Aquarela de poesias

Aquarela de poesias
Poesias para você

segunda-feira, 17 de março de 2014

INSPIRAÇÃO!

                        A INSPIRAÇÃO!

Inspiração é um conceito que ultrapassa a própria definição.
Quando a alma se inspira empresta para si a beleza das pétalas de rosa.
Inspiração é ficar sorrindo, com as vestes mais simples, ao embalar o filho e cantando para ele dormir.
É um sentimento que se volta para o semelhante, que se compartilha para, só assim, ser beneficiário dele.
Lindas paisagens inspiram lindos romances e fortes emoções. Preservar a natureza é se inspirar na obra divina que a fez para desfrutarmos de todas as suas riquezas e formosuras. Quem já não se inspirou no canto dos pássaros, na visão da lua ou nas estrelas, para fazer uma serenata ao seu amado?
Cada pequeno gesto de sutileza pode ser fruto de inspiração.
Minha vovó adorava doces de confeitaria e eu sempre os levava para ela, quando ia à Livramento. Sua dedicação aos netos me inspirava esse gesto: uma justa retribuição.
Minha tia bebê queria tocar acordeon. Então dei aquele estímulo que faltava e fomos juntas escolher um lindo instrumento.
Depois me inspirei com essa vontade dela em aprender e comecei a dar as primeiras aulas para minha tia.
Logo comprei o meu acordeon para tocarmos juntas, ao final da tarde,na estância abençoada: um paraíso incrustado na fronteira com o Uruguai.
Não conseguiríamos interpretar, devidamente, a intenção do autor de Mona Lisa e nem o tamanho de sua inspiração.
Só sabemos que Da Vinci ultrapassou a si mesmo em genialidade.
A inspiração persegue os mais sensíveis, criativos, de vida interior mais profunda, de uma necessidade de solidão.
A introspecção faz parte da criatividade artística.
O voluntariado em asilos e orfanatos é uma obra meritória e que põe em prática a inspiração, porque busca uma forma de fazer   mais felizes esses seres, de alguma forma, desgarrados.
A inspiração pode estar vinculada a uma empresa, uma indústria, a uma fábrica, desde que se proponha a melhorar as condições de vida do trabalhador e encontrar um modo de tornar o trabalho menos árido ou causticante.
A inspiração torna a vida mais leve, com mais sentido. Alimenta sonhos e fantasias, cria momentos de lazer, de convívio familiar, de integração entre patrões e empregados.
É ela que se faz presente nas vitrines de natal, nos bonecos de neve que encantam as crianças,  bem como num jantar especial, num encontro amoroso. 
E os músicos ? Quanta inspiração demonstram em seu som?
Quantas são as composições melódicas inseridas em cenas de filmes, em momentos de intimidade, em peças de teatro e quantas deram vida aos poemas?
Conseguimos saber se a cena de um filme é de romance ou de terror, ou se é uma cena lúdica, só tentando ouvir a música que já antecipa o momento. Ou seja, nossa percepção da música tenta se unir a do autor inspirado na circunstância que deve sonorizar.
Andar à cavalo, passear pelos trigais em movimento, montar o Ferrorama do neto, colher uvas, regar um jardim, jogar pedrinhas no rio, pular amarelinha na calçada, mexer o tacho de doce de figo sobre o fogo de chão, colher conchas e mariscos, fazer a fogueira do acampamento, todos esses gestos, são feitos com desvelo e inspiração.
Tricotar uma manta para a vovó e uma colcha de panos, empalhar cadeira, brincar de montar o quebra-cabeça, jogar xadrez com o vovô, fazer palavras cruzadas, tocar um instrumento aos finais da tarde, ler uma página de um livro, meditar e fazer as orações, todos esses gestos alimentam o espírito na medida que o beneficiam e muitos deles se comunicam com o semelhante e são provas de amor e amizade.
Enfim, pratique a sua inspiração, como um exercício de cidadania, além de se permitir adquirir uma tranquilidade que traz a paz de espírito.
E, lembrem-se,'' Inspirações'' é o nome do blog de uma dama feliz.
E mais feliz será se puder contar com seus leitores de carteirinha, devidamente habilitados para  serem sentinelas desses textos que posta com carinho ímpar...
Que todos se gratifiquem com momentos de inspiração após os de transpiração. 
A própria vida é a inspiração maior: saiba vivê-la.



KATIA CHIAPPINI

                                                                                                                                                                                                          







sábado, 15 de março de 2014

UM ENSAIO!

         ENSAIO SOBRE AS FASES DA VIDA


Infância é pura magia
Tem a proteção dos pais
Brincar e fazer estrepolia
É ser feliz e nada mais

Quando vem a era escolar
Há tarefas a cumprir
Responsabilidades a zelar
E o talento a emergir

Na fase da adolescência
Novos caminhos à vista
Período de turbulência
Desilusões nas conquistas

É  a fase mais perigosa
Contestadora e criativa
A juventude é fogosa
E a tentação nada passiva

Depois na idade adulta
Vem profissão e família
É a fase mais culta
Que a universidade trilha

E a fase da maturidade?
É com graça que se passa
Experiência com nova idade
Brinquedo com o neto na praça

Nem sempre reconhecida
Só se o amor ajeitar tudo
Senão não cicatriza a ferida
E o idoso ainda fica mudo

É triste a nossa realidade
A dos idosos esquecidos
Ainda com vivacidade
Mas no asilo reprimidos

Sonho com meus descendentes
Compartilhando um amor voraz
Boas árvores dão boas sementes
Separar-nos - ninguém será capaz - 

                                    KATIA CHIAPPINI

                       E-MAIL:katia_fachinello42@hotmail.com

sexta-feira, 14 de março de 2014

DIA NACIONAL DA POESIA: 14 DE MARÇO

                 DIA NACIONAL DA POESIA

Vivam os poetas todos os seus sonhos.
Vivamos nós a alegria dos poetas.
Sejamos cuidadores das rimas e métricas.
Queiramos algumas delas para brindar os amores.
Que o amor se faça a própria poesia.
Que o silêncio brinde a inspiração do poeta.
Vejamos a alvorada e o pôr do sol como manifestações de beleza ímpar e que inspiram belos poemas.
Vejamos pássaros e flores como parte de uma natureza pródiga em cores e formas, em espécies raras e em vestimentas que o homem não lhes deu.
E a tão falada tristeza do poeta?
Que ela se transforme em alegria ao ver tantas manifestações de encantamento de quem recebe um livro de poesias.
Que o dia nacional da poesia alegre os corações na medida que contempla todas as pessoas com lindas obras poéticas porque sempre haverá um poeta destinado a escrevê-las.
Que a poesia embale nossos sonhos tornando menos árida a realidade.
Que os poetas exercitem o amor solidário que possa envolver o ser humano com seu semelhante.
Que a leitura de uma poesia possa trazer boas recordações e tornar os homens mais flexíveis e visíveis a si mesmos, na tranquilidade da noite.
Que a poesia seja o equilíbrio de uma vida agitada ,onde todos correm para ganhar seu sustento.
Que siga despertando a tranquilidade do espírito e deixando vir à tona os mais profundos sentimentos.
Que os amantes diminuam a luz e declamem, um para o outro, poesias apaixonadas cuja efervescência seja a mesma dos corpos em vias de fato.
Que a poesia faça parte de um dia feliz!
Parabéns a todos os poetas do planeta, tão maltratado pela ambição do homem, mas sempre carente de versos, flores e perfumes.

                                       KATIA CHIAPPINI
                                       E-mail: katia_fachinello42@hotmail.com



VAI E VEM!

                  
        OU VAI OU VEM: EIS A QUESTÃO!

Vem -fale baixinho
Vai- leve o carinho
Vem- estou no ninho
Já se vai de mansinho?

Vem -sou sua menina -
Vai brincar? promete?
Vem- traga a serpentina -
Vai - jogue o confete -

Você me disse que vem
Mas ora vem e ora sai
Vem quando lhe convém
Vem mas me diz que vai

Vai- recebe meu sonho -
Vem- parece arrependido -
Vai- onde me ponho?
Vem cumprir o prometido

Venho com sede ao pote
Lá vai você se afastando
Vem- meu amor é seu dote -
Vai mas volte me amando

Vai fugindo a alegria
Vem só a descrença
Vai- não tem serventia -
Vem antes a desavença

Vem esse desconforto
Vai-se o amor- ligeiro -
A vida é confronto
Nem vai nem vem por inteiro

Vai-se mais um dia feliz
Vem só a desilusão
Vai-se o bem que se quis
Vem só a recordação

Vem- assim de repente -
Vai como meteorito
Vem quando estou carente
Vai comigo ao infinito

Vivemos só o intervalo
Entre o vai e vem frenético
Vai-se à galope- no embalo
Veloz e pouco poético

                                             katia Chiappini

                            e-mail: katia_fachinello42@hotmail.com 





quarta-feira, 12 de março de 2014

O QUE FALAR DO AMOR?

              
               O QUE AINDA FALAR DO AMOR?
                    

                                         O amor se fez inverdade
                                         Chegou e deixou saudade
                                         Deslumbrou a maturidade
                                         Dizendo não importar idade

                                         Depois sumiu: fez maldade
                                         Confundiu minha capacidade
                                         Olhei aérea através da grade
                                         Perdi a minha criatividade

                                         O amor é uma necessidade
                                         Ora sina ora fatalidade
                                         Falta uma dose de sensibilidade
                                         Está perdendo a identidade

                                         Engana com muita facilidade
                                         Mas promete vir com vontade
                                         E assim o esperamos até tarde
                                         Perdendo a hora na faculdade

                                         Selecionamos flores na cidade
                                         Para enfeitar a intimidade
                                         Mas não há reciprocidade
                                         Perdemos a espontaneidade

                                         O amor é mera ansiedade
                                         Parece nem ter sanidade
                                         Mas é uma necessidade
                                         Precisa de materialidade

                                         Hoje perdeu sua identidade
                                         Partilha leitos sem fidelidade
                                         Tirando nossa serenidade
                                         Deixando só a fragilidade

                                         Ainda preza a autoridade
                                         Desrespeita a liberdade
                                         Não valoriza a amizade
                                         Nem a autenticidade

                                         Antes tinha estabilidade
                                         E a família tranquilidade
                                         Primava pela honestidade
                                         Não vingava a promiscuidade

                                         Hoje perdeu a continuidade
                                         Virou motivo de caridade
                                         Ou exercício de falsidade
                                         Ou mero ensaio de felicidade
                         

                                            KATIA CHIAPPINI

                                                                 E-MAIL: KATIA_FACHINELLO42@HOTMAIL.COM



terça-feira, 11 de março de 2014

EXAUSTÃO

                                EXAUSTÃO

Exausta da incompreensão
Da falta de veracidade
Descortinando a desilusão
E a invasão de privacidade

Exausta de promessa
De quem diz mas não faz
De acusações à beça
Da ausência de paz

Exausta de me exaurir
Em me fazer confiar
Para depois me permitir
Profundamente amar

Exausta de fatos passados
Serem cobrados agora
Dos gestos vasculhados
Da perseguição da hora

Exausta por encadear
Anos de dedicação
Alimentando desenganos
E não mais que uma ilusão

De me sentir tão frágil
E acreditar no amor
De não ter sido hábil
Para evitar essa dor

Perplexa e estagnada
Sinto o vazio que ronda
Tenho a alma despedaçada
E no coração uma sonda

De um lado tanta injustiça
Onde dominação faz história
De outro vem a preguiça
De seguir nessa luta inglória

Exausta de tanto saber
Que o ato traz consequência
De arriscar me envolver
De minha efervescência

Mas esperaria de novo
Se soubesse que vale a pena 
Quebrei como casca de ovo
Quando me roubaram a cena

                                       KATIA CHIAPPINI

                                      ( NEM SEMPRE PODEMOS IÇAR AS VELAS )
                                        ( e o veleiro do amor não tem como navegar )






segunda-feira, 10 de março de 2014

MONTEIRO LOBATO

                       MONTEIRO LOBATO


          Meu herói desde meus tempos de infância:
                     Monteiro Lobato                    
Em 18 de abril de 1822, nasceu, em Taubaté, Estado de São Paulo, Monteiro Lobato. Aos 15 anos de idade perdeu seu pai  e aos 16 perdeu sua mãe. Essa foi responsável por sua alfabetização. Desde pequeno gostou de ler todos os livros infantis que chegavam em suas mãos .Aos sete anos de idade entrou no colégio. Escreveu em vários jornais usando um pseudônimo.
Em 1904 diploma-se bacharel em Direito. Foi anti-convencional, por excelência, sempre contestador e dizendo tudo o que pensava.
Foi nomeado promotor, casou, teve filhos. Mais tarde, herdou uma fazenda de seu avô e foi morar nela. As dificuldades o levaram a vender a terra e foi morar em São Paulo.  Mas na fazenda escreveu Jeca Tatu, considerado o símbolo nacional.
Comprou a '' Revista do Brasil''e começou a editar livros para adultos. Urupês inicia a fila em 1918.
Antes de Monteiro Lobato os livros eram impressos em Portugal.
Com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro.
Em 1931 volta dos Estados Unidos pregando a redenção do Brasil pela exploração do ferro e do petróleo.
Começa a luta que o deixaria pobre, desgostoso e doente.
Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo.
Passou a ser criticado, perseguido e preso. Teimava em afirmar que era preciso explorar a terra para encontrar o petróleo .Afirmava que isso daria ao povo um padrão de vida que corresponderia às suas necessidades.
Em 1921 passa a se dedicar à literatura infantil.
Em 1943 funda a Editora Brasiliense para publicar suas obras completas, reformulando diversos livros infantis.
Suas obras infantis são incomparáveis como: A menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês do Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, Caçadas de Pedrinho, A chave do tamanho, entre outras.
Escreveu obras literárias para adultos tais como: O choque das Raças, Urupês, A barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo.
Nessa última obra defende a exploração do petróleo, a ser feita por  empresas brasileiras.
Com'' Narizinho Arrebitado'' lança o Sítio do Picapau Amarelo, com vários personagens.
Emília, diz tudo o que pensa; com Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos; com Dona Benta fala de uma senhora que acredita na imaginação das crianças e admite que vão modificar o mundo; tia Anastácia é uma pessoas sem cultura que acredita que o desconhecido é mal e é pecado.
Narizinho e Pedrinho são as crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo e querendo ser felizes. Esses confrontam suas experiências com que os mais velhos dizem sem, no entanto, desacreditar no futuro.
Monteiro Lobato é considerado o precursor da literatura infantil no Brasil. E O Sítio do Picapau Amarelo foi alvo da dramaturgia.
E o pó de pirlimpimpim continuará a transportar as crianças do mundo inteiro ao Sítio do Picapau Amarelo, onde não há horizontes limitados por muros de concretos e ideias estagnadas.
Em  4 de julho de 1948 morreu Monteiro Lobato,de um colapso, na capital de São Paulo.
Seu espírito jovem estará no coração de cada criança e dos pais dessas crianças.
Enquanto vivo defendeu suas ideias com unhas e dentes, contra tudo e contra todos sem se importar com as consequências.
Foi um escritor notável, um visionário,, um batalhador de ideias e um dos melhores amigos das crianças.
E viverá sempre através de seus personagens e enquanto for ouvida a palavra da boneca Emília que é a mesma sua: inconfundível.


      CITAÇÕES DE MONTEIRO LOBATO:

--Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos.
--A ciência não mata a religião. Só outra religião.
--Se o livro não vende é porque não presta.
--Para crianças um livro é um mundo.

                                   KATIA CHIAPPINI