DIAS CONFUSOS!
Sabe?
Sei
Sim
Soube
Suei
Faço
Fé
Finalmente
Forte
Fui
Mapas
Mensagens
Ministrei
Moldei
Muitos...
Amando
Amealhando
Minguando
Mofando
Amuei...
Paciente
Pensei
Pincelar
Povoar
Pulsar
Saturei
Serenei
Sinalizei
Sofri
Surtei
Grave
Greve
Gritos
Grosseiros
Grunhidos
Basta
Bestificaram
Bipolarizaram
Bolsa família
Burlaram
Sabe?
Sem fim
Simplificaram
Sonegaram
Sumiram...
KATIA CHIAPPINI
Pensamentos,poesias e crônicas de minha autoria,para os apreciadores de gotas poeticas. Essas constituem um bálsamo para a paz espiritual,cujas ondas se inserem na harmonia do cosmos.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
NOVA ESCRITORA
NOVA ESCRITORA
A moça me confessou;
Que escrevia muito
A inspiração enlaçou
Seu rabisco fortuito
Ela guardava o caderno
Na mesa de cabeceira
Seria o lugar eterno?
Seria o lugar certeiro?
Cresceu, se tornou avó
Continuava a rabiscar
Mas fadado a virar pó
Os textos iriam amarelar
Disse-lhe, um certo dia:
- Mostre seu trabalho
Era o que ela queria
Ser coringa no baralho
Começou a se soltar
Soltou versos singelos
Escolheu publicar
No grupo poético ''Elos''
Leram as suas rimas
Comentaram, gostaram
Floresceu a autoestima
Rimas se espalharam
Presenteou-me bombons
Acompanhou-me à casa
Criança de coração bom
Agora, feliz, criou asas
É a ex-aluna, Jussara
E eu, eterna professora
É mulher especial e rara
É a nossa nova escritora!
KATIA CHIAPPINI
A moça me confessou;
Que escrevia muito
A inspiração enlaçou
Seu rabisco fortuito
Ela guardava o caderno
Na mesa de cabeceira
Seria o lugar eterno?
Seria o lugar certeiro?
Cresceu, se tornou avó
Continuava a rabiscar
Mas fadado a virar pó
Os textos iriam amarelar
Disse-lhe, um certo dia:
- Mostre seu trabalho
Era o que ela queria
Ser coringa no baralho
Começou a se soltar
Soltou versos singelos
Escolheu publicar
No grupo poético ''Elos''
Leram as suas rimas
Comentaram, gostaram
Floresceu a autoestima
Rimas se espalharam
Presenteou-me bombons
Acompanhou-me à casa
Criança de coração bom
Agora, feliz, criou asas
É a ex-aluna, Jussara
E eu, eterna professora
É mulher especial e rara
É a nossa nova escritora!
KATIA CHIAPPINI
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
O PRETO NO BRANCO
O PRETO NO BRANCO
O preto no branco lembra a interferência das notas pretas de um piano mesclando-se com as notas brancas, essas últimas, alvas como a nuvem de sonhos diletos.
Brancos e negros mesclam seu sangue pelo casamento e escolhem viver entrelaçando as raças nessa união.
Quando uma garota diz estar namorando um rapaz, mas é vista aos beijos com outro, é comum ouvir essa expressão antiga ao se pronunciar dizendo:
- Afinal, vamos colocar o preto no branco?
Nesse sentido quer dizer dar ciência aos fatos e definir qual é a verdade, esclarecer as intenções da moça.
Trata-se de um sentido figurado que visa esclarecer uma situação que envolve dúvida.
O preto seria o da tinta da caneta e o branco lembra o papel onde se escreve, quando se escreve alguma explicação solicitada.
Há telas belíssimas em preto e branco nas quais o artista quer dar um contexto social, como transmitir, na tela, a pobreza, ou definir um caráter intimista, singelo, em seu quadro, como no esboço de um rosto feminino.
Temos as fotos em preto e branco, mais antigas como as dos nossos avós, com novos significados e novas perspectivas e que deslizam para um projeto mais simples, mas igualmente belo.
Exemplo de telas notáveis em preto e branco são as de Chema Madoz, fotógrafo espanhol premiado em 2000, com suas telas em exposição no Centro Cultural de Madrid.
A obra de Madoz viaja entre o surrealismo e o conceptualismo.
Modernamente alguns estudiosos buscam reverter esses preconceitos, de modo a salientar que a raça negra colaborou intensivamente para a cultura dos povos.
A discriminação é crime. Todos somos seres humanos e dignos de respeito.
Não é a cor que nos define e sim o caráter.
Mas, infelizmente, se há um furto no supermercado e estão saindo do local, um preto e um branco, revistam o negro, em primeiro lugar, supostamente o culpado.
Pretos e negros são irmãos na música, na literatura, na direção de filmes, na atuação em trilogias premiadas. Nas guerras e revoluções se destacam com igual fibra e patriotismo.
Na liderança política há negros cujos ideais são exemplos a seguir e que a literatura têm nos revelado ao longo dos anos.
No Brasil, em 20 de novembro foi criado o dia da Consciência Negra trazendo uma reflexão sobre a inserção do negro e da cultura afro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida em razão da morte de Zumbi dos Palmares, líder que defendeu o Quilombo dos Palmares contra expedições militares que pretendiam trazer negros fugidos novamente para a escravidão a que eram submetidos.
Amas de leite negras deram seu leite do peito para muitas crianças brancas, nascidas nos lares de grandes senhores de escravos.
O preto no branco leva a muitas e remotas considerações no mundo todo.
Mas o principal é integrar todas as raças num contexto de harmonia, solidariedade e justiça.
O caminho é longo e muitas batalhas ainda serão travadas contra as discriminações de raça, cor, religião, diversidade de gênero.
Grupos extremistas vingam por todo o planeta.
Mas desejo que o tempo e a consciência de cada homem possam se modificar e evoluir no sentido de deixar seu semelhante, de qualquer credo ou tribo, viver com direitos iguais.
Antes disso, estaremos voltando ao tempo das cavernas e praticando barbáries indescritíveis que seguem nos envergonhando como seres humanos.
Somos, ora dia, ora noite, ora tristeza, ora alegria. Somos surpreendidos pelos contrastes e antagonismos da vida.
Quando a noite escura descobre a Lua para assistir nossos secretos momentos, é na claridade da aurora que descansamos e despertamos para seguir o brilho do Sol e compartilhar de tão intensa energia.
Volto agora aos meus estudos de piano onde as notas brancas me entendem, me ouvem e resolvem o tema sonoro. E me faço acompanhar das notas pretas que representam breves nuances de tristeza e de uma melancolia saudosista. Uma melancolia que leva aos sonhos ainda não realizados mas constantemente sonhados. Em noites de verão, entre as flores que a primavera guardou para nos emprestar. E compor o cenário de nossos eternos e especiais desejos.
KATIA CHIAPPINI
O preto no branco lembra a interferência das notas pretas de um piano mesclando-se com as notas brancas, essas últimas, alvas como a nuvem de sonhos diletos.
Brancos e negros mesclam seu sangue pelo casamento e escolhem viver entrelaçando as raças nessa união.
Quando uma garota diz estar namorando um rapaz, mas é vista aos beijos com outro, é comum ouvir essa expressão antiga ao se pronunciar dizendo:
- Afinal, vamos colocar o preto no branco?
Nesse sentido quer dizer dar ciência aos fatos e definir qual é a verdade, esclarecer as intenções da moça.
Trata-se de um sentido figurado que visa esclarecer uma situação que envolve dúvida.
O preto seria o da tinta da caneta e o branco lembra o papel onde se escreve, quando se escreve alguma explicação solicitada.
Há telas belíssimas em preto e branco nas quais o artista quer dar um contexto social, como transmitir, na tela, a pobreza, ou definir um caráter intimista, singelo, em seu quadro, como no esboço de um rosto feminino.
Temos as fotos em preto e branco, mais antigas como as dos nossos avós, com novos significados e novas perspectivas e que deslizam para um projeto mais simples, mas igualmente belo.
Exemplo de telas notáveis em preto e branco são as de Chema Madoz, fotógrafo espanhol premiado em 2000, com suas telas em exposição no Centro Cultural de Madrid.
A obra de Madoz viaja entre o surrealismo e o conceptualismo.
Modernamente alguns estudiosos buscam reverter esses preconceitos, de modo a salientar que a raça negra colaborou intensivamente para a cultura dos povos.
A discriminação é crime. Todos somos seres humanos e dignos de respeito.
Não é a cor que nos define e sim o caráter.
Mas, infelizmente, se há um furto no supermercado e estão saindo do local, um preto e um branco, revistam o negro, em primeiro lugar, supostamente o culpado.
Pretos e negros são irmãos na música, na literatura, na direção de filmes, na atuação em trilogias premiadas. Nas guerras e revoluções se destacam com igual fibra e patriotismo.
Na liderança política há negros cujos ideais são exemplos a seguir e que a literatura têm nos revelado ao longo dos anos.
No Brasil, em 20 de novembro foi criado o dia da Consciência Negra trazendo uma reflexão sobre a inserção do negro e da cultura afro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida em razão da morte de Zumbi dos Palmares, líder que defendeu o Quilombo dos Palmares contra expedições militares que pretendiam trazer negros fugidos novamente para a escravidão a que eram submetidos.
Amas de leite negras deram seu leite do peito para muitas crianças brancas, nascidas nos lares de grandes senhores de escravos.
O preto no branco leva a muitas e remotas considerações no mundo todo.
Mas o principal é integrar todas as raças num contexto de harmonia, solidariedade e justiça.
O caminho é longo e muitas batalhas ainda serão travadas contra as discriminações de raça, cor, religião, diversidade de gênero.
Grupos extremistas vingam por todo o planeta.
Mas desejo que o tempo e a consciência de cada homem possam se modificar e evoluir no sentido de deixar seu semelhante, de qualquer credo ou tribo, viver com direitos iguais.
Antes disso, estaremos voltando ao tempo das cavernas e praticando barbáries indescritíveis que seguem nos envergonhando como seres humanos.
Somos, ora dia, ora noite, ora tristeza, ora alegria. Somos surpreendidos pelos contrastes e antagonismos da vida.
Quando a noite escura descobre a Lua para assistir nossos secretos momentos, é na claridade da aurora que descansamos e despertamos para seguir o brilho do Sol e compartilhar de tão intensa energia.
Volto agora aos meus estudos de piano onde as notas brancas me entendem, me ouvem e resolvem o tema sonoro. E me faço acompanhar das notas pretas que representam breves nuances de tristeza e de uma melancolia saudosista. Uma melancolia que leva aos sonhos ainda não realizados mas constantemente sonhados. Em noites de verão, entre as flores que a primavera guardou para nos emprestar. E compor o cenário de nossos eternos e especiais desejos.
KATIA CHIAPPINI
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
FILOSOFANDO NA PRAIA
FILOSOFANDO NA PRAIA
Tanto mar para nos banhar
Tanta areia aos nossos pés
Mas como a beleza enxergar
Se andamos em marcha-ré ...
Tantos amigos buscamos
Tantos amores queremos
Mas os seres não amamos
Fingimos: não os temos
Então vem a inverdade
Pés na lama e cinismo
Vendemos a dignidade
Em nome do casuísmo
Fingimos ser os heróis
Agradamos os boçais
Depois em maus lençóis
Perdemos as referenciais
O mundo é louco, é hostil
Em tempo de tempestade
O povo cansou e já senil
Perdeu a sua identidade
KATIA CHIAPPINI
Tanto mar para nos banhar
Tanta areia aos nossos pés
Mas como a beleza enxergar
Se andamos em marcha-ré ...
Tantos amigos buscamos
Tantos amores queremos
Mas os seres não amamos
Fingimos: não os temos
Então vem a inverdade
Pés na lama e cinismo
Vendemos a dignidade
Em nome do casuísmo
Fingimos ser os heróis
Agradamos os boçais
Depois em maus lençóis
Perdemos as referenciais
O mundo é louco, é hostil
Em tempo de tempestade
O povo cansou e já senil
Perdeu a sua identidade
KATIA CHIAPPINI
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
MINICONTO RELÂMPAGO
Miniconto relâmpago
Um homem presenciou sua mulher escorregar para baixo de uma prateleira de supermercado e ficou parado no mesmo lugar, sem nenhuma alteração no olhar.
O amigo que estava com o casal estranhou e a mulher perguntou atônita:
- Mas não pensas em socorrer tua mulher que levou uma queda brusca?
- Ah! pensei que ela estivesse procurando o preço promocional daquela mercadoria anunciada com desconto, porque me pareceu que a tabuleta tinha se desprendido e caído no chão.
KATIA CHIAPPINI
Um homem presenciou sua mulher escorregar para baixo de uma prateleira de supermercado e ficou parado no mesmo lugar, sem nenhuma alteração no olhar.
O amigo que estava com o casal estranhou e a mulher perguntou atônita:
- Mas não pensas em socorrer tua mulher que levou uma queda brusca?
- Ah! pensei que ela estivesse procurando o preço promocional daquela mercadoria anunciada com desconto, porque me pareceu que a tabuleta tinha se desprendido e caído no chão.
KATIA CHIAPPINI
ALEGRIA, ALEGRIA...
ALEGRIA, ALEGRIA...
Entre os sentimentos que experimento nas férias de verão à beira mar, destaco a sensação que tenho de que todos estão desfrutando os melhores momentos do ano.
O fato de vê-los na praia é prazeroso porque a alegria se espalha por todos os lados.
Crianças brincam no mar, idosos ganham as ondas, casais de namorados namoram mais, os vendedores ambulantes sorriem para os veranistas e fazem descontos nas mercadorias. Os donos das barracas, próximas ao mar, se deslocam para levar os lanches até as barracas dos veranistas.
Nossos vizinhos acabam por nos emprestar, com um sorriso, algum utensílio doméstico que, por vezes, esquecemos na cidade.
Profissionais de Educação Física ensinam as danças e os passos das coreografias da moda, realizadas nas aulas gratuitas, na areia da praia.
Nas calçadas caminham famílias inteiras, à noite, frequentando os bares litorâneos e buscando a música das bandas locais.
Na cidade as vozes dos povos de outras'' bandas'' exibe seu sotaque diferenciado.
Os idiomas revelam a presença de estrangeiros na praia.
A alegria toma conta do tempo e do espaço de verão.
Os amigos se encontram e se abraçam de modo diferenciado e a hospitalidade se faz presente nas rodas de chimarrão e nos churrascos, ao entardecer.
As garagens das casas recebem uma tribo feliz que vem para ''jogar conversa fora ''mas nunca a amizade.
Areia e mar, falésias de grandes dimensões, penhascos e rochas, belas lagoas, tudo isso faz a natureza se mostrar pródiga em encantos naturais, tornando-se convidativa aos veranistas.
Estou em Torres, a mais bela praia do litoral riograndense, onde vislumbro essa alegria, tema de meu texto de hoje.
Todas as desavenças parecem ter permanecido nas cidades e todos os sorrisos parecem ter vindo, como parte indispensável da bagagem .
Ao escrever essas linhas, vislumbro da janela, as famílias passando em direção à praia de mar. As crianças ajudam carregando seus brinquedos. Não podem faltar os baldes,nem as formas para fazer estrelas do mar, cavalos marinhos e peixes, com a areia úmida.
E os castelos de areia são feitos com as mãos e com a ajuda de pás de plástico que são compradas junto com os baldes de brinquedo.
A alegria vai à praia vestida de inúmeras faces sorridentes e receptivas.
Crianças, jovens, adultos e pessoas idosas, compartilham do mesmo clima de verão e vestem fragmentos de alegria e felicidade.
As economias feitas durante o ano viajaram para a praia e são responsáveis em dar o suporte para os gastos das famílias.
Os padrinhos colaboram com as finanças e os tios e avós aumentam a mesada da criançada.
Um pouco do esforço coletivo reverte em novas possibilidades e o veraneio fica mantido. Vale à pena solicitar a colaboração de todos em prol de um bem estar familiar e agregador.
Não percebo, durante o veraneio, aquelas pessoas estressadas no trânsito. Ao contrário, vejo motoristas dos carros de passeio que fazem sinal para que os pedestres possam atravessar as ruas com tranquilidade.
Em todos os lugares a alegria transparece.
Pode ser o efeito da natureza unida ao tempo de férias e a possibilidade de reunir a família em torno da mesa de jantar.
Pode ser a chamada para um carteado em família, para um jogo de futebol na praia, para a prática de outros esportes de areia.
Pode ser pela espera de um convívio mais estreito com filhos e netos, pelo diálogo que renasce em clima de veraneio.
O fato é que a alegria que percebo, todos os anos, desde a minha infância, é real durante as férias na praia de meu andar.
A calmaria de ambientes convida à prática da meditação, ao exercício da leitura, à comunicação saudável.
Até os homens se prontificam para lavar a louça ou a própria roupa para auxiliar suas mulheres, sempre atribuladas, com a organização de todas as tarefas domésticas.
Gostaria que ,cada vez mais, essa alegria superasse nossas preocupações e nos tornassem mais humanos e solidários em nossos lares, como se fosse uma trégua em tempo de guerra.
Vamos demonstrar esse contentamento nos salões de festa, nos jantares promovidos pelos clubes que frequentamos, na caminhada à beira mar, nas brincadeiras com os netos, nas rodas de piadas de salão, na roda de pescadores e seus ''causos'' mentirosos que fingimos acreditar.
Vamos espalhar a alegria onde nos for possível!
Vamos viver intensamente o lazer de nossos verões antes que o inverno da vida se interponha, célere e implacável.
KATIA CHIAPPINI
Entre os sentimentos que experimento nas férias de verão à beira mar, destaco a sensação que tenho de que todos estão desfrutando os melhores momentos do ano.
O fato de vê-los na praia é prazeroso porque a alegria se espalha por todos os lados.
Crianças brincam no mar, idosos ganham as ondas, casais de namorados namoram mais, os vendedores ambulantes sorriem para os veranistas e fazem descontos nas mercadorias. Os donos das barracas, próximas ao mar, se deslocam para levar os lanches até as barracas dos veranistas.
Nossos vizinhos acabam por nos emprestar, com um sorriso, algum utensílio doméstico que, por vezes, esquecemos na cidade.
Profissionais de Educação Física ensinam as danças e os passos das coreografias da moda, realizadas nas aulas gratuitas, na areia da praia.
Nas calçadas caminham famílias inteiras, à noite, frequentando os bares litorâneos e buscando a música das bandas locais.
Na cidade as vozes dos povos de outras'' bandas'' exibe seu sotaque diferenciado.
Os idiomas revelam a presença de estrangeiros na praia.
A alegria toma conta do tempo e do espaço de verão.
Os amigos se encontram e se abraçam de modo diferenciado e a hospitalidade se faz presente nas rodas de chimarrão e nos churrascos, ao entardecer.
As garagens das casas recebem uma tribo feliz que vem para ''jogar conversa fora ''mas nunca a amizade.
Areia e mar, falésias de grandes dimensões, penhascos e rochas, belas lagoas, tudo isso faz a natureza se mostrar pródiga em encantos naturais, tornando-se convidativa aos veranistas.
Estou em Torres, a mais bela praia do litoral riograndense, onde vislumbro essa alegria, tema de meu texto de hoje.
Todas as desavenças parecem ter permanecido nas cidades e todos os sorrisos parecem ter vindo, como parte indispensável da bagagem .
Ao escrever essas linhas, vislumbro da janela, as famílias passando em direção à praia de mar. As crianças ajudam carregando seus brinquedos. Não podem faltar os baldes,nem as formas para fazer estrelas do mar, cavalos marinhos e peixes, com a areia úmida.
E os castelos de areia são feitos com as mãos e com a ajuda de pás de plástico que são compradas junto com os baldes de brinquedo.
A alegria vai à praia vestida de inúmeras faces sorridentes e receptivas.
Crianças, jovens, adultos e pessoas idosas, compartilham do mesmo clima de verão e vestem fragmentos de alegria e felicidade.
As economias feitas durante o ano viajaram para a praia e são responsáveis em dar o suporte para os gastos das famílias.
Os padrinhos colaboram com as finanças e os tios e avós aumentam a mesada da criançada.
Um pouco do esforço coletivo reverte em novas possibilidades e o veraneio fica mantido. Vale à pena solicitar a colaboração de todos em prol de um bem estar familiar e agregador.
Não percebo, durante o veraneio, aquelas pessoas estressadas no trânsito. Ao contrário, vejo motoristas dos carros de passeio que fazem sinal para que os pedestres possam atravessar as ruas com tranquilidade.
Em todos os lugares a alegria transparece.
Pode ser o efeito da natureza unida ao tempo de férias e a possibilidade de reunir a família em torno da mesa de jantar.
Pode ser a chamada para um carteado em família, para um jogo de futebol na praia, para a prática de outros esportes de areia.
Pode ser pela espera de um convívio mais estreito com filhos e netos, pelo diálogo que renasce em clima de veraneio.
O fato é que a alegria que percebo, todos os anos, desde a minha infância, é real durante as férias na praia de meu andar.
A calmaria de ambientes convida à prática da meditação, ao exercício da leitura, à comunicação saudável.
Até os homens se prontificam para lavar a louça ou a própria roupa para auxiliar suas mulheres, sempre atribuladas, com a organização de todas as tarefas domésticas.
Gostaria que ,cada vez mais, essa alegria superasse nossas preocupações e nos tornassem mais humanos e solidários em nossos lares, como se fosse uma trégua em tempo de guerra.
Vamos demonstrar esse contentamento nos salões de festa, nos jantares promovidos pelos clubes que frequentamos, na caminhada à beira mar, nas brincadeiras com os netos, nas rodas de piadas de salão, na roda de pescadores e seus ''causos'' mentirosos que fingimos acreditar.
Vamos espalhar a alegria onde nos for possível!
Vamos viver intensamente o lazer de nossos verões antes que o inverno da vida se interponha, célere e implacável.
KATIA CHIAPPINI
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
ABRAÇO...
ABRAÇO...
Abraço o que há de vir
Abraço quem consentir
Abraço para poder sentir
Abraço a quem me seguir
Abraço para não agredir
Abraço o dia a surgir
Abraço quem vai partir
Abraço sem me despedir
Abraço a quem me pedir
Abraço e digo pra não ir
Abraço pra me descontrair
Abraço pra me redimir
Abraço após me despir
Abraço quem me faz sorrir
Abraço o corpo pra sentir
Abraço: deixo a vida fluir
Abraço o amor a se exibir
Abraço para poder conduzir
Abraço para o ato consumir
Abraço a quem desejo seduzir
KATIA CHIAPPINI
Abraço o que há de vir
Abraço quem consentir
Abraço para poder sentir
Abraço a quem me seguir
Abraço para não agredir
Abraço o dia a surgir
Abraço quem vai partir
Abraço sem me despedir
Abraço a quem me pedir
Abraço e digo pra não ir
Abraço pra me descontrair
Abraço pra me redimir
Abraço após me despir
Abraço quem me faz sorrir
Abraço o corpo pra sentir
Abraço: deixo a vida fluir
Abraço o amor a se exibir
Abraço para poder conduzir
Abraço para o ato consumir
Abraço a quem desejo seduzir
KATIA CHIAPPINI
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