OI! SEJAM BEM-VINDOS!
Estamos em pleno verão, caros leitores, onde as emoções nos fazem bem porque toda a natureza conspira a nosso favor.
Nesse clima propício lembramos de nossos amores, de nossa juventude, da turma da faculdade, das baladas, sem dúvida, mais românticas, das confidências feitas no bar da universidade, dos professores dedicados, enfim dos amigos de fé que guardamos no lado esquerdo do peito.
Estou convidando meus leitores para compartilhar e apreciar o poema: ''Paixão de verão'', um dos trabalhos do mês de fevereiro ( primeira quinzena )
As lembranças virão à tona e os sonhos povoarão a mente . São eles que deixam saudade e se a saudade existe é porque existiu antes um grande momento de amor para recordar.
Fiquem comigo em inspirações, agora completando 12 meses de vida e com uma linda caminhada ,rumo a 17.000 acessos.
OBRIGADA PELO APOIO !
katia chiappini
Email: katia_fachinello42 @ hotmail.com
PALAVRA: TRANSFORMADORA
Em certa ocasião, quando fui diretora de escola, deparei-me com uma gangue que pretendia vender drogas, passando-a pelas grades do portão, na hora do recreio. Ninguém queria se envolver e tomar providências e nem estudar uma solução. Mas tive a certeza de que deveria agir, sem demora, de algum modo.
Então, uma tarde, chamei o líder da turma que já se aproximava do portão e pedi que entrasse no pátio. Levei-o ao refeitório da escola e ofereci-lhe um lanche completo e reforçado que a merendeira havia preparado a meu pedido. Enquanto ele comia, com sofreguidão, pedi-lhe que se afastasse do portão, porque haviam crianças das séries iniciais no pátio, naquele horário. E os pais estavam preocupados com a visão daquela turma que não frequentava a escola e a aglomeração estava, além de tudo, atrapalhando o trânsito. E as brigas , entre eles, assustando os pequenos que nem queriam mais vir às aulas.
O líder da gangue ouvia minhas palavras e depois de se deliciar com a merenda me disse:
- Professora, vou ficar na quadra seguinte com minha turma.
- Mas por que não ir para bem mais longe?
Então ouvi essas palavras dele:
- Como poderia deixar a senhora sem minha proteção ?
E diante de meu olhar de surpresa completou:
- Sou seu guardião agora e se precisar é só mandar chamar.
Claro que nunca o chamei mas me envolveu um sentimento de admiração ao constatar que minha atenção, carinho e a delicadeza com que me dirigi a ele, fez brotar um fragmento de consciência em seu ser tão conturbado, mas, certamente, ainda com a centelha divina num coração atormentado pelo abandono.
Quem tem o poder da palavra tem uma importante ferramenta a sua disposição.
A palavra é transformadora, incentivadora, escrita ou falada, deixando sua marca por onde passa.
Um homem cego, de idade avançada, sentou-se na calçada de uma praça pública e aguardava , pacientemente, que lhe colocassem qualquer moeda, numa lata, que trazia para arrecadar doações em dinheiro.
No chão havia um pedaço de papel com os dizeres:
- Sou cego, deixe-me sua colaboração.
As pessoas, apressadas, passavam a passos largos e poucas paravam para ajudar o deficiente visual.
Após um tempo, que eu observava a cena, passou uma estudante com seus livros na mão. Parecia ter pressa mas andou alguns metros e voltou para ler o que dizia no cartaz amassado e sujo.
Saiu novamente e minutos depois voltou com um cartaz maior com alguns dizeres escritos com capricho e com uma ilustração feita, como se fosse moldura de um quadro. E se afastou mais uma vez, não sem antes colocar o seu cartaz no lugar do outro, que pelo aspecto, já merecia uma lata de lixo.
Então os passantes liam e colocavam moedas no recipiente, e em pouco tempo, o cego tocou na lata e percebeu que estava cheia.
A moça,curiosa, voltou mais uma vez, e o cego a reconheceu pelo faro aguçado e perguntou-lhe:
- O que você escreveu no cartaz ?
A moça falou:
- Você percebeu a beleza desse dia ensolarado e os pássaros cantando ao meu redor ? pena que não posso ver porque sou cego.
O cego se emocionou e deu um beijo no rosto da moça, agradeceu e ela seguiu, finalmente, para assistir suas aulas.
Outro dia fui ao Mercado Público de minha cidade e um jovem mal vestido e não muito asseado se dirigiu a mim e disse :
- Tia, me compra um leite e um pão
Eu falei a ele:
- Sabe, em vez de dizer tia, vó, meu chapa, cara, cidadão ou qualquer palavra sem brilho, você experimente dizer:
- Moça, por favor, quer me dar algum alimento ?
O jovem ficou pensativo enquanto eu observava um senhor que acabara de comprar uma barra de chocolate.
Então me veio uma ideia e eu disse:
- Vá ali, aquele senhor acaba de comprar uma barra de chocolate e quem sabe, se pedir com jeito, ganhará um pedaço.
Fiquei observando o jovem se afastar para falar com o homem e percebi que ganhou dele a metade da barra.
Voltou feliz e perguntei-lhe:
- Como foi que falou com o homem?
E o jovem com um sorriso nos lábios disse;
- Moço, quer por favor, me alcançar um pedaço pequeno de seu chocolate ?
E assim me despedi do jovem que deve ter percebido que dizer moço ou moça, é bem mais agradável de ouvir, mesmo porque, ocorre que nem sempre somos tão moços assim.
Ele me deu a mão, apertou-a e agradeceu a sugestão e eu deixei com ele o número de um telefone de um órgão estatal que poderia ajudá-lo.
KATIA CHIAPPINI
CUIDADORES !
Cuidadores são pessoas especiais que se dedicam aos idosos com alguma doença grave que os debilite, ou degenerativas até a fase terminal, bem como aos velhos e deficientes.
Não é uma simples profissão, é sim, uma missão que só cabe aos sensíveis aos males de seus semelhantes. O que menos importa é tirar boas notas no curso de formação específica. O fundamental é abrir as veias do coração e abdicar das horas de sono ininterruptas, em prol do zelo pelo idoso. Quando não mais é possível mantê-los em casa, os cuidadores os atendem em clínicas especializadas.
Vou me deter no paciente que tem o mal de Alzheimer. A doença apresenta diversas fases. Um dos sinais é a repetição dos fatos, por diversas vezes, porque os esquecem. A doença evolui até que o paciente perde a deglutição e fecha a boca e se recusa a comer. Não que não tenha fome, mas porque percebe que a comida não passa pelo canal e vem o refluxo em consequência disso. Chega ao ponto de não conseguir beber um copo de água. Na fase do esquecimento dos fatos recentes, pergunta várias vezes a mesma coisa e é preciso que se repita, sem ficar contrariando.
Nunca se deve dizer :
-Já se esqueceu ? acabei de falar.
Nada disso. É preciso ser paciente e não chamar atenção para não magoar. Quando o doente usa a linguagem monossilábica, ou quando pronuncia só a metade da palavra, devemos agir com habilidade, intuir o que quer dizer e responder prontamente.
Então a postura do cuidador exige que ele seja mais carinhoso, nesse momento, abrace e beije o doente, muitas vezes.
Nunca se revida o doente na hora da crise, onde ele grita e se mostra agressivo, talvez porque, inconscientemente, perceba sua dependência. E isso, por si só, é muito triste. Essa é uma característica de uma das fases da doença. Mas a crise passa logo e o doente, repentinamente, é capaz de dar um sorriso para o cuidador. Aos poucos, o doente de Alzheimer perde a consciência e fica como se fosse autista, fixando um ponto cego. Se torna incapaz de assistir televisão, ler a hora no relógio, ler o jornal, assinar a folha do seu talão de cheque ou discar um número de telefone. Cria um mundo só seu e impenetrável.
Os cuidadores devem tentar manter uma conversação normal, o que tornará o doente mais tranquilo. E jamais falar mal dele, em sua presença, com outras pessoas. Dizem os estudiosos que não é possível saber quando , exatamente, o cérebro para de raciocinar, totalmente, sendo provável que o doente possa entender o que falam dele, quando pensamos que nada mais entende.
Deve o cuidador, cuidar do passeio matinal para que o doente tome sol, falar pausadamente, passar a mão no rosto ou no cabelo para acariciar.
É preciso lembrar que o doente perde a possibilidade de falar e já não pode pedir um cobertor, um agasalho durante o dia, um copo de água ou um alimento que goste de comer. Isso quer dizer que os cuidadores devem estar bem atentos para tentar suprir todas essas necessidades. E para isso é necessário ternura e bom senso. É preciso orientar a família para que haja um revesamento nas visitas, de modo que o doente não permaneça dias e dias sem ver nenhum ente querido. É comum a doença de Alzheimer iniciar com uma forte depressão, em razão do indivíduo se sentir em estado de solidão .Começa a se isolar do grupo e a ficar trancado no quarto, no escuro.
No horário do banho o cuidador pode ligar o rádio e escolher boa música para distrair o seu paciente. É muito provável que o doente se recuse a tomar banho.
Sabemos que a música é a última referência a deixar o ser humano.
Quando o cérebro quase não dá sinais de vida e os neurônios vão morrendo, ainda assim a música é percebida e acalma.
Cuidei de minha mãe com Alzheimer e por algum tempo pousava com ela. No domingo pela manhã eu ligava a televisão no programa de Inesita Barroso e depois no Som Brasil, de Rolando Boldrin. E minha mãe me olhava sorrindo porque eu cantava junto, todas as modas de viola. Eu morei em São Paulo, no interior, e as rádios só tocavam músicas sertanejas. Eu tenho certeza de que se pudesse me falar diria :
-Há quanto tempo não ouço Asa Branca !
Certa ocasião, na praia de Torres, fizemos uma reunião pelo aniversário dela e uma das convidadas cantou músicas italianas e francesas. Minha mãe se transfigurou e, por um breve instante, prestou toda atenção e era só sorrisos para a cantora. Eu contava para mamãe como tinha sido sua infância, as travessuras que fazia, lembrava que ela cuidava dos irmãos por ser a a mais velha. E dizia que minha vó, sua mãe, a elogiava por dar banho e vestir todos os irmãos. Depois falava da estância onde foi criada, dos afazeres de cada um deles, dos passeios pelo campo.
Mamãe me contava que gostava muito de subir nas árvores e que vovó se preocupava e sempre estava atrás dela para que não fizesse tantas travessuras.
Voltando aos cuidadores devo dizer que devem ser essencialmente humanitários e exercitar a empatia para dar um mínimo de conforto aos pacientes de doenças degenerativas.
Acho que eles são talhados no céu para se dedicarem aos idosos com desprendimento e muito carinho. Esse exercício de solidariedade já merece um diploma especial e um troféu simbólico de agradecimento. Certamente Deus os recompensará pelas horas sem preço e sem contagem de tempo. E, por tantas vezes de sono interrompido, por serviços prestados, inclusive exigindo força e disponibilidade para levar o paciente da cadeira para a cama, ou para trocar de posição, a todo momento, para evitas as escaras.
Resta-me agradecer aos quatro cuidadores que trabalharam nos cuidados com minha mãe, sem faltar nenhum dia, incluindo feriados e domingos e comparecendo até por ocasião das festas de Natal e Ano Novo.
Lembro-me dela todos os dias porque tenho a certeza de ter sido sua melhor cuidadora. Nada lhe faltou durante todo o tempo da triste doença que a levou de mim.
E sempre desejei que meu pai, que faleceu bem antes dela, tenha se preparado para recebê-la de braços abertos.
Porque meu pai sempre cuidou de mamãe, de mim e de meu irmão com impecável postura : foi nosso cuidador enquanto viveu.
KATIA CHIAPPINI
HISTÓRIA DO COTIDIANO : A BOLSA
Eu veraneio na praia de Torres onde as rochas, as dunas e o farol são de beleza ímpar. Ao arrumar as malas para o veraneio lembrei de levar uma pequena bolsa para sair portando objetos de pequeno volume. É uma bolsa de baixo custo mas de boa aparência. Mas quando eu saía com minha filha ela me pedia que colocasse sua carteira dentro da bolsa. Isso porque levava meu netinho no carrinho e minha neta ao seu lado. Ao colocar a carteira da filha, notei que a bolsa já tomava outro formato que não o original. Outro dia a filha acrescentou os lenços umedecidos, as fraldas descartáveis e o bico de meu neto. No terceiro dia ainda me alcançou as mamadeiras das duas crianças.
Então, já contrariada, lhe falei:
- Filha, você pode comprar uma bolsa ?
- Mas mãe ,você não disse que sua bolsa custou apenas vinte reais ?
- Sim, mas comprei essa para não usar a bolsa mais cara.
- Então, mãe, qual seria o problema ?
Expliquei, então, a minha filha que se precisasse comprar outra bolsa de vinte reais e, hipoteticamente, mais outra ainda, teria que gastar sessenta reais, ou seja, o valor dado pela bolsa mais cara.
Por outro lado, se eu colocasse as mamadeiras na bolsa mais cara, o leite poderia escorrer e o cheiro de leite azedo, logo depois, seria de difícil remoção.
A filha olhou-me surpresa e falou:
- Vou, amanhã mesmo, comprar uma bolsa.
Dito isso e feito isso, continuamos a passear os netos e eu mais feliz ao olhar para o lado e perceber que minha filha havia resolvido o problema.
Mas a filha não se conteve e comentou com seus dois irmãos :
- A mãe me deu uma bronca e precisei comprar uma bolsa.
Ouvindo isso um deles disse?
- Mas mana, você deixou sua bolsa em Porto Alegre ?
- Não foi esquecimento, só não queria sujar.
- E se fosse uma mais barata ?
- Também não ia querer sujar para contar com a bolsa mais cara, impecável. Ao ouvir isso o irmão argumentou:
- Pois é mana, você percebeu que a mãe fez o mesmo raciocínio ?
- Sim, mas a mãe é mãe e avó e nada deve negar aos netos.
Os irmãos, meus outros dois filhos, saíram rindo da situação e se afastaram sem mais comentários.
E, ao final do veraneio, ainda estou com a bolsa limpinha e em excelentes condições.
E sem precisar danificar a outra bolsa de couro legítimo.
Que, na verdade, não custou só sessenta reais, como falei, e sim, duzentos e sessenta reais bem suados porque vindos de uma pobre professora estadual aposentada.
Katia Chiappini
ALGUM SEGREDO PARA SER FELIZ ?
Algumas pessoas se sentem felizes ouvindo música em suas horas de lazer, ou sendo o próprio compositor ou instrumentista. Outras sonham com a casa no campo, com um trabalho gratificante, com uma família, com um sorriso, com uma namorada.
Mas o fato é que temos todos uma missão e somos responsáveis por nossa felicidade. Não podemos responsabilizar ninguém por nossos momentos de tristeza.
A felicidade é um exercício diário e requer um espírito forte e uma alegria inerente, gratuita. Ela está em nosso interior, no fato de manifestarmos nosso agradecimento diário ao despertar para mais um dia de vida. Ela independe de posição social, de estirpe, de grandes feitos. Mas precisa de uma construção interior que fortaleça o espírito. Precisa do exercício da solidariedade, do amor filial, daquele sentimento cristão que nos foi ensinado. A felicidade é um balanço geral de nossa vida, uma coleção de bons momentos, uma experiência constantemente renovada, uma inteligência emocional fértil em sentimentos humanitários. É auto-satisfação.
As pessoas que sabem planejar sua vida, sem se deixar controlar, têm mais possibilidades de serem felizes. Conhecer a si mesmo é importante para aceitar e perdoar os semelhantes. Só com a tolerância as amizades se multiplicam. E vamos aprender que quanto mais sábios mais humildes devemos ser. E constatamos que a felicidade aumenta com a idade. Isso se deve ao fato de nos tornarmos menos ansiosos porque já termos uma bagagem cultural, profissional e pessoal construídas com o próprio esforço.Nos tornamos menos exigentes, mais seguros, mais compreensivos. E desde que tenhamos presente o sentido da vida, novos ideais e o hábito de buscar sempre mais, sem parar no tempo, iremos nos sentir úteis e teremos o carinho como retorno natural.
Vamos pensar agora naquela frase que diz : o dinheiro não traz felicidade. E vamos pensar nessa outra : a felicidade traz o dinheiro. Se analisarmos a segunda frase podemos entender que uma pessoa de bom humor melhora suas chances de ser escolhida para um emprego, em detrimento de outra que se mostra com uma fisionomia carrancuda e que, ao falar, já dispara seu notório descontentamento aos quatro ventos. A energia se espalha e contagia a todos. E um espírito que se exercitou para driblar as dificuldades, esse é notado e não passa despercebido.
O bom humor aumenta a qualidade de vida, e segundo estudos científicos, aumenta em 10 anos o tempo de vida do indivíduo.
Ser feliz é uma arte, uma consciência social ligada às leis do cosmos e a uma necessidade do ser humano. E Deus colocou o homem no mundo para conquistar a si mesmo, ajudar seu semelhante e para aproveitar tudo o que Ele fez.
Não pense que nascemos para sofrer e pagar pecados aqui.
Mas nossas escolhas são fundamentais e a felicidade virá na medida que soubermos construí-la e dela fazer bom uso.
A felicidade é irmã da saudade porque ambas são feitas de pequenos momentos, cuja intensidade é o que importa.
E, em última análise, a felicidade é uma forma de olhar a vida com um profundo sentimento de amor ao próximo.
Seja feliz, sempre que não estiver distraído.
Katia Chiappini
EMAIL : katia_fachinello42@hotmail.com
Se a felicidade fosse e viesse
Não precisaríamos correr atrás
Mas como ora sobe e ora desce
Quando vai, se esvai a nossa paz
KATIA CHIAPPINI VERÃO/ 2013 PRAIA DE TORRES
SER POETA !
Ser poeta é ser atleta
Do verso, da cantilena
É ter na alma seleta
O brilho do ator em cena
O poeta tem percepção
Quer perceber a verdade
É um ser em contemplação
É crença na humanidade
Nem tudo que fala faz
Mas faz rimas sem parar
Ama mas não é capaz
Do amor exteriorizar
Tanto sonha que se aliena
O amor platônico o persegue
Não luta qual uma hiena
E o próprio coração nem segue
É contido, introvertido
Sofre muito por amor
Não se declara vencido
Mas abafa a própria dor
Mas como ele não há igual
Compõe sonhos com destreza
Seu dom é seu manancial
Seus versos vencem a correnteza
No poeta está a esperança
De cantar, um dia, a justiça
Chega de prepotência e matança
Queremos paz como premissa
Existe o poeta feroz
Que grita pela oportunidade
Quer ter sua vez, sua voz
Mostrar o talento e a capacidade
Ser poeta não é ser normal
É antes ser um desbravador
É um ente entre o bem e o mal
Ora sanguíneo, ora pacificador
É também efervescência
Por se valer do irreal
Por fantasiar a existência
Com as cores do carnaval
Katia Chiappini
Email :katia_fachinello42@hotmail.com