ILAÇÕES!
Algumas curiosidades que venho anotando e vou compartilhar:
- A palavra'' calma'' tem em seu interior a palavra'' alma''. Penso que precisamos preservar a alma em paz, como se intui.
- A palavra'' coração'' traz em seu bojo ''oração''. Orar nos faz ficar de coração leve.
-'' Amar'' traz o'' mar'' à tona. Particularmente, amo o mar desde a infância. E veraneio na praia de Torres ( Rio Grande do Sul /Brasil)
- Na palavra'' Deus'' encontramos'' eu''. Ou seja, temos a centelha divina e estamos em sintonia com o Criador
-'' Felicidade''=feliz + idade, lembra que podemos buscar a felicidade em qualquer idade.
-''Setenta'', ou seja, aos 70 se tenta ser feliz.
Posso falar:
- Eu'' amaria'' a'' Maria'', também contida na expressão'' amaria''
A palavra''felizmente'' contém feliz + mente. E isso nos sugere que quem não poluir a mente poderá ser feliz.
E o nome próprio ''Anabela''parece dizer que toda a moça chamada Ana deve ser bela.
Na palavra ''parabéns'' temos bens, ao final. E isso nos lembra que ouvir parabéns, no dia do aniversário, já lembra que temos bens maiores que se voltam aos sentimentos: amor, amizade ,família.
E brincando com a língua inglesa, podemos traduzir ''love-me tender'' por'' lave-me e estenda-me''
E com a língua francesa, temos:
-Merci beaucoup
( obrigada )
-Na pas de quoi
( não há de que )
Então: merci beaucoup / na pas de quoi ficaria:
-Perdi meu ( aquele orifício ) e não posso achar.
( desculpem )
Essa foi uma tradução jocosa que minhas colegas de internato inventaram, quando estávamos na quinta série do primário.
E ainda me lembrei de uma história. Ela conta que um homem chamava seu serrote de'' vaivém'', querendo dizer que deveriam devolvê-lo quando o emprestasse. Mas como as pessoas demoravam a devolver o ''vaivém'', o homem cansou e resolveu conservá-lo em seu poder.
E assim falou para certa pessoa que tentou pedir emprestado o serrote:
- Se o vaivém fosse e viesse o vaivém iria, mas como o vaivém vai e não vem, o vaivém não vai.
E após ler esse texto inventamos, na época de internato, uma brincadeira. O desafio era falar bem rápido essa frase, e no relógio cronometrar o tempo decorrido para cada jogador. E ver quem se saía melhor tanto na rapidez, como no modo de falar sem erros, toda a frase.
E,finalmente, para concluir essas ilações, lembrei-me de que na palavra ''namorada'', se tirarmos a palavra'' amor,'' ali contida, ficaremos com ''nada'', ou sem nada...
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
domingo, 13 de dezembro de 2015
ILAÇÕES!
ILAÇÕES!
Algumas curiosidades que venho anotando e vou compartilhar:
- A palavra'' calma'' tem em seu interior a palavra'' alma''. Penso que precisamos preservar a alma em paz, como se intui.
- A palavra'' coração'' traz em seu bojo ''oração''. Orar nos faz ficar de coração leve.
-'' Amar'' traz o'' mar'' à tona. Particularmente, amo o mar desde a infância. E veraneio na praia de Torres ( Rio Grande do Sul /Brasil)
- Na palavra'' Deus'' encontramos'' eu''. Ou seja, temos a centelha divina e estamos em sintonia com o Criador
-'' Felicidade''=feliz + idade, lembra que podemos buscar a felicidade em qualquer idade.
-''Setenta'', ou seja, aos 70 se tenta ser feliz.
Posso falar:
- Eu'' amaria'' a'' Maria'', também contida na expressão'' amaria''
A palavra''felizmente'' contém feliz + mente. E isso nos sugere que quem não poluir a mente poderá ser feliz.
E o nome próprio ''Anabela''parece dizer que toda a moça chamada Ana deve ser bela.
Na palavra ''parabéns'' temos bens, ao final. E isso nos lembra que ouvir parabéns, no dia do aniversário, já lembra que temos bens maiores que se voltam aos sentimentos: amor, amizade ,família.
E brincando com a língua inglesa, podemos traduzir ''love-me tender'' por'' lave-me e estenda-me''
E com a língua francesa, temos:
-Merci beaucoup
( obrigada )
-Na pas de quoi
( não há de que )
Então: merci beaucoup / na pas de quoi ficaria:
-Perdi meu ( aquele orifício ) e não posso achar.
( desculpem )
Essa foi uma tradução jocosa que minhas colegas de internato inventaram, quando estávamos na quinta série do primário.
E ainda me lembrei de uma história. Ela conta que um homem chamava seu serrote de'' vaivém'', querendo dizer que deveriam devolvê-lo quando o emprestasse. Mas como as pessoas demoravam a devolver o ''vaivém'', o homem cansou e resolveu conservá-lo em seu poder.
E assim falou para certa pessoa que tentou pedir emprestado o serrote:
- Se o vaivém fosse e viesse o vaivém iria, mas como o vaivém vai e não vem, o vaivém não vai.
E após ler esse texto inventamos, na época de internato, uma brincadeira. O desafio era falar bem rápido essa frase, e no relógio cronometrar o tempo decorrido para cada jogador. E ver quem se saía melhor tanto na rapidez, como no modo de falar sem erros, toda a frase.
E,finalmente, para concluir essas ilações, lembrei-me de que na palavra ''namorada'', se tirarmos a palavra'' amor,'' ali contida, ficaremos com ''nada'', ou sem nada...
KATIA CHIAPPINI
Algumas curiosidades que venho anotando e vou compartilhar:
- A palavra'' calma'' tem em seu interior a palavra'' alma''. Penso que precisamos preservar a alma em paz, como se intui.
- A palavra'' coração'' traz em seu bojo ''oração''. Orar nos faz ficar de coração leve.
-'' Amar'' traz o'' mar'' à tona. Particularmente, amo o mar desde a infância. E veraneio na praia de Torres ( Rio Grande do Sul /Brasil)
- Na palavra'' Deus'' encontramos'' eu''. Ou seja, temos a centelha divina e estamos em sintonia com o Criador
-'' Felicidade''=feliz + idade, lembra que podemos buscar a felicidade em qualquer idade.
-''Setenta'', ou seja, aos 70 se tenta ser feliz.
Posso falar:
- Eu'' amaria'' a'' Maria'', também contida na expressão'' amaria''
A palavra''felizmente'' contém feliz + mente. E isso nos sugere que quem não poluir a mente poderá ser feliz.
E o nome próprio ''Anabela''parece dizer que toda a moça chamada Ana deve ser bela.
Na palavra ''parabéns'' temos bens, ao final. E isso nos lembra que ouvir parabéns, no dia do aniversário, já lembra que temos bens maiores que se voltam aos sentimentos: amor, amizade ,família.
E brincando com a língua inglesa, podemos traduzir ''love-me tender'' por'' lave-me e estenda-me''
E com a língua francesa, temos:
-Merci beaucoup
( obrigada )
-Na pas de quoi
( não há de que )
Então: merci beaucoup / na pas de quoi ficaria:
-Perdi meu ( aquele orifício ) e não posso achar.
( desculpem )
Essa foi uma tradução jocosa que minhas colegas de internato inventaram, quando estávamos na quinta série do primário.
E ainda me lembrei de uma história. Ela conta que um homem chamava seu serrote de'' vaivém'', querendo dizer que deveriam devolvê-lo quando o emprestasse. Mas como as pessoas demoravam a devolver o ''vaivém'', o homem cansou e resolveu conservá-lo em seu poder.
E assim falou para certa pessoa que tentou pedir emprestado o serrote:
- Se o vaivém fosse e viesse o vaivém iria, mas como o vaivém vai e não vem, o vaivém não vai.
E após ler esse texto inventamos, na época de internato, uma brincadeira. O desafio era falar bem rápido essa frase, e no relógio cronometrar o tempo decorrido para cada jogador. E ver quem se saía melhor tanto na rapidez, como no modo de falar sem erros, toda a frase.
E,finalmente, para concluir essas ilações, lembrei-me de que na palavra ''namorada'', se tirarmos a palavra'' amor,'' ali contida, ficaremos com ''nada'', ou sem nada...
KATIA CHIAPPINI
LAZER
LAZER
O lazer foi privilégio dos nobres e depois dos burgueses. Esses últimos ´promoviam caçadas, festas, bailes e intensificavam uma atividade ociosa.
Antes da Revolução Industrial, camponeses e artesãos saiam ao clarear do dia, para trabalhar, e voltavam ao cair da noite.
Nos dias sem trabalho havia´pouca chance de repouso. Havia a imposição de práticas religiosas com seus rituais obrigatórios.
Todos deveriam comparecer às festas que marcavam o fim da colheita. Essas tinham um sentido social de relevância, o que exigia o devido prestígio
Após o século XX, esse panorama se modificou, pelo advento da civilização industrial.
O ritmo de trabalho deixa de ser marcado pela natureza, pela mudança da lua, somente.
Surgem as máquinas, a introdução do relógio, a divisão de tarefas. Mas as jornadas eram longas, ao redor de 18 horas corridas.
A civilização do lazer só se definiu depois da regulamentação das horas de trabalho, em decorrência das reivindicações dos trabalhadores.
Em 1850 é restabelecido o descanso semanal, em 1919 é votada a lei das 8 horas, com a pausa para fazer as refeições.
Depois de 1930 os trabalhadores conquistam o descanso remunerado, as férias e a organização de colônia de férias .A jornada de trabalho passa a ser de 5 dias .Cria-se o tempo liberado, que necessariamente, não é o tempo livre.
Ainda há o tempo que o trabalhador perde com a locomoção, com as compras de casa, com os afazeres inerentes ao lar, com as obrigações religiosas e sociais. E há necessidade de se empenhar em fazer''bicos''para aumentar a renda da família.
Lazer é aquele tempo que cada um pode se ocupar com atividades que ele mesmo escolhe e que lhe dão prazer. O tempo pode ser distribuído entre o repouso, a diversão, a recreação com os filhos, a ida às bibliotecas ou exposições de arte.
O lazer é uma atividade voluntária que o homem busca, após se liberar das obrigações profissionais.
O lazer tem como objetivo libertar da fadiga, levar ao divertimento, ao entretenimento que vai propiciar um equilíbrio psicológico à vida.
O lazer promove a sociabilidade, o desenvolvimento de novas habilidades, o convívio com um grupo de amigos e estimula a sensibilidade e a razão.
Mas sabe-se que uma pessoa submetida a um trabalho repetitivo e massante tem o tempo livre ameaçado pela fadiga. E essa é mais psíquica do que física. E isso resulta na incapacidade de se divertir.
Ou pior do que isso, pode levar ao uso das drogas e das bebidas alcoólicas e a outras sensações radicais. Seria uma forma de driblar seu descontentamento e revolta, compensando-os com atividades violentas que recuperem o amortecimento dos sentidos.
Não se pode desviar para um lazer alienado e prejudicial.Temos que administrá-lo com responsabilidade, sem confundir a liberdade com a libertinagem.
Também não podemos nos deixar levar por modismos que manipulam e, subliminarmente, nos agridem.
Outra constatação que se faz é que as autoridades governamentais não se preocupam em proporcionar locais seguros para o lazer das classes mais necessitadas. Não há infra-estrutura que garanta aos mais pobres a ocupação sadia de seu tempo livre: locais para ouvir música, praças limpas para passeios, locais cercados para jogos de futebol, clubes populares. Esse fato reduz a possibilidade de buscar um lazer ativo, seguro e adequado, sem alienação.
Nos dias de hoje o homem se vê submetido a todas as formas de massificação, inclusive, pelos meios de comunicação.
O lazer ativo e diversificado leva a uma escolha crítica sendo capaz de multiplicar experiências.
O lazer passivo não deixa o homem reorganizar a informação recebida: seu comportamento é mecânico.
Esse caráter de atividade ou passividade decorre da postura do homem na sociedade. Não é culpa do lazer em si mesmo.
O que fará a diferença será o nível cultural do indivíduo, seu senso crítico em relação às suas escolhas.
O torvelinho em que se encontra o homem ao se preocupar com produção e consumo, com tarefas e metas a cumprir, impede-o de ver com clareza a exploração que vinga ao seu redor.
Isso acaba produzindo a alienação, confundindo seus valores, tornando-o apático no campo da política ,da arte, da moral social.
Precisamos usar nosso lazer de modo sadio.
Sabemos que há uma série de escapismos na literatura e nas novelas para a televisão que fazem com que as pessoas realizem suas fantasias ,colocando-se na pele dos personagens. Isso sem falar na esperança de ganhar a Loto ou vencer a rodada do ''bingo''.
Vamos valorizar a cultura para transpor essas barreiras e desvios de conduta que assolam o país. E para saber opinar, participar de movimentos sociais na hora certa. E com o necessário e real discernimento para que se atinja a inevitável mudança.
Procure o seu lazer dentro dos critérios que preservem os preceitos cristãos.
Não se permita ser massa de manobra.
Valorize-se. E seja um cidadão que saiba lutar em prol da justiça e da liberdade de expressão, do direito de ir e vir.
E não abra mão de sua liberdade garantida na Constituição Federal.
Reaja para evitar se tornar um morto vivo, descartável, desagregado em seu meio social.
Viva o seu lazer com harmonia e use-o para ter o entretenimento que achar melhor: o de sua livre escolha.
KATIA CHIAPPINI
O lazer foi privilégio dos nobres e depois dos burgueses. Esses últimos ´promoviam caçadas, festas, bailes e intensificavam uma atividade ociosa.
Antes da Revolução Industrial, camponeses e artesãos saiam ao clarear do dia, para trabalhar, e voltavam ao cair da noite.
Nos dias sem trabalho havia´pouca chance de repouso. Havia a imposição de práticas religiosas com seus rituais obrigatórios.
Todos deveriam comparecer às festas que marcavam o fim da colheita. Essas tinham um sentido social de relevância, o que exigia o devido prestígio
Após o século XX, esse panorama se modificou, pelo advento da civilização industrial.
O ritmo de trabalho deixa de ser marcado pela natureza, pela mudança da lua, somente.
Surgem as máquinas, a introdução do relógio, a divisão de tarefas. Mas as jornadas eram longas, ao redor de 18 horas corridas.
A civilização do lazer só se definiu depois da regulamentação das horas de trabalho, em decorrência das reivindicações dos trabalhadores.
Em 1850 é restabelecido o descanso semanal, em 1919 é votada a lei das 8 horas, com a pausa para fazer as refeições.
Depois de 1930 os trabalhadores conquistam o descanso remunerado, as férias e a organização de colônia de férias .A jornada de trabalho passa a ser de 5 dias .Cria-se o tempo liberado, que necessariamente, não é o tempo livre.
Ainda há o tempo que o trabalhador perde com a locomoção, com as compras de casa, com os afazeres inerentes ao lar, com as obrigações religiosas e sociais. E há necessidade de se empenhar em fazer''bicos''para aumentar a renda da família.
Lazer é aquele tempo que cada um pode se ocupar com atividades que ele mesmo escolhe e que lhe dão prazer. O tempo pode ser distribuído entre o repouso, a diversão, a recreação com os filhos, a ida às bibliotecas ou exposições de arte.
O lazer é uma atividade voluntária que o homem busca, após se liberar das obrigações profissionais.
O lazer tem como objetivo libertar da fadiga, levar ao divertimento, ao entretenimento que vai propiciar um equilíbrio psicológico à vida.
O lazer promove a sociabilidade, o desenvolvimento de novas habilidades, o convívio com um grupo de amigos e estimula a sensibilidade e a razão.
Mas sabe-se que uma pessoa submetida a um trabalho repetitivo e massante tem o tempo livre ameaçado pela fadiga. E essa é mais psíquica do que física. E isso resulta na incapacidade de se divertir.
Ou pior do que isso, pode levar ao uso das drogas e das bebidas alcoólicas e a outras sensações radicais. Seria uma forma de driblar seu descontentamento e revolta, compensando-os com atividades violentas que recuperem o amortecimento dos sentidos.
Não se pode desviar para um lazer alienado e prejudicial.Temos que administrá-lo com responsabilidade, sem confundir a liberdade com a libertinagem.
Também não podemos nos deixar levar por modismos que manipulam e, subliminarmente, nos agridem.
Outra constatação que se faz é que as autoridades governamentais não se preocupam em proporcionar locais seguros para o lazer das classes mais necessitadas. Não há infra-estrutura que garanta aos mais pobres a ocupação sadia de seu tempo livre: locais para ouvir música, praças limpas para passeios, locais cercados para jogos de futebol, clubes populares. Esse fato reduz a possibilidade de buscar um lazer ativo, seguro e adequado, sem alienação.
Nos dias de hoje o homem se vê submetido a todas as formas de massificação, inclusive, pelos meios de comunicação.
O lazer ativo e diversificado leva a uma escolha crítica sendo capaz de multiplicar experiências.
O lazer passivo não deixa o homem reorganizar a informação recebida: seu comportamento é mecânico.
Esse caráter de atividade ou passividade decorre da postura do homem na sociedade. Não é culpa do lazer em si mesmo.
O que fará a diferença será o nível cultural do indivíduo, seu senso crítico em relação às suas escolhas.
O torvelinho em que se encontra o homem ao se preocupar com produção e consumo, com tarefas e metas a cumprir, impede-o de ver com clareza a exploração que vinga ao seu redor.
Isso acaba produzindo a alienação, confundindo seus valores, tornando-o apático no campo da política ,da arte, da moral social.
Precisamos usar nosso lazer de modo sadio.
Sabemos que há uma série de escapismos na literatura e nas novelas para a televisão que fazem com que as pessoas realizem suas fantasias ,colocando-se na pele dos personagens. Isso sem falar na esperança de ganhar a Loto ou vencer a rodada do ''bingo''.
Vamos valorizar a cultura para transpor essas barreiras e desvios de conduta que assolam o país. E para saber opinar, participar de movimentos sociais na hora certa. E com o necessário e real discernimento para que se atinja a inevitável mudança.
Procure o seu lazer dentro dos critérios que preservem os preceitos cristãos.
Não se permita ser massa de manobra.
Valorize-se. E seja um cidadão que saiba lutar em prol da justiça e da liberdade de expressão, do direito de ir e vir.
E não abra mão de sua liberdade garantida na Constituição Federal.
Reaja para evitar se tornar um morto vivo, descartável, desagregado em seu meio social.
Viva o seu lazer com harmonia e use-o para ter o entretenimento que achar melhor: o de sua livre escolha.
KATIA CHIAPPINI
sábado, 12 de dezembro de 2015
VEM!
VEM!
Quem vem
Vem de todo
Se faz refém
Sem engodo
Fala verdade
Com ternura
Tem saudade
Na desventura
Tem a intenção
De se revelar
Tem a paixão
À emoldurar
Vem e tece
Fios de amor
E os oferece
Com fervor
Quem ama
Bate palma
Não cama
Quer a alma
Quem chama
Não faz mala
Nada reclama
Só se instala
Quem cria
Pede carona
Segue o passo
Não abandona
Dá a mão
Para a vida
É explosão
Colorida
Põe a rede
Faz sinal
Tem sede
Visceral
KATIA CHIAPPINI
Quem vem
Vem de todo
Se faz refém
Sem engodo
Fala verdade
Com ternura
Tem saudade
Na desventura
Tem a intenção
De se revelar
Tem a paixão
À emoldurar
Vem e tece
Fios de amor
E os oferece
Com fervor
Quem ama
Bate palma
Não cama
Quer a alma
Quem chama
Não faz mala
Nada reclama
Só se instala
Quem cria
Pede carona
Segue o passo
Não abandona
Dá a mão
Para a vida
É explosão
Colorida
Põe a rede
Faz sinal
Tem sede
Visceral
KATIA CHIAPPINI
O QUE FALAR DO AMOR!
O amor é força motriz
Que se faz propulsora
O amor é força matriz
Por esse motivo: geradora
Ambas então se revelam
De igual importância
Ambas também reclamam
Amor em abundância
O amor sabe que as contém
E as abriga em seu bojo
E o amor não será refém
De nenhum precioso estojo
Quem ama se move e traz
Prazer para a sua vida
E respira lento e em paz
E recebe especial guarida
O amor sabe que vence
É esplendor, é estrela guia
Brilha e a todos convence
Dissipa qualquer rebeldia
Quem ama logo se revela
Descobre em si a alegria
Abre bem cedo a janela
Para sorrir e acolher o dia
O amor vence as manhas
Desarma qualquer inimigo
Vence cadeias de montanhas
E se torna o melhor abrigo
O olhar em si mesmo fala
O andar se faz mais leve
O mundo - vejo que se cala -
Se o amor chama e se atreve
Vejo a caravana passar
Como passa a onda do mar
Mas só o amor vai ancorar
Nos braços de quem abraçar
KATIA CHIAPPINI
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
MARIA, EU TE AMO!
MARIA, EU TE AMO!
Maria da Penha
Existe: é uma lei
Maria da lenha
Apanha: bem sei
Maria Aparecida
Santa protetora
Maria sofrida
Antes não fora
De bota e espora
No campo ou lavoura
O suor passa da hora
Maria é cumpridora
Se Maria ceder
Alguém a mantém
Só pelos filhos pede
Não tem seu vintém
Mesmo preterida
De chinelo de dedo
De cabeça erguida
Segue seu enredo
Maria é só serventia
Ainda longe da vitória
As lágrimas na pia
Contam sua história
Se tiver luxo e riqueza
E não tiver amor
Será farta sua mesa
E pobre o seu interior
O juiz de carreira
A teve como professora
Amo-a como pioneira:
Força libertadora
Mas a luta continua
Maria ainda apedrejada
É infeliz e segue nua
Pra ser violentada
Maria, eu te amo
Na pele de todas nós
Maria, eu te reclamo:
- Busca nossa vez e voz
KATIA CHIAPPINI
Maria da Penha
Existe: é uma lei
Maria da lenha
Apanha: bem sei
Maria Aparecida
Santa protetora
Maria sofrida
Antes não fora
De bota e espora
No campo ou lavoura
O suor passa da hora
Maria é cumpridora
Se Maria ceder
Alguém a mantém
Só pelos filhos pede
Não tem seu vintém
Mesmo preterida
De chinelo de dedo
De cabeça erguida
Segue seu enredo
Maria é só serventia
Ainda longe da vitória
As lágrimas na pia
Contam sua história
Se tiver luxo e riqueza
E não tiver amor
Será farta sua mesa
E pobre o seu interior
O juiz de carreira
A teve como professora
Amo-a como pioneira:
Força libertadora
Mas a luta continua
Maria ainda apedrejada
É infeliz e segue nua
Pra ser violentada
Maria, eu te amo
Na pele de todas nós
Maria, eu te reclamo:
- Busca nossa vez e voz
KATIA CHIAPPINI
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
TRISTEZA!
TRISTEZA!
TRISTEZA
Sei que me perdi
Dos beijos teus
Que foram meus
Mas sobrevivi
Criei muralhas
Perdi meu céu
Comprei um véu
Juntei as tralhas
Mas tive falhas
Errei sem querer
Tentei me ver
Vencendo batalhas
Difícil harmonizar
Seres implicantes
Que brigam antes
De argumentar
Amar é uma arte
Como a embarcação
Requer reparação
Quando se parte
Não tenhamos medo
Somos muito mais
Mas por causas banais
Perdemos o enredo
Já não há quem olhe
Nem minhas nem tuas
As formas livres e nuas
Pois a indecisão nos tolhe
Coloquei minha roupa
E minha dor tamanha
Ecoou na montanha
Fiquei triste e rouca
Antes que o mundo caia
Embarco para o Oriente
Deu vontade de repente
De meditar no Himalaia
KATIA CHIAPPINI
TRISTEZA
Sei que me perdi
Dos beijos teus
Que foram meus
Mas sobrevivi
Criei muralhas
Perdi meu céu
Comprei um véu
Juntei as tralhas
Mas tive falhas
Errei sem querer
Tentei me ver
Vencendo batalhas
Difícil harmonizar
Seres implicantes
Que brigam antes
De argumentar
Amar é uma arte
Como a embarcação
Requer reparação
Quando se parte
Não tenhamos medo
Somos muito mais
Mas por causas banais
Perdemos o enredo
Já não há quem olhe
Nem minhas nem tuas
As formas livres e nuas
Pois a indecisão nos tolhe
Coloquei minha roupa
E minha dor tamanha
Ecoou na montanha
Fiquei triste e rouca
Antes que o mundo caia
Embarco para o Oriente
Deu vontade de repente
De meditar no Himalaia
KATIA CHIAPPINI
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