Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

domingo, 13 de dezembro de 2015

ILAÇÕES!

                             ILAÇÕES!

Algumas curiosidades que venho anotando e vou compartilhar:
- A palavra'' calma'' tem em seu interior a palavra'' alma''. Penso que precisamos preservar a alma em paz, como se intui.
 - A palavra'' coração'' traz em seu bojo ''oração''. Orar nos faz ficar de coração leve.
-'' Amar'' traz o'' mar'' à tona. Particularmente, amo o mar desde a infância. E veraneio na praia de Torres ( Rio Grande do Sul /Brasil)
- Na palavra'' Deus'' encontramos'' eu''. Ou seja, temos a centelha divina e estamos em sintonia com o Criador
 -'' Felicidade''=feliz + idade, lembra que podemos buscar a felicidade em qualquer idade.
-''Setenta'', ou seja, aos 70 se tenta ser feliz.
Posso falar:
- Eu'' amaria'' a'' Maria'', também contida na expressão'' amaria''
A palavra''felizmente'' contém feliz + mente. E isso nos sugere que quem não poluir a mente poderá ser feliz.
E o nome próprio ''Anabela''parece dizer que toda a moça chamada Ana deve ser bela.
Na palavra ''parabéns'' temos bens, ao final. E isso nos lembra que ouvir parabéns, no dia do aniversário, já lembra que temos bens maiores que se voltam aos sentimentos: amor, amizade ,família.
E brincando com a língua inglesa, podemos traduzir ''love-me tender'' por'' lave-me e estenda-me''
E com a língua francesa, temos:
-Merci beaucoup
 ( obrigada )
-Na pas de quoi
( não há de que )
Então: merci beaucoup / na pas de quoi  ficaria:
-Perdi meu ( aquele orifício ) e não posso achar.
                   ( desculpem )
Essa foi uma tradução jocosa que minhas colegas de internato inventaram, quando estávamos na quinta série do primário.
E ainda me lembrei de uma história. Ela conta que um homem chamava seu serrote de'' vaivém'', querendo dizer que deveriam devolvê-lo quando o emprestasse. Mas como as pessoas demoravam a devolver o ''vaivém'', o homem cansou e resolveu conservá-lo em seu poder.
 E assim falou para certa pessoa que tentou pedir emprestado o serrote:
- Se o vaivém fosse e viesse o vaivém iria, mas como o vaivém vai e não vem, o vaivém não vai. 
E após ler esse texto inventamos, na época de internato, uma brincadeira. O desafio era falar bem rápido essa frase, e no relógio cronometrar o tempo decorrido para cada jogador. E ver quem se saía melhor tanto na rapidez, como no modo de falar sem erros, toda a frase. 
E,finalmente, para concluir essas ilações, lembrei-me de que na palavra ''namorada'', se tirarmos a palavra'' amor,'' ali contida, ficaremos com ''nada'', ou sem nada...

KATIA CHIAPPINI


ILAÇÕES!

                             ILAÇÕES!

Algumas curiosidades que venho anotando e vou compartilhar:
- A palavra'' calma'' tem em seu interior a palavra'' alma''. Penso que precisamos preservar a alma em paz, como se intui.
 - A palavra'' coração'' traz em seu bojo ''oração''. Orar nos faz ficar de coração leve.
-'' Amar'' traz o'' mar'' à tona. Particularmente, amo o mar desde a infância. E veraneio na praia de Torres ( Rio Grande do Sul /Brasil)
- Na palavra'' Deus'' encontramos'' eu''. Ou seja, temos a centelha divina e estamos em sintonia com o Criador
 -'' Felicidade''=feliz + idade, lembra que podemos buscar a felicidade em qualquer idade.
-''Setenta'', ou seja, aos 70 se tenta ser feliz.
Posso falar:
- Eu'' amaria'' a'' Maria'', também contida na expressão'' amaria''
A palavra''felizmente'' contém feliz + mente. E isso nos sugere que quem não poluir a mente poderá ser feliz.
E o nome próprio ''Anabela''parece dizer que toda a moça chamada Ana deve ser bela.
Na palavra ''parabéns'' temos bens, ao final. E isso nos lembra que ouvir parabéns, no dia do aniversário, já lembra que temos bens maiores que se voltam aos sentimentos: amor, amizade ,família.
E brincando com a língua inglesa, podemos traduzir ''love-me tender'' por'' lave-me e estenda-me''
E com a língua francesa, temos:
-Merci beaucoup
 ( obrigada )
-Na pas de quoi
( não há de que )
Então: merci beaucoup / na pas de quoi  ficaria:
-Perdi meu ( aquele orifício ) e não posso achar.
                   ( desculpem )
Essa foi uma tradução jocosa que minhas colegas de internato inventaram, quando estávamos na quinta série do primário.
E ainda me lembrei de uma história. Ela conta que um homem chamava seu serrote de'' vaivém'', querendo dizer que deveriam devolvê-lo quando o emprestasse. Mas como as pessoas demoravam a devolver o ''vaivém'', o homem cansou e resolveu conservá-lo em seu poder.
 E assim falou para certa pessoa que tentou pedir emprestado o serrote:
- Se o vaivém fosse e viesse o vaivém iria, mas como o vaivém vai e não vem, o vaivém não vai. 
E após ler esse texto inventamos, na época de internato, uma brincadeira. O desafio era falar bem rápido essa frase, e no relógio cronometrar o tempo decorrido para cada jogador. E ver quem se saía melhor tanto na rapidez, como no modo de falar sem erros, toda a frase. 
E,finalmente, para concluir essas ilações, lembrei-me de que na palavra ''namorada'', se tirarmos a palavra'' amor,'' ali contida, ficaremos com ''nada'', ou sem nada...

KATIA CHIAPPINI


LAZER

                                   LAZER

O lazer foi privilégio dos nobres e depois dos burgueses. Esses últimos ´promoviam caçadas, festas, bailes e intensificavam uma atividade ociosa.
Antes da Revolução Industrial, camponeses e artesãos saiam ao clarear do dia, para trabalhar, e voltavam ao cair da noite.
Nos dias sem trabalho havia´pouca chance de repouso. Havia a imposição de práticas religiosas com seus rituais obrigatórios.
Todos deveriam comparecer às festas que marcavam o fim da colheita. Essas tinham um sentido social de relevância, o que exigia o devido prestígio
Após o século XX, esse panorama se modificou, pelo advento da civilização industrial.
O ritmo de trabalho deixa de ser marcado pela natureza, pela mudança da lua, somente.
Surgem as máquinas, a introdução do relógio, a divisão de tarefas. Mas as jornadas eram longas, ao redor de 18 horas corridas.
A civilização do lazer só se definiu depois da regulamentação das horas de trabalho, em decorrência das reivindicações dos trabalhadores.
Em 1850 é restabelecido o descanso semanal, em 1919 é votada a lei das 8 horas, com a pausa para fazer as refeições.
Depois de 1930 os trabalhadores conquistam o descanso remunerado, as férias e a organização de colônia de férias .A jornada de trabalho passa a ser de 5 dias .Cria-se o tempo liberado, que necessariamente, não é o tempo livre.
Ainda há o tempo que o trabalhador perde com a locomoção, com as compras de casa, com os afazeres inerentes ao lar, com as obrigações religiosas e sociais. E há necessidade de se empenhar em fazer''bicos''para aumentar a renda da família.
Lazer é aquele tempo que cada um pode se ocupar com atividades que ele mesmo escolhe e que lhe dão prazer. O tempo pode ser distribuído entre o repouso, a diversão, a recreação com os filhos, a ida às bibliotecas ou exposições de arte.
O lazer é uma atividade voluntária que o homem busca, após se liberar das obrigações profissionais.
O lazer tem como objetivo libertar da fadiga, levar ao divertimento, ao entretenimento que vai propiciar um equilíbrio psicológico à vida.
O lazer promove a sociabilidade, o desenvolvimento de novas habilidades, o convívio com um grupo de amigos e estimula a sensibilidade e a razão.
Mas sabe-se que uma pessoa submetida a um trabalho repetitivo e massante tem o tempo livre ameaçado pela fadiga. E essa é  mais psíquica do que física. E isso resulta na incapacidade de se divertir. 
Ou pior do que isso, pode levar ao uso das drogas e das bebidas alcoólicas e a outras sensações radicais. Seria uma forma de driblar seu descontentamento e revolta, compensando-os com atividades violentas que recuperem o amortecimento dos sentidos.
Não se pode desviar para um lazer alienado e prejudicial.Temos que administrá-lo com responsabilidade, sem confundir a liberdade com a libertinagem.
Também não podemos nos deixar levar por modismos que manipulam e, subliminarmente, nos agridem.
Outra constatação que se faz é que as autoridades governamentais não se preocupam em proporcionar locais seguros para o lazer das classes mais necessitadas. Não há infra-estrutura que garanta aos mais pobres a ocupação sadia de seu tempo livre: locais para ouvir música, praças limpas para passeios, locais cercados para jogos de futebol, clubes populares. Esse fato reduz a possibilidade de buscar um lazer ativo, seguro e adequado, sem alienação.
Nos dias de hoje o homem se vê submetido a todas as formas de massificação, inclusive, pelos meios de comunicação.
O lazer ativo e diversificado leva a uma escolha crítica sendo capaz de multiplicar experiências. 
O lazer passivo não deixa o homem reorganizar a informação recebida: seu comportamento é mecânico.
Esse caráter de atividade ou passividade decorre da postura do homem na sociedade. Não é culpa do lazer em si mesmo.
O que fará a diferença será o nível cultural do indivíduo, seu senso crítico em relação às suas escolhas.
O torvelinho em que se encontra o homem ao se preocupar com produção e consumo, com tarefas e metas a cumprir, impede-o de ver com clareza a exploração que vinga ao seu redor.
Isso acaba produzindo a alienação, confundindo seus valores, tornando-o apático no campo da política ,da arte, da moral social.
Precisamos usar nosso lazer de modo sadio.
Sabemos que há uma série de escapismos na literatura e nas novelas para a televisão que fazem com que as pessoas realizem suas fantasias ,colocando-se na pele dos personagens. Isso sem falar na esperança de ganhar a Loto ou vencer a rodada do ''bingo''.
Vamos valorizar a cultura para transpor essas barreiras  e desvios de conduta que assolam o país. E para saber opinar, participar de movimentos sociais na hora certa. E com o necessário e real discernimento para que se atinja a inevitável mudança. 
Procure o seu lazer dentro dos critérios que preservem os preceitos cristãos.
Não se permita ser massa de manobra.
Valorize-se. E seja um cidadão que saiba lutar em prol da justiça e da liberdade de expressão, do direito de ir e vir.
E não abra mão de sua liberdade garantida na Constituição Federal.
Reaja para evitar se tornar um morto vivo, descartável, desagregado em seu meio social.
Viva o seu lazer com harmonia e use-o para ter o entretenimento que achar melhor: o de sua livre escolha.

                                     KATIA CHIAPPINI


sábado, 12 de dezembro de 2015

VEM!

                                   VEM!

 Quem vem
 Vem de todo
 Se faz refém
 Sem engodo

 Fala  verdade
 Com ternura
 Tem saudade
 Na desventura

Tem a intenção 
De se revelar
Tem a paixão
À emoldurar

Vem e tece
Fios de amor
E os oferece
Com fervor

Quem ama
Bate palma
Não cama
Quer a alma

Quem chama
Não faz mala
Nada reclama
Só se instala 

Quem cria 
Pede carona
Segue o passo
Não abandona

Dá a mão 
Para a vida
É explosão
Colorida

Põe a rede 
Faz sinal
Tem sede
Visceral

                                      KATIA CHIAPPINI

O QUE FALAR DO AMOR!

  
                      O QUE FALAR DO AMOR?
             
             

O amor é força motriz
Que se faz propulsora
O amor é força matriz
Por esse motivo:  geradora

Ambas então se revelam
De igual importância 
Ambas também reclamam
Amor em abundância

O amor sabe que as contém
E as abriga em seu bojo
E o amor não será refém
De nenhum precioso estojo

Quem ama se move e traz
Prazer para a sua vida
E  respira lento e em paz
E recebe especial guarida

O amor sabe que vence
É esplendor, é estrela guia
Brilha e a todos convence
Dissipa qualquer rebeldia

Quem ama logo se revela
Descobre em si a alegria
Abre bem cedo a janela
Para sorrir e acolher o dia

O amor vence as manhas
Desarma qualquer inimigo
Vence cadeias de montanhas
E se torna o melhor abrigo

O olhar em si mesmo fala
O andar se faz mais leve
O mundo - vejo que se cala -
Se o amor chama e se atreve

Vejo a caravana  passar
Como passa a onda do mar
Mas só o amor vai ancorar
Nos braços de quem abraçar

                                      KATIA CHIAPPINI



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

MARIA, EU TE AMO!

                      MARIA, EU TE AMO!

Maria da Penha
Existe: é uma lei
Maria da lenha
Apanha: bem sei

Maria Aparecida
Santa protetora 
Maria sofrida
Antes não fora

De bota e espora
No campo ou lavoura
O suor passa da hora
Maria é cumpridora

Se Maria ceder
Alguém a mantém
Só pelos filhos pede
Não tem seu vintém

Mesmo preterida
De chinelo de dedo
De cabeça erguida
Segue seu enredo

Maria é só serventia
Ainda longe da vitória
As lágrimas na pia
Contam sua história

Se tiver luxo e riqueza
E não tiver amor
Será farta sua mesa
E pobre o seu interior

O juiz de carreira
A teve como professora
Amo-a como pioneira:
Força libertadora

Mas a luta continua
Maria ainda apedrejada
É infeliz e segue nua
Pra ser violentada

Maria, eu te amo
Na pele de todas nós
Maria, eu te reclamo:
- Busca nossa vez e voz 

KATIA CHIAPPINI

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

TRISTEZA!

                            TRISTEZA!
      TRISTEZA
Sei que me perdi
Dos beijos teus
Que foram meus
Mas sobrevivi

Criei muralhas
Perdi meu céu
Comprei um véu
Juntei as tralhas

Mas tive falhas
Errei sem querer
Tentei me ver
Vencendo batalhas

Difícil harmonizar
Seres implicantes
Que brigam antes 
De argumentar

Amar é uma arte
Como a embarcação
Requer reparação
Quando se parte

Não tenhamos medo
Somos muito mais
Mas por causas banais
Perdemos o enredo

Já não há quem olhe
Nem minhas nem tuas
As formas livres e nuas
Pois a indecisão nos tolhe

Coloquei minha roupa
E minha dor tamanha
Ecoou na montanha
Fiquei triste e rouca

Antes que o mundo caia
Embarco para o Oriente
Deu vontade de repente
De meditar no Himalaia

                                       KATIA CHIAPPINI