Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CENAS DE FAMÍLIA!

            CENAS FAMILIARES NA PRAIA!

Uma  das boas lembranças que tenho se refere aos dias que passei na praia com mamãe, filha e netos: um casal.
Mamãe era muito exigente quanto à disciplina e minha filha e eu fazíamos o possível para cuidar dos netos pequenos, para que a convivência se tornasse possível. Ficávamos no apartamento de minha mãe e fazíamos as lidas todas e tratávamos de ficar com as crianças: um turno no mar e outro nas pracinhas. Sem deixar os netos dormirem de tarde, conseguíamos que se acomodassem mais cedo à noite.
Não se podia encostar nas paredes, fazer barulho, deitar muito tarde, conversar nos quartos .Mamãe só dormia com silêncio total na casa.
Mas eu levava minha mãe para jantar fora e ela adorava completar essas saídas com algumas compras que fazia nos camelôs. Mas perguntava muitos detalhes e dissertava sobre sua mocidade e vivências, de modo a deixar as vendedoras ansiosas e inquietas.
Ao perceber que estava se tornando indesejável, eu tratava de pedir que mamãe completasse logo sua compra, para deixar as simpáticas  vendedoras atenderem as outras pessoas. 
Uma vez ficou braba no restaurante porque achou que não estávamos nos portando bem e eu, distraidamente, deixei o ovo frito do meu prato escorregar e cair no meu colo. Mamãe ficou furiosa e me advertiu ao mesmo tempo que tirava o ovo do meu colo, antes que o visse cair no chão. Seria o máximo da gafe e o garçom iria nos tomar por pessoas ligeiramente abrutalhadas .
Mas minha filha e netos riam muito.E isso dificultou a volta à calma de minha mãe.
E em outra ocasião brigou com meu marido por motivo fútil e ele e ela tiveram uma discussão:
- Mas eu faço o rancho e ajudo nas despesas todas.
- Mas o apartamento é meu
- Mas minha filha e netos têm o direito de estar aqui.
- Então, deixe sua família e volte, nem sei porque veio!
E eu fui ficando apavorada e perguntei a minha mãe:
- Quer me ajudar a decidir se fico aqui com o meu marido ou se volto com todos para a cidade?
Mamãe caiu em si e falou:
- Fiquem todos.
E assim dizendo retirou-se ao quarto onde permaneceu até a hora de se deitar. Nesse dia não a vimos mais no convívio familiar.
Combinei com meu marido que passaria uns dias com a filha e netos e voltaria para a casa de Porto Alegre.
Mas, mesmo com algumas situações desagradáveis mas que todas as famílias, eventualmente enfrentam, gostávamos de estar na praia com mamãe. Essa costumava me dizer:
- Filha, quando vocês vão embora, passadas algumas horas em que fico comigo mesma. já sinto falta da alegria das crianças.
Eu sorria para ela e perguntava: 
- No outro ano podemos vir com a senhora para o apartamento da praia?
- Claro, minha filha Não repare que eu e meu genro temos um gênio forte e por essa razão fico me sentindo agredida com suas investidas fora dos padrões.
Mas o melhor de tudo é que mamãe presenteava seus netos, gostava de interagir com eles. Apenas era rigorosa e fazia questão de ser atendida nas suas solicitações.
Mas eu sabia pisar em ovos e ficava atenta ao movimento da filha e netinhos.
Passamos alguns anos veraneando juntas e a beleza da paisagem, as tardes calmas, os passeios com as crianças, os passeios de barco e de bondinho, eram algumas das atividades que nos encantavam.
E o gênio do marido e de mamãe não conseguiram tirar aquela energia que o convívio em família só faz multiplicar.
E nunca mais deixei de veranear com os familiares que foram aumentando e se misturando, sem criar maiores atritos.
Somos, como família, um grupo abençoado e que prometeu se proteger, se apoiar e não desmerecer o amor que há entre seus membros.
E a praia de Torres faz parte dos melhores dias da vida de meus filhos e netos, que se criaram sadios e interagindo entre si para reafirmar a força da união.

KATIA CHIAPPINI

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

DONA MIMOSA!

          DONA MIMOSA E SUA ESCOLHA

Dona Mimosa era uma senhora de 82 anos, quando passei a observar como vivia após sua viuvez. Era uma pessoa alegre, vivaz, agradável ao trato e uma dona de casa com dons especiais. Era excelente costureira, o que se tornou  motivo de prazer. Preferiu se cercar de atendentes e serviçais que dormiam em sua casa, num anexo situado após o pátio da residência. Aos domingos toda essa turma se deslocava para um sítio e o dia passava rápido para D. Mimosa.  Aos sábados ia para um restaurante e levava seus auxiliares para companhia.  Eram copeiras, cozinheiras, um jovem jardineiro, uma atendente de enfermagem, uma lavadeira e passadeira.
O ecônomo do restaurante começou a observar esse movimento inusitado e tomou conhecimento de toda a situação  Começou a cercar D. Mimosa com flores e atenções. No dia de seu aniversário ofereceu um menu especial e fez questão de pagar todas as despesas, inclusive as de um especial cardápio de sobremesas, para ela e sua turma de empregados.
Quando o Cirque du  Soleil se apresentou na capital dos pampas, lá estavam D. Mimosa e o ecônomo assistindo ao espetáculo. Ela ganhou um telefone celular para se comunicar com o seu recente ''admirador'', conforme me disse. Não demorou muito e o homem a convenceu de vender uma casa de três andares. Foi morar em outra casa com as irmãs do ''admirador'' que a instalou devidamente, mas optou por dormir em outro apartamento que tinha mobiliado para si.
D.Mimosa tem bens: casas, terrenos, residência na praia e um pensão do marido, juiz de carreira, além de joias e alguns dólares guardados. Dispensou os empregados e passou a pagar as irmãs do companheiro para lhe atender. Ficou apenas com uma moça de sua confiança que houve por bem conservar.
Houve uma espécie de contrato entre as partes, mas D. Mimosa tinha sua privacidade preservada e não houve comunhão de corpos.
Mas aceitou a'' proteção'' que o companheiro lhe dava, sua atenção e cuidados. Esse era atento às suas necessidades e tão atento que colocou parte de sua atenção nos bens da viúva.
Na venda da casa já lucrou e depositou uma comissão considerável em sua própria conta. E agora se diz administrador de seus bens.
Mas essa senhora recebe a pensão mensal e só com essa retirada garante sua tranquilidade.
Trocou qualquer preocupação de ordem material, pela companhia e atenção desse companheiro de 60 anos de idade que dela se aproximou com interesse de se beneficiar com sua fragilidade.
Mas, fazendo justiça, devo dizer que esse homem a leva ao médico, às compras, ao cinema, teatro, jantares. E aos finais de semana se dedica a estar com ela na casa de Ipanema.
D. Mimosa fez sua escolha: preferiu estar em família, uma nova família, do que seguir rodeada de empregados.
Trocou sua liberdade por algumas atenções e pouca se importa com o capital que deixou de administrar.
Sabe que essa pessoa vai cuidar dela até os últimos dias e que vai seguir atento às suas necessidades.
Já transcorreram três anos e D. Mimosa não se arrependeu e segue satisfeita porque confirma que é muito bem tratada.
Assumiu todos os riscos dessa situação e desse novo modo de viver.
Deve ter entendido que o interesse em seus bens moveu esse homem e o colocou em sua trajetória.  Já ao final da trajetória de uma vida de mais de 80 anos, a dama preferiu não continuar na solidão e se adaptou à família que a trata com carinho e o devido respeito.
Só que deveria ter comprado um apartamento para cada uma das três netas, já que seu filho é policial aposentado e a dama complementa seu salário. Ou dispor de uma fração dessa pensão para auxiliar asilos ou orfanatos.
Uma noite dessas telefonei para D.Mimosa e ela ficou feliz e pediu que a visitasse
E me lembrei de tê-la ouvido dizer, em tempos idos:
- Se eu ficar viúva não quero ficar só.
Ainda a solidão lhe pareceu a pior das escolhas : pior do que morrer rica e sem ninguém que gostasse dela. E sem ninguém para ver seu cerrar de olhos, seu aperto de  mão, seu último desejo antes de ir.
Só que esse gostar implica em outras considerações que já tentei entender. Mas nem preciso entender nada porque  D. Mimosa, assim  escolheu sua maneira de ser feliz.
E esse filho de D.Mimosa é como se nunca tivesse existido: jamais teve consideração por ela. Uma triste e inexpressiva figura, eu diria.

                                     KATIA CHIAPPINI








terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A SURPRESA DE KARINA

                 A SURPRESA DE KARINA

Karina é minha filha primogênita. Alta, esguia, cabelos longos e olhos castanhos, bem como, dona de um sorriso franco. Quando ela cursava a faculdade, pela manhã, em certa ocasião, pensou em trabalhar no turno da tarde. Marcou uma entrevista e foi aprovada para trabalhar numa loja de confecções, no Shopping. O horário se estendia entre 14 h e 22 horas não sendo permitido sentar, nem se ocupar com conversas paralelas durante o horário das atividades.
Karina tinha facilidade de se comunicar e fazia boas e significativas vendas, cumprindo as metas da empresa. Chegou a ser escolhida a melhor funcionária do mês com direito a uma foto afixada na parede do estabelecimento. Sabia indicar o produto adequado a cada pessoa opinando sobre a melhor cor, o modelo adequado ao peso, à altura e à idade.
Em certa ocasião, quando não havia nenhum movimento na loja, os funcionários estavam à postos, aguardando. E nessa hora avistaram o gerente da loja se dirigindo ao local, com semblante de poucos amigos. Nesse instante, as atendentes conversavam entre si, de vez em quando, naturalmente. Ao entrar na loja ele já começou a advertir as atendentes dizendo-lhes que retirassem as mercadorias das prateleiras colocando-as sobre os balcões. Disse-lhes que deveriam revirar as roupas e dobrar todas as peças, novamente, para então recolocar no lugar.
O objetivo seria o de não deixar o público perceber que ninguém entrara para ser atendido. Ao contrário, as peças desorganizadas dariam a impressão de que a loja esteve repleta de pessoas e que só naquele instante tinha sobrado um tempo para ajeitar, devidamente, as prateleiras.
E esse teatro todo era feito em várias ocasiões e as atendentes nem tinham coragem de sentar um pouco.
Mas Karina trabalhou sempre de bom humor e tratando a todos com educação e atenção.
Depois de 4 anos precisou interromper seu trabalho porque a faculdade passou a exigir a hora-laboratório no turno inverso. 
Impossibilitada de continuar, chamou o gerente, a quem relatou a situação que se criara.
Ele se dirigiu a ela e simplesmente disse:
 - Passe amanhã para acertar seu pagamento.
E com essas palavras deixou Karina sair, sem nenhum agradecimento, sem nenhuma despedida e sem reconhecimento pelo seu desempenho, sem perceber a sua assiduidade e dedicação.
No dia seguinte, quando Karina foi ao setor de pagamento, se deparou com uma moça que estava aguardando o seu horário de entrevista, agendada pelo gerente. 
Mas se despediu das colegas de trabalho com as quais conviveu muito bem durante todo o período em que juntas estiveram.
Foi para sua casa com a certeza de ter aprendido uma importante lição. Aprendeu que o ser humano pouco vale para uma empresa. O que vale é cumprir metas, aumentar o capital e multiplicar os lucros ao final de cada ano. 
E assim caminha a humanidade: fazendo questão de abdicar dos valores indispensáveis para uma convivência sadia e ainda dos princípios cristãos, como se engatasse a marcha-ré.

                                  KATIA CHIAPPINI





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O QUE FAZER NO MOMENTO PRESENTE?

                  AS PRÓXIMAS 24 HORAS

Acordei pensando como iria aproveitas as próximas 24 horas.
E cheguei a algumas conclusões tais como:
- Viver com plenitude o dia
- Falar com meu amor hoje e não perguntar se virá amanhã.
- Afastar do pensamento os sentimentos de inveja, egoísmo, vingança e outros que desviam do caminho das virtudes.
- Cumprimentar sorrindo a todas as pessoas que passam pelo meu caminho.
- Assimilar os problemas de meu dia e ajustar-me aos fatos.
- Ler um capítulo de meu livro de cabeceira e meditar sobre os fatos.
- Fazer aquele bolo cuja receita tenho guardada e que meus filhos já solicitaram por diversas vezes.
- Visitar minhas amigas idosas as quais dou atenção, fazendo-lhes companhia em algumas tardes.
- Fortalecer os laços de família e criar oportunidade para acolher novas amizades.
- Dedicar parte da manhã para escrever poemas e crônicas aos quais conto minhas mágoas e os bons momentos também.
- Dedicar as últimas horas da tarde para tocar minhas músicas ao piano e embalar meus sonhos.
- Ter calma e decisão firme para pôr em prática as ações que se fizerem necessárias.
- Valorizar a natureza observando as árvores frondosas com seus frutos e flores. E a beleza de uma arara a se vestir de mil cores.
- Aconselhar às pessoas tristonhas dizendo-lhes que se dediquem a amar seu semelhante que amor lhes será dado.
- Promover as brincadeiras infantis que dão sentido ao mundo da criança.
- Acariciar os idosos e mantê-los na casa de um familiar até que seja possível, com respeito e bons cuidados.
Para viver as próximas 24 horas, com alegria, é só observar que a felicidade está em nosso modo de ver a vida e de saber contornar os desvios com sabedoria.
 Quero fixar meus olhos em outros olhos esverdeados que pertencem a um navegador de corpo bronzeado que vai ancorar em minha querência.
As próximas 24 horas são uma dádiva de Deus e o que temos de mais palpável.
Temos que aprisioná-las como quem guarda no cofre as joias mais preciosas. 
E nas próximas 24 horas vou ser sentinela de minha felicidade. Que me desculpe Lupicínio Rodrigues:
- Felicidade não foi embora e a saudade no meu peito ainda não mora...

                                     KATIA CHIAPPINI








domingo, 5 de janeiro de 2014

O ALMOÇO DAS DAMAS DA RÁDIO PAMPA.


                      CAROS LEITORES!

O almoço das damas da rádio Pampa!


Estive presente, dia 4 de janeiro, a mais um almoço da rádio Pampa AM, 970, de Porto Alegre, Rio Grande do  Sul.
Esse é um evento que congrega as damas de terceira idade, que participam de um programa local, a partir da meia noite, de segunda a sábado, sob o comando do Dr Altair Venzon. O  almoço já tem 18 anos de vida sendo seu eleitorado bastante fiél.
Talvez seja um programa único, onde as damas podem cantar ao vivo e à capela, sem a preocupação de fazê-lo com a afinação perfeita.
Outras declamam, dizem mensagens que nos ajudam a vencer as dificuldades diárias, conversam com o apresentador e emitem opiniões diversas sobre o conteúdo do programa. Permitem que se divulguem os telefones para outros contatos. Chamamos de família pampa, a esse grupo que interage e termina por lançar CDS, por conta própria, mas que são divulgados no programa e vendidos nos encontros mensais feitos no restaurante Prato do Dia, João Alfredo, 199. Alguns valores da música e poesia, tiveram a oportunidade de compartilhar sua arte com o apoio do Dr. Venzon.
É preciso reconhecer que ele tem paciência com as damas que estão procurando sua gravação ou fita kassete, ou que buscam o tom certo para cantar.
Uma das damas concorreu com uma música carnavalesca e obteve uma premiação da Prefeitura local, assim como já divulgou seu trabalho na rádio com outras composições em outros CDS.
São bem poucos os cavalheiros que comparecem ao almoço porque trata-se de um clube da Luluzinha, como dizem.
Pois bem, nesse último almoço declamei um poema em homenagem a essas damas, salientando a alegria delas em poder se reunir num ambiente carinhoso e saudável.
Após declamar, um gaúcho que estava presente, pediu para se aproximar do microfone e me respondeu da seguinte forma, com ares de repentista:

A Katia falou das damas
Eu vou dizer o que acho
O que seria da fêmea
Se não existisse o macho?

No meu estilo bagual
Dou mais pulos do que potro
O que seria do casal
Se um não tivesse o outro?

O que tenho pra dizer
-E espero que me entenda-
A prenda precisa do gaúcho
E o gaúcho carece da prenda

Pedro Meurer ( Móirer, a pronúncia )
04/01/2014

E o poema que escrevi e publiquei nesse blog se intitula: Almoço das damas da rádio Pampa, e data de dezembro de 2013. E que mereceu essa resposta do gaúcho, que não quis deixar por menos.

CAROS AMIGOS E LEITORES:

Tenham todos um Feliz Ano Novo, com as esperanças renovadas e a crença no próprio valor. Só o esforço traz a tranquilidade para viver dignamente e tem o poder de dar amparo aos entes queridos.
Lembrem-se do semelhante, tão diferente em seus anseios. Saibamos ouvir seus clamores e atenuar suas dores.
Que Deus se volte para todos os que demonstram dedicação e sinceridade e que lutam por justiça e pelo bem comum.

KATIA CHIAPPINI








ÊXTASE!

                                  ÊXTASE

Teu corpo me atrai
Do meu não sai
Ouve o meu ''ai''
Ora vem, ora vai

Meu corpo te aceita
Sobre o teu se deita
União perfeita
Que a lua espreita

Agora balançam
Na dança se cansam
As mãos avançam
As pernas se trançam

O amor faz o pedido
Quer corpos despidos
Reagindo aos sentidos
Salpicando pruridos

Teu corpo vem
Me convém
Me contém
Me tem

Meu corpo fala
Aroma exala
Não se cala
E te entala

Teu corpo sem véu
É meu troféu
Recebe teu mel
Está no céu

O prazer é total
A paixão irracional
O amor visceral
Eterno manancial

Temos, tu e eu
A paixão de Orfeu
O amor nos venceu
Cumpriu o que prometeu

Sou tua serenata
És minha sonata
Minha paixão te mata
E jorras em cascata

                                  KATIA CHIAPPINI
                                   E-MAIL:katia_fachinello42@hotmail.com



sábado, 4 de janeiro de 2014

NAMORO!

                 NAMORO À MODA ANTIGA
Flores, perfumes e bombom
Saudade desses anos!
O amor dava o tom
Atenuava os desenganos

Sorrisos, flertes ao escolher
Um par para dançar?
A mãe precisava acolher
O pai carecia aprovar

O homem bem arrumado
Dançava com a moça de renda
O salão bem iluminado
Era feito sob encomenda

Namoro era processo lento
E na casa da namorada
O pai se mantinha atento
Cuidava da filha amada

Amar era de corpo e alma
Equilibrando-se as diferenças
A decência, por certo, era salva
Como preservadas as crenças

Importava o brilho no olhar
Um carinho e um abraço
O jeito era saber esperar
As etapas, passo a passo

Onde estão as mãos dadas
E olho no olho com emoção?
Sumiram duendes e fadas
E os pedidos de sedução?

Onde as árvores frondosas
E nos bancos casais abraçados?
Onde está o buquê de rosas
Ou o anel de noivado?

E os pássaros no fio de luz
E a lua cheia onde estão?
A natureza não mais seduz
Nem a letra da nossa canção?

                                  KATIA CHIAPPINI

                                                   E-MAIL: KATIA_FACHINELLO42@HOTMAIL.COM