PASMEM: MINICONTO
Um amigo de nossa família foi criado no interior, com pai e mãe e 10 irmãos.
Passou fome, andou descalço, viu faltar comida na mesa.
Devido ao seu esforço e com a ajuda de um padrinho, veio para a cidade grande, estudou muito e venceu.
Formou-se em Direito e fez carreira até se aposentar como desembargador: um juiz de alto escalão.
Em certa ocasião, convidou-me para pedalar no parque. Ao nos depararmos com uma subida íngreme,vi meu amigo pedir ajuda para um menino maltrapilho que passava por nós. Ele levou a bicicleta do Dr, eu levei a minha e chegamos na calçada em linha reta, para seguir nosso trajeto, em direção ao parque.
O menino pobre puxou a camisa do meu amigo e pediu uma gorjeta, o que me pareceu normal.
E, pasmem, o Dr abriu uma niqueleira e deu algumas moedas de pouco valor para o pobre ''ajudante''.
A reação veio, de imediato:
- Desculpe, Dr, meus bolsos furados não vão segurar as moedas. O senhor não tem outra ideia ?
E o Dr, que já se esquecera de sua origem humilde, assim falou:
- Ah! tenho uma ideia sim. Vou sugerir que costure seus bolsos para que isso não se repita, quando eu o encontrar, de novo.
Para não usar palavras ''chulas', eu contive minha indignação, me afastei pedalando rápido. E minha bicicleta sumiu em direção oposta àquela que deveria tomar.
Voltei para casa sem acreditar nos fatos que havia presenciado.
E ficou me perseguindo aquela imagem, aquela cena realmente insólita, aquele rosto decepcionado do pobre rapaz.
Pareceu-me estar entre pescadores que contam ''causos'' e inverdades, só para fazer rir. Ou entre conversas de botequim ,onde a bebida, a certa altura, corre solta e embaralha os sentidos e a razão.
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
EM ALGUM LUGAR, NO PRESENTE
EM ALGUM LUGAR, NO PRESENTE
Em algum lugar no presente
Talvez eu encontre um bem
Com maturidade suficiente
Mesmo com pouco vintém
Em algum lugar no presente
Haverá mais que adversidade
E não um ser dito convincente
Que brilhe só na inverdade
Mas nada de linguajar ''chulo''
Nada de atos grosseiros
Bem menos atropelos e pulos
Bem mais gestos de cavalheiro
Em algum lugar do presente
Mudanças poderão ocorrer
O amor que se quer, se sente
E, de surpresa, se pode colher
Mas devem voltar as rosas
Perfumes e algum desatino
Depois, as vivências amorosas
Vão chamar o toque do sino
KATIA CHIAPPINI
e-mail: katia _fachinello42@hotmail.com
Em algum lugar no presente
Talvez eu encontre um bem
Com maturidade suficiente
Mesmo com pouco vintém
Em algum lugar no presente
Haverá mais que adversidade
E não um ser dito convincente
Que brilhe só na inverdade
Mas nada de linguajar ''chulo''
Nada de atos grosseiros
Bem menos atropelos e pulos
Bem mais gestos de cavalheiro
Em algum lugar do presente
Mudanças poderão ocorrer
O amor que se quer, se sente
E, de surpresa, se pode colher
Mas devem voltar as rosas
Perfumes e algum desatino
Depois, as vivências amorosas
Vão chamar o toque do sino
KATIA CHIAPPINI
e-mail: katia _fachinello42@hotmail.com
terça-feira, 11 de julho de 2017
LENIMENTO DELL'ANIMA
MÚSICA E POESIA
No corpo o alimento e na alma o lenimento.
O lenimento da alma se divide entre a música e a poesia
KATIA CHIAPPINI
REFLEXÃO!
REFLEXÃO
Pode voltar a me oferecer rosas, pois já tirei os espinhos com os quais me feriu
KATIA CHIAPPINI
Pode voltar a me oferecer rosas, pois já tirei os espinhos com os quais me feriu
KATIA CHIAPPINI
QUADRINHAS PARA SUA SEMANA!
QUADRINHAS PARA SUA SEMANA!
Quadrinhas!
Poesia encanta nossa alma
E ela se acalma e se rejubila
O ser respira com mais calma
A rima é do verso atenta pupila
Poesia é um rastro de Deus
Que não se vê, mas se sente
Ela é o lamento dos filhos Seus
Que toda a falsidade desmente
KATIA CHIAPPINI
DECEPÇÃO DE MINHA MÃE:MINICONTO
DECEPÇÃO DE MINHA MÃE
( MINICONTO )
No dia de meu casamento, mamãe marcou hora no salão de beleza, mesmo antes que eu tivesse tido tempo para pensar nisso.
Ela criou uma expectativa para esse dia e cuidou de todas as providências, junto comigo.
Ela queria me ver bem maquiada e bem vestida, pois se dedicara a bordar meu vestido, além de confeccioná-lo com esmero, para o desfile, com destino ao altar da capela.
O vestido tinha as mangas bordadas e também a longa cauda que desfilaria como se fosse a de uma princesa medieval e sonhadora.
Mas, no dia da cerimônia, tendo me atrasado além do esperado, não vi outra alternativa, a não ser a de entrar a passos largos em direção ao altar, onde o noivo me esperava, já ansioso.
Meu pai apertou minha mão querendo me situar e retardar minha pressa. Mas, dado meu nervosismo, papai não teve êxito em seu propósito.
O fato de me envolver a emoção, ao ouvir a Ave Maria, entoada pelo coro da capela, deixou as lágrimas jorrarem soltas, manchando a pintura dos olhos e todo o rosto. Isso caiu como um pesadelo para minha mãe, já desfigurada e tensa.
Ao término da cerimônia, voltei-me para as pessoas, parei na porta da igreja e recebi os primeiros cumprimentos, antes de me dirigir ao salão de festas, onde seria servido o jantar comemorativo.
Minha mãe caminhou em minha direção, curvou-se para ficar junto aos meus ouvidos e falou aos sussurros para disfarçar:
- Filha, estou frustrada, foram dois meses de trabalho posto fora!
Até hoje, tantos anos depois, nunca soube se o meu vestido foi notado!
KATIA CHIAPPINI
e-mail: katia_fachinello42@hotmail.com
( MINICONTO )
No dia de meu casamento, mamãe marcou hora no salão de beleza, mesmo antes que eu tivesse tido tempo para pensar nisso.
Ela criou uma expectativa para esse dia e cuidou de todas as providências, junto comigo.
Ela queria me ver bem maquiada e bem vestida, pois se dedicara a bordar meu vestido, além de confeccioná-lo com esmero, para o desfile, com destino ao altar da capela.
O vestido tinha as mangas bordadas e também a longa cauda que desfilaria como se fosse a de uma princesa medieval e sonhadora.
Mas, no dia da cerimônia, tendo me atrasado além do esperado, não vi outra alternativa, a não ser a de entrar a passos largos em direção ao altar, onde o noivo me esperava, já ansioso.
Meu pai apertou minha mão querendo me situar e retardar minha pressa. Mas, dado meu nervosismo, papai não teve êxito em seu propósito.
O fato de me envolver a emoção, ao ouvir a Ave Maria, entoada pelo coro da capela, deixou as lágrimas jorrarem soltas, manchando a pintura dos olhos e todo o rosto. Isso caiu como um pesadelo para minha mãe, já desfigurada e tensa.
Ao término da cerimônia, voltei-me para as pessoas, parei na porta da igreja e recebi os primeiros cumprimentos, antes de me dirigir ao salão de festas, onde seria servido o jantar comemorativo.
Minha mãe caminhou em minha direção, curvou-se para ficar junto aos meus ouvidos e falou aos sussurros para disfarçar:
- Filha, estou frustrada, foram dois meses de trabalho posto fora!
Até hoje, tantos anos depois, nunca soube se o meu vestido foi notado!
KATIA CHIAPPINI
e-mail: katia_fachinello42@hotmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)





