFORMAR OS FILHOS EM PROFISSIONAIS CONSCIENTES DOS VALORES A SEGUIR E A TRANSMITIR, NESSA TRAJETÓRIA, MENOS ÁRDUA, A SER CUMPRIDA DENTRO DOS PRECEITOS CRISTÃOS.
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS !
Era um colégio de freiras
Em São Paulo vê-se a cena.
Era uma menina faceira
Com seus 7 anos apenas
Foi levada pelos pais
Sem saber desse segredo
A freira a distraiu demais
E os pais a deixaram, sem medo
Quando chorou assustada
Embaixo de uma mesa
A freira ficou zangada
E lhe falou com frieza
-Precisa parar de chorar
E continuou como convém :
-A madre vai lhe encaixotar
E jogar no vagão do trem
No início houve um impasse
Seu pai fora transferido
Não havia escola que ficasse
Próxima ao local estabelecido
Então internaram a filha
Numa escola modelo
Depois sentiu-se uma ilha
Mas continuaram a fazê-lo
Os costumes falaram alto
A menina tinha berço
E até a hora de usar salto
Teria bons hábitos, bom senso
Ainda pequena -coisa rara -
Encantava socialmente
Com garfo e faca retirava
Das frutas todas as sementes
Mas custou-lhe caro o fino trato
As colegas saiam com seus pais
Ela ficava a lustrar os sapatos
E nem abraços tinha mais
E a cada sexta-feira a agonia
Abria-se novamente a ferida
O carro das famílias sumia
E ela ficava retida
Horários rígidos a cumprir
Nos temas de aula e nas orações
Tarefas caseiras a dividir
E nos recreios nem canções
As punições anunciadas
Constavam no regimento
E as mensalidades atrasadas
Eram lidas em público -que tormento -
Mas nunca julgou seus pais
Aceitou deles a decisão
E quando triste demais
Refugiava-se na oração
Devido aos anos de internato
Se criou bem introvertida
Preferia esconder-se no quarto
E tentar entender sua vida
Criou- se sem dar um abraço
Sempre distante a princesa
A desilusão virou cansaço
Almoçava sozinha na mesa
Sempre dócil compreendeu
E aos pais nem se queixou
Mas sem carinho sofreu
O internato lhe castrou
É educada e honesta -sim -
Mas na infância se frustrou
Sem regar da casa o jardim
Sem afagar o cão que desejou
Hoje se sabe a importância
Do convívio familiar
Dos contos de fada na infância
Do amigo para brincar
A criança de internato
Pode até estudar mais
Mas resta a mágoa, o hiato
E a face revela os sinais
Mais tarde pouco conquista
Permanece vivendo do passado
Não arranca a venda da vista
É mero ensaio - ser inacabado -
KATIA CHIAPPINI
TENHAM SEUS FILHOS JUNTO DE SI E O CARINHO SERÁ O GANHO MAIOR DELES AO LONGO DA VIDA. POIS SÓ O AMOR DOS PAIS PODERÁ TRANSFORMAR OS FILHOS EM PROFISSIONAIS CONSCIENTES DOS VALORES A SEGUIR E A TRANSMITIR, NESSA TRAJETÓRIA, MENOS ÁRDUA, A SER CUMPRIDA DENTRO DOS PRECEITOS CRISTÃOS.
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS !
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